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Piscina é aliada de quem tem pressa em perder peso

A natação é alternativa poderosa para quem busca entrar em forma e perder calorias

 

É cada vez maior a escolha da natação por pessoas interessadas em perder peso, sejam elas indivíduos um pouco acima do peso, obesas, ou ainda atletas que buscam atingir um melhor rendimento no esporte. São vários os benefícios de quem opta pela modalidade, principalmente quando se está fora de forma. Dois desses benefícios são o baixo impacto nas articulações e a melhora do processo cardiorrespiratório. De olho nesse mercado, que não envolve só estética, mas também saúde, treinadores e academias desenvolvem programas para atender e dinamizar a busca pela boa forma física, uma saída muito mais inteligente do que as dietas milagrosas que surgem em cada estação do ano.

 

Não existem milagres quando o objetivo é perder peso. A regra é clara: para emagrecer, o consumo de calorias tem de ser inferior ao que o organismo gasta. Na luta para equilibrar essa balança, as pessoas recorrem ao esporte. Mas sempre é difícil e, muitas vezes doloroso, optar por esportes de maior impacto, como corrida e artes marciais. Existe uma chance muito grande de a pessoa não resistir às dores iniciais. Na natação, ao contrário, a pessoa consegue suportar mais o desgaste e vê resultados rápidos, queimando mais calorias do que outros exercícios de baixo impacto, como a caminhada , disse a fisiologista Valéria Scornaienchi.

 

Para haver uma queima de gordura eficiente em qualquer atividade física, é importante que esta seja praticada com regularidade. As intervenções mais severas nem sempre são as mais eficientes em médio prazo, é o famoso efeito sanfona. O recomendado é que a pessoa perca o peso gradualmente , afirmou Scornaienchi. É importante que a pessoa sinta prazer em nadar, e não que aquilo seja um sacrifício momentâneo. Para o American College of Sports, uma pessoa saudável é a que gasta entre 1.000 e 1.500 kcal por semana com a prática esportiva. O exercício pode consumir entre 300 e 500 kcal por dia.

 

Na luta contra a balança, o esporte é apenas uma das armas. De nada adianta se matar na academia e manter os mesmos hábitos alimentares. A soma desses dois fatores é preponderante para um resultado eficaz e duradouro. É importante que a pessoa não sinta fome. Alguns estudos mostram que ter um número constante de refeições diárias, sem modificações bruscas, também torna o organismo mais apto a oxidar gorduras e gastar energia adequadamente. Existe a constatação de que, ao pularmos refeições ou não mantermos os horários fixos delas, o organismo se adapta no sentido de economizar energia , falou Sandra Maria Lima Ribeiro, nutricionista esportiva. (Qual seu peso ideal? Clique aqui e confira)

 

ESTRATÉGIAS DE NADO

 

Para o preparador físico Rodrigo Taddei, da Limiar Assessoria, algumas estratégias são capazes de aumentar a queima de gordura com a natação:

 

- Aumentar a intensidade. Ex.: treino intervalado com intensidade mais alta (no limite máximo do limiar aeróbico).

 

- Variar os treinos. Assim, o organismo não se acostuma ou acomoda, com isso, o gasto calórico sempre será mais elevado.

 

- Utilizar equipamentos que aumentam o trabalho muscular, gerando um crescimento do gasto calórico, como os palmares e nadadeiras.

 

Segundo Taddei, esses métodos combinados podem fazer com que haja um aumento de 37% na queima de gordura, se comparados a um treino contínuo, de intensidade moderada e sem variação. Juntando essas dicas a um treino regular, certamente haverá um aumento no gasto calórico e, conseqüentemente, maior queima de gordura , falou Taddei.

 

Treino poderoso

 

Com base nas pesquisas para dinamizar o gasto calórico durante o treino de natação, o preparador físico Rodrigo Taddei montou um treino exemplificado, que pode ser praticado três vezes por semana, com uma duração média de uma hora. Um treino normal, de uma pessoa de 70 kg, pode gerar um gasto calórico médio de 600 kcal /h. O nado borboleta é o que promove maior gasto calórico, uma média de 770 kcal /h. Enquanto os nados costas, peito e de crawl se equivalem mais, ficando entre 560 a 630 kcal/h. O modelo abaixo, segundo Taddei, pode aumentar esses números em até 37 %.

