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Consumo em excesso de certos alimentos aumenta o risco de câncer





A ligação entre alimentação e o surgimento ou agravamento de doenças está cada dia mais evidente. E o oposto também: cada vez mais estudos provam que alguns alimentos podem melhorar a saúde.

No caso do câncer, não só o consumo em excesso e por longos períodos de alguns alimentos, como até mesmo o modo de prepará-los, pode colaborar para que a doença surja. Neste grupo entrariam gorduras e frituras, por exemplo.

Os apreciadores da carne bem passada e escura do churrasco correm riscos, pois este tipo de carne tem a presença de nitrosaminas, compostos químicos cancerígenos. Comer alimentos com excesso de sódio também pode provocar o aparecimento de câncer de estômago.

"Já sabemos que a alimentação tem forte relação com câncer de intestino, estômago, próstata e da mama", conta o cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, diretor do Núcleo de Câncer Colorretal do A. C. Camargo, . Porém, ele admite que ao tentar modificar o fator dieta dos pacientes, não viu grandes impactos.

 "A alimentação não age sozinha. Quando falamos em prevenção de doenças, é preciso pensar no comportamento geral, sendo que o sedentarismo é um fator importante. A doença surge quando não há um equilíbrio no metabolismo, o que causa obesidade, sobrepeso e diabetes, por exemplo", diz o oncologista.
O oncologista clínico Hezio Jadir Fernandes Jr., diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), conta que entre 50% e 60% dos casos de câncer surgem por alteração ambiental: "Dentro dessas alterações estão os hábitos alimentares. Eles podem ser nefastos e há aqueles que podem ser chamados de protetores".
Ele inclui na classe de nefastos os alimentos gordurosos, aqueles com excesso de proteína, pobres em fibras vegetais e vitaminas. Os protetores seriam os ricos em vitaminas, fibras e antioxidantes. Mas o médico avisa: "Semear o pânico é pior que a doença em si. A pessoa não pode pensar 'vou comer isso e terei câncer'. Graças aos avanços tecnológicos, estamos conseguindo detectar subpopulações com risco de desenvolver a doença".

Carne vermelha

A nutricionista Renata Souza Alvim, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), conta que não é correto dizer que determinados alimentos fazem mal, pois todos são importantes para o funcionamento adequado do organismo e devem ser consumidos moderadamente.
Ela enfatiza que as carnes podem ser fontes valiosas de nutrientes, em particular proteínas, ferro, zinco e vitamina B12. Porém, também alerta que o consumo em excesso das vermelhas ou processadas é causa comprovada ou provável de alguns tipos de câncer: "Padrões alimentares com elevados níveis de gordura animal são fontes ricas de energia, aumentando o risco de ganho de peso e, em consequência, doenças. Pessoas que comem carne vermelha regularmente devem consumir menos de 500g por semana, incluindo pouca ou nenhuma quantidade da versão processada".

A nutricionista Thais Manfrinato, do Hospital A. C. Camargo, concorda: "O excesso de peso e a obesidade também são considerados fatores de risco para cânceres de mama, intestino, próstata e endométrio. Por isso, alimentos gordurosos, como frituras, leite e derivados na forma integral e molhos prontos devem ser evitados, pois facilitam o aumento do peso. Assim como doces, que levam à obesidade mais facilmente".

Porém, Manfrinato afirma que ao falarmos de alimentação e câncer, devemos tomar muito cuidado com as informações que são passadas, pois nem sempre o que se propaga por aí é algo que já foi comprovado cientificamente.

Agentes cancerígenos

Manfrinato conta que já está bem comprovado que o consumo excessivo de carne vermelha cozida por semana aumenta em 35% o risco de câncer de intestino grosso e o consumo excessivo de embutidos (presunto, linguiça, salsicha) aumenta o risco em cerca de 50% de desenvolver este mesmo tipo de câncer.

 "Os embutidos ainda aumentam risco de câncer de esôfago e estômago, por conterem nitrito como conservante. Também é bem elucidado que o consumo de fibras auxilia na prevenção de vários tipos de câncer e é bem relacionado com a prevenção do câncer de intestino e mama", afirma ela. Nitritos e nitratos, muitos utilizados como conservantes, são conhecidos como agentes cancerígenos.

Samuel Aguiar Júnior diz que as nitrosaminas são usadas como conservantes, especialmente da carne processada, e que mesmo sendo perigosas, não há como tirá-las da indústria alimentícia: "O certo é evitar o consumo em excesso".

As nutricionistas concordam que se deve manter não somente hábitos alimentares saudáveis, mas também um estilo de vida saudável, incluindo a prática de atividade física, a baixa ingestão de bebidas alcoólicas e a exclusão do fumo. "Quando falamos em prevenção do câncer, temos que lembrar que é uma somatória de diminuição da exposição aos fatores de risco, como os citados acima", diz Manfrinato.

Frutas e verduras

Ela também afirma que uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e pobre em açúcares, doces,  gorduras e carne vermelha previne vários tipos de câncer. Sobre os vegetais, Aguiar Júnior acrescenta: "Pode usar e abusar, apesar dos agrotóxicos".