 

Treino 1

 

600 metros Crawl 200 metros de perna 10 vezes 50 metros Crawl forte com 30 segundos de intervalo entre as séries 600 metros de braço com respiração 3x1 200 metros solto (vários estilos)

 

Treino 2

 

4 vezes 150 metros Crawl e 50 metros de perna 4 vezes 100 metros Medley 4 vezes 200 metros braço forte com 45 segundos de intervalo (alternar com e sem palmar) 300 metros Crawl solto

 

Treino 3

 

500 metros Crawl 4 vezes 100 metros Crawl forte com 30 segundos de intervalo 400 metros de braço 4 vezes 100 metros de Crawl forte com 30 segundos de intervalo 400 metros de braço com palmar 100 metros solto

 

Fonte: Minha Vida

Fisioterapeuta belga traça paralelo entre postura e comportamento

Você já reparou que, ao ser surpreendido com um balde cheio d'água ou uma bolada, encolhemos o corpo e protegemos a cabeça com os braços? E que, ao brigar com alguém, inflamos o peito e inclinamos o corpo em direção ao adversário?

 

Músculos e articulações são desafiados a seguir o ritmo dos nossos instintos o tempo todo, o que não é fácil. Mas é melhor viver em malabarismos para não perder o compasso do que não mudar nunca de posição. Assim como a sua coluna "reclama" depois de um dia inteiro em frente ao computador, viver com o peito inflado também pode trazer problemas embora nossas avós tenham ensinado que essa é a postura certa.

 

Para a fisioterapeuta belga Godelieve Denys-Struyf, criadora do método GDS (que leva o seu nome), o corpo saudável é aquele que se adapta às diferentes situações com eficiência, de modo que nenhum grupo muscular fique sobrecarregado ou sem estímulo.

 

O método nasceu entre os anos de 1960 e 70, quando Denys-Struyf trabalhava em uma clínica de reumatologia. Retratista, ela tinha o hábito de desenhar os pacientes e, com o tempo, estabeleceu uma conexão entre os problemas posturais mais comuns e a ativação de determinados grupos de músculos e articulações.

 

Após observar milhares de pacientes e elaborar um trabalho estatístico, ela descreveu seis tipologias, batizadas por siglas que resumem as cadeias musculares mais ativadas em cada caso. Ela percebeu, também, que a tendência a usar demais um ou outro grupo tinha relação com aspectos comportamentais.

 

A fisioterapeuta Cecília Stephan, de São Paulo, que trabalha com GDS há 10 anos, enfatiza que as tipologias não existem isoladamente na vida real. "Somos a soma dessas cadeias. Se a pessoa se fixa em uma ou em outra é que os problemas podem aparecer", explica.

 

Ela cita o exemplo da mãe, que precisa arredondar as costas e os braços para aconchegar o bebê no colo. A tarefa é fácil para uma mulher que funciona em "AM". Já se a pessoa for do tipo que está sempre com a coluna ereta, como uma "PA", a falta de flexibilidade pode causar dores na coluna.

 

Um "PA" típico ou um "AM" puro talvez só existam no universo dos desenhos animados, ricos em estereótipos. Tanto que Stephan e a fisioterapeuta Maria Antonia Miguet elaboraram um estudo com personagens infantis para ensinar o método a outros profissionais e ilustrar o conceito de que nenhuma tipologia é melhor ou pior do que a outra.

 

Competição

 

A fisioterapeuta conta que também pode haver competição entre tipologias. A pessoa pode ser "PA" da cintura para cima e "AP" do umbigo para baixo. O conjunto traz costas e pescoço retos, bumbum empinado e abdome solto.

 

Stephan reforça, no entanto, que o objetivo do GDS não é fazer pré-julgamentos, apenas enriquecer a visão do terapeuta em relação ao paciente, para que o trabalho seja individualizado. "Godelieve não se conformava em ver pessoas diferentes sendo tratadas com a mesma técnica", afirma.

 

Para tratar ou prevenir patologias ligadas à postura, o método propõe manobras específicas para cada caso, ou "terreno" de pré-disposição a patologias. Uma pessoa com excesso de "PM", que tensiona demais os músculos, pode ser estimulada a ter mais consciência do próprio esqueleto, com atividades de modelagem ou desenho. Já quando há falta de "AM", a tipologia ligada à afetividade, o trabalho é na posição fetal.

 

A terapia também envolve muita massagem e movimentos para reaprender os gestos corretos. Mas nada de exercícios extenuantes e lágrimas saindo dos olhos - cenário comum em muitas clínicas de fisioterapia hoje em dia.

 

Medicina chinesa

 

Casada com um acupunturista respeitado, Denys-Truyf também estabeleceu um paralelo entre as tipologias e a medicina tradicional chinesa, baseada nos cinco elementos (terra, água, fogo, metal e madeira) e suas energias correspondentes (cores, sabores, emoções, estações do ano, órgãos e tecidos).

 

Os chineses acreditam que o equilíbrio reside na alterância dessas energias, assim como a criadora do GDS defende que o ideal é olhar para alguém e não identificar nenhuma tipologia em especial.

 

Fonte: Ciência e Saúde