Alvim dá algumas dicas práticas: "Lave as mãos e utensílios com água e sabão antes de iniciar o preparo dos alimentos, lave bem todas as frutas e verduras que for ingerir cruas, deixe-as de molho em solução clorada por 20 minutos (um litro de água com uma colher de sopa de água sanitária) ou utilize produtos industrializados para desinfecção (hipoclorito) sempre seguindo as instruções do rótulo. Por fim, aumente a ingestão de água, tomando pelo menos dois litros por dia, sempre filtrada".

Suplementos

Samuel Aguiar Júnior frisa que consumir fibras para contrabalançar o excesso de ingestão de carne vermelha não funciona. O mesmo vale para suplementos, e faz um alerta: "As pessoas não devem se apegar aos suplementos, pois estes não irão compensar uma má alimentação. Isso não acontece e sabemos bem".

Ele cita um estudo com pacientes da cidade de São Paulo com câncer de intestino feito pelo Hospital A. C. Camargo, onde atua, sobre o consumo de folato.  "Uma aluna minha de pós-graduação fez este trabalho. Estávamos procurando deficiências de ácido fólico e não encontramos. Pelo contrário. Muitos pacientes usavam ácido fólico sem indicação médica".

O oncologista diz que isso não pode ser considerado a causa da doença, mas que não é algo positivo para a saúde. "Podemos dizer que não há deficiência de ácido fólico na população da cidade de São Paulo. Porém, o correto é consumi-lo apenas com indicação médica".

Vinho e genética

Hezio Jadir Fernandes Jr. conta que estudos já demostraram que o vinho, por ser rico em flavonoides, protege contra algumas doenças coronárias. E agora, parece que seus efeitos benéficos também poderiam prevenir o câncer. "Isso graças a ação dos antioxidantes no organismo", explica o médico.
Já Samuel Aguiar Júnior lembra que o vinho tem dois lados. O bom, as uvas e o ácido tânico, e o ruim, que seria o álcool. "Seu maior consumo é citado nos países ao redor do Mediterrâneo e sempre associado à famosa dieta mediterrânea, que inclui uma ótima alimentação, sem esquecer das atividades físicas".  Assim, ele recomenda que a bebida seja apreciada com moderação.
Muito importante, na opinião de Fernandes Jr., é que pessoas com histórico familiar da doença, além dos cuidados alimentares, fiquem atentas aos possíveis sinais e façam os exames preventivos, sempre com acompanhamento médico.


Fonte: Uol Notícias - Saúde.

Ganhe músculos e estique a saúde (Parte 1)

Musculação praticada com bom senso e disciplina não garante apenas um corpo mais forte e definido. Segundo estudos muito recentes, esse tipo de treino afasta o câncer e o diabete tipo 2. E, como bônus, você aprimora o sistema cardiovascular

 

Durante um bom tempo, levantar peso era visto com desconfiança por profissionais da saúde. Mas isso mudou. Já se sabe que a musculação, por si, causa benefícios que, na somatória, aumentam a longevidade. Seus ótimos efeitos sobre o esqueleto foram dos primeiros a ser reconhecidos pela ciência. Agora, impressiona a quantidade de trabalhos relacionando esse tipo de atividade física à maior capacidade do organismo de debelar males graves, como tumores.

 

Uma investigação realizada pelo renomado Instituto Karolinska, na Suécia, em conjunto com a Universidade de Granada, na Espanha, merece destaque. Primeiro porque foi feita com quase 9 mil voluntários, uma quantidade de gente que não deixa muita margem a dúvida nos resultados. E eles apontam que os indivíduos mais musculosos, confrontados com aqueles que eram flácidos, apresentaram uma incidência de doenças graves menor ao longo de nada menos que 19 anos. Aliás, na turma mais fracote houve uma taxa 50% mais alta de mortes em comparação com o grupo dos fortinhos.

 

“A pesquisa reforça ainda mais as evidências que ligam a força muscular à prevenção de problemas crônicos”, relata Jonatan Ruiz, principal autor do estudo. É o caso do câncer sim, ele já pode ser incluído nessa categoria de males que, se não têm cura, podem ser tratados e controlados por muitos e muitos anos. O levantamento feito por suecos e espanhóis constatou que pessoas com músculos tonificados resistem mais aos tumores.

 

É possível que isso tenha a ver, entre outras coisas, com o poder desse tipo de exercício contra substâncias oxidantes, que danificam o DNA e, conseqüentemente, contribuem para o aparecimento de células anormais, isto é, malignas. O interessante é que os benefícios não foram observados apenas em quem era magro e fazia musculação. Embora a gordura corporal contribua para reações inflamatórias que aumentam o risco de um câncer, homens obesos que se submetiam a treinos com pesos também pareceram menos sujeitos ao câncer. “Ou seja, a musculação, apesar de não queimar tantas calorias quanto a atividade aeróbica, ajuda essa parcela da população a reduzir a ameaça de um tumor”, resume o oncologista Marcelo Aisen, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), em São Paulo.

 

Fonte: Revista Saúde é vital

Cigarro deve causar 10% das mortes no mundo em 2030

As mortes relacionadas ao consumo de tabaco devem passar de 5,4 milhões em 2004 para 8,3 milhões em 2030 representando 10% das mortes no mundo, de acordo com as projeções feitas pela OMS.

 

Segundo o relatório, o tabagismo crescente em países de baixa e média renda deve levar ao aumento de mortes por doenças cardiovasculares, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e câncer.

 

O envelhecimento da população em países de baixa e média renda deve resultar em um aumento significativo de mortes relacionadas a causas não contagiosas nos próximos 25 anos estima-se que elas correspondam a três quartos de todas as mortes em 2030.

 

Uma das principais causas deverá ser o câncer o número de mortes, que foi de 7,4 milhões em 2004, deve chegar a 23,4 milhões em 2030.

 

O relatório prevê também que, nesse período, a mortalidade causada por doenças contagiosas, problemas perinatais e nutricionais caia. As mortes relacionadas ao HIV, por exemplo, devem subir de 2,2 milhões em 2008 para até 2,4 milhões em 2012 e, então, cair para 1,2 milhão em 2030. Esse cenário, porém, está condicionado ao fato de o acesso a drogas anti-retrovirais continuar a subir nas taxas atuais.

 

Fonte: Folha Online

Universitários nos EUA querem criar 'cerveja anticâncer'

Um grupo de estudantes da Universidade Rice, no Estado americano do Texas, pretende criar uma cerveja transgênica que contém resveratrol, uma substância química presente no vinho que tem se mostradou capaz de reduzir os riscos de câncer e doenças cardíacas em experiências com ratos de laboratório.

 

Os estudantes estão tão entusiasmados com o projeto que vão inscrevê-lo no maior concurso internacional de biologia sintética, o iGEM (International Genetically Engineered Machine), que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro em Cambridge, no Estado americano de Massachusetts.

 

Na competição, as equipes utilizam DNA para criar organismos vivos que fazem coisas incomuns, como bactérias que se comportam como um filme fotográfico.

 

Esta é a terceira vez que o grupo, conhecido como Rice BiOWLogists, entra na competição. No ano passado, os estudantes apresentaram um vírus bacteriano que combatia a resistência a antibióticos, mas não levou o prêmio.

 

"Depois do concurso do ano passado, estávamos conversando sobre o que faríamos este ano", disse Taylor Stevenson. "Peter Nguyen (outro estudante) fez uma piada sobre colocar resveratrol na cerveja, mas nenhum de nós levou à sério." Mas, quando a equipe começou a pensar em um novo projeto, descobriu que haviam sido publicados muitos trabalhos científicos sobre a modificação de fermento com genes ligados ao resveratrol.

 

Fase teórica

 

Por enquanto, a pesquisa dos estudantes de Rice está na fase teórica. Eles ainda não produziram uma gota sequer de cerveja. Estão trabalhando, no momento, na criação de uma variedade transgênica de fermento que deverá produzir resveratrol ao mesmo tempo em que fermenta a cerveja.

 

A equipe tem planos de fermentar algumas doses para teste nas próximas semanas, que conterão "marcadores" químicos de sabor ruim necessários para que sigam a experiência. Esse produto não será consumido, de acordo com os estudantes.

 

Até hoje, só uma variedade de fermento transgênico foi aprovada para uso em cervejas, e os jovens pesquisadores dizem acreditar que vai levar muito tempo para que sua criação seja apreciada.

 

Estudos indicam que o resveratrol possui propriedades antiinflamatórias, anticâncer e produz benefícios cardiovasculares para animais de laboratório.

 

Ainda não foi estabelecido se a substância oferece benefícios também a seres humanos, mas o resveratrol já é vendido em lojas de produtos naturais.

 

Fonte: Ciência e Saúde

População desconhece doença do coração como principal causa de morte, mostra pesquisa

Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas externas como as relacionadas à violência e ao trânsito, por exemplo. A população demonstrou desconhecer os dados e apontou a violência como a principal causa de morte no Estado.

 

Durante dois dias no mês de junho, 2.096 pessoas, entre 14 e 70 anos, foram entrevistadas em 85 cidades do Estado. O objetivo da pesquisa, realizada pelo Datafolha, foi documentar o grau de conscientização da população sobre os fatores de risco de doenças do coração.

 

"Apesar de ser a principal causa [doenças cardiovasculares], a população não percebe. O Estado tem maior nível de educação [do país], mesmo assim a população desconhece", afirmou o diretor da divisão de pesquisas da Socesp, Álvaro Avezum.

 

Foram apresentados para os entrevistados dois tipos de questionamentos. Um em que questionava, no geral, a principal causa de morte, e outra que perguntava quais os fatores de risco que se associam a doenças cardiovasculares. O que mais foi citado, segundo Avezum, foi o tabagismo --32%. "Isso significa que 68% da nossa população no Estado não identifica o cigarro como fator de risco cardiovascular. É muito pobre o conhecimento, bem abaixo do que gostaríamos que a população tivesse", afirmou o médico.

 

Pesquisas realizadas na América Latina apontam que os fatores de risco que mais levam aos problemas no coração são, em primeiro a obesidade abdominal, seguida de tabagismo e alterações do colesterol.

 

De acordo com a pesquisa, a população praticamente ignora os principais contribuintes das doenças cardiovasculares. Depois dos 32% que disseram acreditar que o cigarro é o que mais mata aparecem 18% que apontaram como maior causa da pressão alta, 17% citaram o alcoolismo, 16% sedentarismo e somente 15% apontaram o colesterol como principal fator.

 

"O grau de conscientização sobre os fatores é inferior a 30%. Significa que 70% da população do Estado não reconhece os fatores de risco associados a infartos, derrames, que são responsáveis por mortes no Estado", disse Avezum.

 

Segundo o médico, a Socesp não imaginava que detectaria níveis tão baixos de conhecimento sobre problemas do coração. Para a organização, a falta de campanhas adequadas sobre os riscos de doenças cardíacas e a maior divulgação de casos de violência.

 

"Para mudar (de hábitos), a população tem de conhecer. Quem desconhece, não vai buscar prevenção", afirmou o médico.

 

Mortes

 

Por ano, no Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto, segundo Avezum. Um quarto desse volume é do Estado de São Paulo. A cada dez pessoas que infartam, três morrem em casa ou a caminho do hospital. Dos sete que chegam ao hospital, um morre. Dos seis que recebem alta hospitalar, um morre em um ano. "Ou seja, é uma doença que mata metade de suas vítimas", explica o médico.

 

De acordo com Avezum, se houver a prevenção da obesidade, evita-se 46% dos casos de infarto, ou seja, cerca de 140 mil casos a menos por ano. Se proibir o tabagismo no país diminuiria 38% no número de infartos. "Evitando isso diminui o número de cirurgias, angioplastias, etc. O impacto é brutal", afirmou Avezum. Seis fatores que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e dois que diminuem são aceitos em todo mundo, segundo o médico.

 

Os elementos que contribuem para os riscos, na ordem, são a alteração do colesterol LDL alto, chamado de colesterol ruim, e o HDL baixo, chamado de colesterol bom, cigarro, diabetes, pressão alta, obesidade abdominal e estresse e/ou depressão. Os fatores protetores são a atividade física regular, no mínimo três vezes por semana durante uma hora, e o segundo ponto é comer verduras e legumes diariamente.

 

Fonte: Folha Online

Dieta mediterrânea previne doenças crônicas

A chamada dieta mediterrânea - rica em legumes, verduras, frutas e peixes - ajuda a prevenir as doenças crônicas mais comuns, como Mal de Alzheimer, câncer, Mal de Parkinson e doenças cardiovasculares, segundo um estudo publicado no site da revista médica britânica BMJ (British Medical Journal).

 

Há anos, os hábitos alimentares das populações que vivem às margens do Mar Mediterrâneo têm a reputação de ser um modelo de alimentação saudável e de contribuir para uma saúde e uma qualidade de vida melhores.

 

Tradicionalmente, a dieta mediterrânea costuma ser rica em azeite de oliva, grãos, frutas, nozes, legumes e peixe, além de preconizar um consumo moderado de álcool e baixo de carnes vermelhas e laticínios.

 

Pesquisas anteriores já haviam indicado que a dieta mediterrânea pode ajudar a prevenir doenças cardiovasculares e câncer, mas ainda não havia sido realizada uma meta-análise, ou seja, uma avaliação de vários outros estudos já publicados.

 

Análise de estudos

 

Por isso, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, examinou 12 estudos de vários países que, juntos, reuniam mais de 1,5 milhão de participantes e acompanharam os hábitos alimentares e a saúde deles por períodos de três a 18 anos.

 

O objetivo foi estabelecer uma relação entre a adoção da dieta mediterrânea, a morte prematura e a ocorrência de doenças crônicas.

 

Os cientistas usaram uma pontuação para quantificar o rigor na adoção da dieta. Os participantes com alta pontuação (mais adeptos da dieta mediterrânea) apresentavam condições de saúde melhores, uma taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares 9% mais baixa, uma incidência 13% mais baixa do Mal de Parkinson e de Alzheimer e 6% de redução nos casos de câncer.

 

Por isso, os pesquisadores afirmam que manter à risca a chamada dieta mediterrânea pode ser um instrumento eficiente na redução do risco de morte prematura e doenças crônicas na população em geral.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Exame pode detectar câncer em estágio inicial

A tomografia computadorizada expõe o relevo do corpo e permite aos médicos concluir pela existência ou não de doenças com base na análise da anatomia: uma massa irregular pode indicar um tumor cancerígeno, por exemplo. Já a tomografia por emissão de pósitrons detecta doenças com base no metabolismo do corpo e por isso consegue identificá-las em um estágio mais prematuro.

 

Um tumor cancerígeno ativo, por exemplo, absorve muita glicose. Antes de submeter-se a essa tomografia, o paciente recebe uma injeção de fluordesoxiglicose, uma glicose radioativa. O exame, feito uma hora depois, mede a absorção dessa substância pelo organismo. Se alguma área que, em situação saudável não costuma consumir muita glicose passa a absorvê-la exageradamente, é sinal de doença.

 

"Hoje em dia esse exame é considerado básico para detectar e tratar câncer", diz o médico José Soares Júnior, chefe do serviço de medicina nuclear do InCor (Instituto do Coração), do Hospital das Clínicas, e presidente da Sociedade Brasileira de Biologia, Medicina Nuclear e Imagem Molecular. A tomografia por emissão de pósitrons é usada principalmente para detectar e avaliar a evolução do câncer ela consegue detectar tumores a partir de 4 milímetros, tamanho em que outros exames não identificam.

 

Mas também é capaz de detectar outras doenças, sempre com base no consumo de glicose. O cérebro é um exemplo. Saudável, ele consome muita glicose. Se o exame indica pequena absorção, é sinal de doença Alzheimer, provavelmente, o que poderá ser confirmado por outros testes.

 

O miocárdio, músculo situado no coração, também consome muita glicose em situação normal. A tomografia por emissão de pósitrons costuma ser feita, nesses casos, após um infarto. Se indicar pouca absorção de glicose, é sinal de que o miocárdio não está mais funcionando e qualquer intervenção para reativá-lo será inútil. Mas, se houver consumo de glicose, valerá submeter o paciente a uma cirurgia para tentar fazer com que o músculo funcione.

 

Preço

 

O exame é caro, custa cerca de R$ 3.500 e mesmo os convênios de saúde muitas vezes não cobrem seu custo. Devido ao preço e a uma questão burocrática, mesmo com tantos benefícios, até há pouco tempo o exame não era realizado no Brasil.

 

Quem precisava dele viajava para os Estados Unidos ou a Europa desde que tivesse dinheiro para isso. A primeira máquina capaz de realizá-lo chegou ao InCor em 2003, mas até hoje o SUS (Sistema Único de Saúde) não paga pelo exame na rede pública.

 

A questão burocrática se refere à produção da glicose usada no exame. Como é um material radioativo, até 2006 sua manipulação era exclusividade estatal. Naquele ano foi permitido que empresas particulares também o produzissem, mas até hoje só há uma fábrica, em São Paulo. Como a substância tem vida útil de menos de duas horas, é praticamente impossível transportá-la a tempo para outros Estados.

 

Fonte: Folha Online

Cereais integrais reduzem a barriga

Se você quer diminuir as chances de câncer e diabete, manter o peso, varrer o excesso de colesterol, evitar inflamações pelos vasos e, de quebra, perder a famigerada barriga, a dica mais quente dos experts em nutrição é uma só

 

Aveia, milho, trigo, arroz, centeio e cevada esse é um grupo de cascas-grossas. Tachá-los assim não é nenhuma ofensa. Por serem duros na quebra, seus invólucros protegem nutrientes e outras substâncias cada vez mais valorizadas pelos estudiosos da dieta como ferramenta de prevenção. Por isso, a tendência é incluí-los em todas as refeições do dia, conta a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso. Antes, o consumo dos cereais integrais era mais associado ao café-da-manhã.

 

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, deu mais um bom motivo para isso: comer integrais ajuda a reduzir a barriga. E a questão aqui vai além da estética. A gordura abdominal deve ser eliminada porque é o estopim de problemas fatais, como o infarto, sentencia Heather Katcher, líder do trabalho. Cientistas gregos da Universidade Harokopio já encontraram uma pista de por que os integrais encolhem a cintura. Por meio de exames, notaram que seus consumidores fiéis têm níveis mais equilibrados de adiponectina, uma substância que age nas células gordas do abdômen, fazendo-as murchar.

 

Muito antes de se descobrir que encher o cardápio de itens integrais ajudaria a afastar ameaças graves, como os tumores, eles já eram recomendados para acabar com a prisão de ventre, por serem imbatíveis em matéria de fibras. Elas, afinal, formam um bolo dentro do intestino, que pressiona suas paredes e contribui para suas contrações, descreve a nutricionista Samantha Macedo, da Equilibrium Consultoria em Nutrição, que fica em São Paulo. Mas, aí, é fundamental que esses cereais sejam ingeridos acompanhados de bons goles de água ou de outras bebidas. Sem líquidos, o resultado é o inverso. As fibras ficam malparadas ali dentro, atrapalhando o trânsito de vez.

 

RIQUEZA SOB A CASCA

 

Mas nem só de fibras vivem os integrais. Justamente por não terem passado por nenhum processo de refinamento, esses alimentos têm teores mais elevados de certos nutrientes em comparação com seus equivalentes clarinhos, macios e sem casca. As vitaminas do complexo B deles estão em quantidades bem maiores, nota a nutricionista Norka Beatriz Barrueto González, professora da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. Esse grupo de nutrientes é essencial para o sistema nervoso, entre outras funções.

 

Há mais riquezas sob a casca dura. Cereais não refinados são ótimas fontes de minerais como o zinco, o magnésio e o fósforo trio que atua no sistema imunológico e fortalece o esqueleto. Para enriquecer a lista, temos compostos antioxidantes, que combatem moléculas causadoras de danos às células. Uma das estrelas nessa atuação é a vitamina E, que protege contra tumores e justifica, em parte, as observações recentes sobre o consumo de integrais e a prevenção do câncer.

 

Por fim, não podemos nos esquecer do carboidrato. Ora, todo cereal oferece um bocado desse nutriente, fonte de energia, que deveria compor até 65% da nossa dieta que nos perdoem os que temem sua fama de engordativo por essa porcentagem realista. O fato é que, nos integrais, seu poder de elevar o ponteiro da balança acaba sob controle.

 

Três porções diárias de cereais integrais é o mínimo recomendado segundo a pirâmide alimentar brasileira, conta a professora Silvia Cozzolino, da USP. O máximo é seis. Ultrapassar essa dose e cair no exagero pode atrapalhar o aproveitamento de nutrientes como o cálcio. Isso porque os alimentos que não sofreram refinação costumam carregar uma substância conhecida como fitato. E esse, por sua vez, compete na absorção de minerais, como o dos ossos. Excessos nunca são bem-vindos, nem mesmo quando se trata de alimentos pra lá de nutritivos.

 

Por outro lado, se você acredita que a meta de três a seis porções diárias proposta pelos experts é inalcançável, vamos mostrar que a tarefa não é das mais difíceis. Dá para começar logo cedo, caprichando no café-da-manhã. Aveia e cereais matinais à base de milho ou de trigo são itens que caem bem. Já o arroz e a cevada podem ser apreciados no almoço e no jantar. Enquanto pães de centeio são perfeitos para os lanches.

 

SABOR DE PALHA?

 

Agora, se a sua boca não enche de água quando o cardápio é recheado de cereais integrais, não pense que você é um caso único. Tem muita gente por aí que torce mesmo o nariz e passa longe desse tipo de alimento por acreditar que é insosso. Esse preconceito remonta à época em que o prato integral era cozido apenas em água e com uma pitada de sal, lembra a nutricionista Andréa Esquivel, especialista em gastronomia e professora da Universidade Norte do Paraná, a Unopar. Isso mudou, vamos deixar claro.

 

Abusar de ervas e especiarias na hora de temperar é um dos segredinhos para tornar tudo mais saboroso, ensina a nutricionista e professora de gastronomia Maria Cecília Corsi, da capital paulista. Pelas inúmeras vantagens dos integrais, vale a pena experimentar alguns truques para que eles sejam parte da sua vida

 

Fonte: Saúde é vital

Estudo cria vacina contra câncer a partir de planta do tabaco

A planta do tabaco, matéria-prima da substância responsável por milhões de casos de câncer, pode oferecer uma vacina para tratar uma das formas da doença, sugere um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia.

 

Os pesquisadores usaram a planta para como "fábrica" --ou incubadora-- de um anticorpo químico capaz de combater o linfoma folicular de célula-B, um tipo de câncer do grupo de linfomas não-Hodgkin.

 

As células deste tipo de câncer possuem uma característica peculiar: se reproduzem criando clones idênticos que carregam o mesmo anticorpo na sua superfície exterior. Essa 'marca' é peculiar a este tipo de câncer e não é encontrada em células saudáveis.

 

A estratégia da vacina criada a partir da folha do tabaco é injetar os anticorpos do câncer no paciente diagnosticado com a doença, estimulando o seu sistema imunológico para reconhecer e destruir as células do linfoma.

 

A vacina está na fase inicial de testes e foi utilizada em apenas 16 pacientes para testar os efeitos colaterais dos anticorpos produzidos pelas plantas. O resultado da primeira fase foi publicado nesta semana na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences".

 

Fábrica

 

Para fazer a planta produzir a vacina, os cientistas isolam a célula cancerígena do paciente em laboratório, extraem o gene responsável pela produção do anticorpo e o injetam no chamado "vírus do mosaico do tabaco" --um parasita que ataca as células das plantas e se reproduz rapidamente.

 

Os cientistas então infectam a planta com o vírus e as células afetadas começam a produzir grandes quantidades do anticorpo. Depois de alguns dias, os anticorpos são extraídos das folhas do tabaco e injetados no paciente.

 

Segundo os pesquisadores, são necessárias apenas algumas plantas para produzir a quantidade de vacina necessária para tratar um paciente.

 

No entanto, cada pessoa produz um tipo diferente de anticorpo e, por isso, cada paciente precisaria de uma vacina personalizada. De acordo com o estudo, o processo de produção da vacina em plantas é vantajoso porque não sai caro e é rápido.

 

"É uma tecnologia bem bacana e é muito irônico um tratamento para câncer feito com base em tabaco. Isso me chamou a atenção", disse Ronald Levy, que lidera a equipe de cientistas.

 

Para o professor Charles Arntzen, da Universidade do Arizona, a velocidade do processo de produção da vacina poderia levar os pacientes a esperar por sua vacina personalizada em vez de tentar outro tipo de tratamento.

 

Um porta-voz da Cancer Research UK, entidade beneficente britânica de fomento a pesquisas sobre câncer, afirmou que são necessárias mais pesquisas para avaliar o efeito real da vacina.

 

"Enquanto esses resultados são potencialmente muito empolgantes, os testes foram feitos em pequena escala, estão em estágio inicial e não avaliaram se a vacina realmente reduz o tamanho dos tumores", afirmou o porta-voz.

 

"Esse estudo oferece uma boa base, mas uma pesquisa maior será necessária para testar o sucesso dos anticorpos produzidos pelas plantas em combater o linfoma não-Hodgkin", concluiu.

 

Fonte: Folha Online

Instituto Adolfo Lutz reprova 52,6% dos alisantes de cabelos

Inspeção realizada pelo Instituto Adolfo Lutz constatou que 52,63% dos alisantes de cabelos utilizados na capital paulista tem concentração de reagentes químicos acima da legislação sanitária, o que pode provocar queimaduras, queda capilar, intoxicação e até câncer. Foram analisadas 38 amostras de produtos, colhidas no comércio e nos salões de cabeleireiros. O estudo, ainda inédito, foi concluído sexta-feira pela Secretaria de Estado da Saúde.

 

Segundo a autora da análise, Maria Cristina Santa Bárbara, as substâncias mais nocivas ao organismo, hidróxido de sódio e formol, foram as que mais apareceram nas irregularidades. "A concentração química chegou a ultrapassar 10 vezes o que determina a norma sanitária, expondo ao risco as clientes e os profissionais que trabalham com a fórmula."

 

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dilhermando Calil, a conveniência das mulheres acaba influenciando os estabelecimentos estéticos a não abolirem o uso dos produtos tóxicos. "A valorização extrema do padrão de beleza as deixa cegas para o perigo", diz, ao reforçar que após o boom da utilização de formol nos tratamentos capilares, início dos anos 2000, as dermatites e alergias no couro cabeludo "invadiram" os consultórios de dermatologia.

 

A vaidade sem limites é ainda influenciada pela a predominância de salões clandestinos. De acordo com o Sindicato dos Salões de Beleza, são 40 mil estabelecimentos do tipo na cidade. Em contraponto, têm licença sanitária para funcionar só 176, o que indica que 99% deles não passaram pelo controle sanitário. Na Vigilância Municipal (Covisa), há 118 profissionais especializados para fiscalizar a área. O controle seria facilitado pelas denúncias da população. Mas, durante todo ano de 2007 e até ontem, apenas 90 pessoas comunicaram irregularidades dos salões de beleza, sendo 19 delas sobre o uso de formol.

 

O coordenador da Associação dos Institutos de Beleza de São Paulo, Monte Cristo, alerta: "Não adianta culpar a insistência da mulher. A responsabilidade dos estragos é do profissional que usa o formol". A dica de segurança para os cabeleireiros e clientes é só usar os alisantes capilares que têm o selo da Anvisa na embalagem, garantia de que estão de acordo com a legislação. O Instituto Adolfo Lutz não divulga a lista das marcas reprovadas.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Pesquisa mostra que brasileira desconhece mamografia

Uma pesquisa realizada em cinco capitais do país, incluindo São Paulo, trouxe um alerta. A maioria das mulheres desconhece a forma mais eficaz de reconhecer um inimigo íntimo: o câncer de mama. Apesar de 82% citarem o auto-exame como aliado no diagnóstico da doença, somente 35% delas lembraram da mamografia, forma mais indicada para detectar o tumor maligno em fase inicial, o que aumenta a chance de cura.

 

O estudo, encomendado pela Federação Brasileira das Entidades Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), ouviu 552 mulheres. "Os resultados revelam que as mulheres têm informações parciais sobre o câncer de mama", avalia a mastologista e presidente da federação, Maira Caleffi.

 

Para Ricardo Marques, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, o 'esquecimento' ao citar a mamografia mostra que, nos últimos anos, a mensagem às pacientes não foi completa. "Ao longo do tempo, houve a política de promover o auto-exame como a forma de detecção precoce do câncer. Foi produtivo, mas não é só isso. Mesmo uma mulher bem treinada só consegue sentir o nódulo já em um tamanho significativo e perigoso", diz. "A mamografia identifica o tumor anos antes de ele ser palpável, em uma fase em que, se necessária, a cirurgia não é tão invasiva."

 

Os locais escolhidos para a realização da pesquisa - São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador - são os que lideram o ranking de estimativas de novos casos da doença no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

Fonte: Ciência e Saúde

Diabetes: subestimada, sutil e fatal

Em um conjunto de discussões de grupo, foi pedido aos participantes para classificar a gravidade de vários problemas de saúde, incluindo câncer, doenças do coração e diabetes.

 

Em uma escala de 1 a 10, câncer e doenças cardíacas sistematicamente foram classificadas como 9 ou 10. Mas diabetes só ficou em 4 ou 5 na escala.

 

"O consenso geral parece ser: 'existem remédios', 'veja como as pessoas parecem estar bem com diabetes' ou 'nunca ouvi falar de ninguém que morreu de diabetes'", disse Larry Hausner, diretor da Associação Americana de Diabetes, que comandou as discussões de grupo. "Havia pouco conhecimento sobre tudo relacionado à diabetes".

 

Mas a diabetes é tudo menos insignificante. Ela destrói o corpo inteiro, afetando desde a audição e a visão, à função sexual, à saúde mental e o sono. É a principal causa de cegueira, amputações e insuficiência renal, e pode triplicar o risco de ataques cardíacos e derrames.

 

"É uma doença que mata lentamente", disse Dr. John B. Buse, professor da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, presidente da associação de diabetes para a medicina e a ciência. "Ela pode ser terrível - é quase inimaginável o quanto ela pode ser ruim".

 

A diabetes surge quando o corpo não consegue usar o açúcar no sangue como energia, ou porque ele tem muito pouca insulina, ou porque ele não pode usar insulina. A diabetes tipo 2, que corresponde a cerca de 90% dos casos, geralmente se desenvolve mais tarde na vida e está associada à obesidade e à falta de exercício. A diabetes tipo 1, que geralmente é diagnosticada em crianças, ocorre quando o sistema imunológico destrói por engano as células que produzem a insulina.

 

A discrepância entre a percepção e a realidade é particularmente preocupante em uma época em que o número de diabéticos está aumentando. Somente na semana passada, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos anunciou que o número de americanos com diabetes é de cerca de 24 milhões, ou 8% da população. Quase 25% das pessoas com 60 anos ou mais tiveram diabetes em 2007. E o Centro estima que 57 milhões de pessoas têm níveis anormais de açúcar no sangue que representam uma pré-diabetes.

 

Sem dúvida, a diabetes é tratável, e um leque de novos medicamentos e ferramentas de monitoramento melhoraram incrivelmente a qualidade dos cuidados aos pacientes. Mas manter a doença sob controle exige constante vigilância e cuidados dispendiosos, assim como mudanças no estilo de vida, como perder peso, fazer exercícios regularmente e monitorar os carboidratos.

 

Buse afirma que pacientes focados na sua doença e com acesso a assistência médica regular têm uma boa chance de viver uma vida normal sem desenvolver uma deficiência relacionada à diabetes.

 

Mas alguns pacientes afirmam que estão ocupados demais para cuidar melhor de si próprios, e muitos pacientes de baixa renda não conseguem pagar assistência médica regular. Até mesmo pessoas com planos de saúde se esforçam para conseguir pagar sua parte das consultas médicas freqüentes e vários medicamentos.

 

E, para piorar, a diabetes está associada a diversos outros problemas de saúde. Na semana passada, por exemplo, o "The Journal of the American Medical Association" informou que pessoas com depressão têm mais risco de desenvolver diabetes tipo 2, e vice-versa.

 

Isso não é de surpreender: segundo dados publicados ano passado no jornal "Diabetes Care", a depressão tende a interferir nos cuidados do paciente com ele mesmo, o que exige o monitoramento da glicose, medicação, mudanças alimentares e exercícios.

 

Em última análise, a diabetes pode custar caro, da cabeça aos pés. No cérebro, ela aumenta o risco não só de depressão, mas também de problemas do sono e derrames. Ela põe em risco a visão e a saúde dos dentes. Este mês, o "Annals of Internal Medicine" relata que a doença aumenta em mais que o dobro o risco de perda da audição.

 

Espalhando pelo corpo, a diabetes pode levar a doenças do fígado e do rim, assim como sérias complicações gastrointestinais, como paralisia do estômago e perda do controle do intestino. No ano passado, o jornal Diabetes Care relatou que em uma amostra de quase 3.000 pacientes com diabetes, 70% tinham esteatose hepática não relacionada ao álcool.

 

Circulação sangüínea insuficiente e a perda da sensação das extremidades, chamada neuropatia, podem levar a graves úlceras e infecções; nos Estados Unidos acontecem cerca de 86.000 amputações relacionadas à diabetes a cada ano.

 

A diabetes também custa caro para o relacionamento. De acordo com algumas estimativas, de 50 a 80% dos homens com diabetes sofrem de disfunção erétil. Especialistas afirmam que mulheres com diabetes geralmente perdem a libido ou sofrem de secura vaginal.

 

O desafio para os médicos é convencer pacientes que a diabetes é um grande ameaça à saúde. Durante anos, a mensagem da Associação Americana de Diabetes foi a de garantir que a doença é tratável. Agora, a partir de 2009, a associação planeja remodelar a mensagem para comunicar melhor a gravidade da doença.

 

"Nossa estratégia de comunicação será que a diabetes tem conseqüências fatais e que a Associação está aqui para mudar o futuro da diabetes", disse Hausner, antigo diretor da Sociedade de Leucemia e Linfoma, que entrou na associação há 10 meses. "A palavra 'fatal' era potencialmente controversa para a organização. Antes, as pessoas diziam que não queriam assustar ninguém".

 

A nova estratégica não é uma tática de terror, acrescentou. Prevenção e esperança farão parte da mensagem. "Não que a gente não queira que as pessoas tenham esperanças", ele disse. "Mas queremos que as pessoas entendam que isso é serio".

 

Fonte: Ciência e Saúde

Biquíni com timer

Irritações na pele e aumento do risco de câncer são conseqüências da exposição exagerada ao sol. O biquíni Tan Timer, da britânica New Look, tem sistema que alerta quando é hora de mudar de posição ou ir para a sombra do guarda-sol.

 

Fonte: Uol Tecnologia

Complicações de dormir pouco e/ou mal (Parte 1)

Dormir menos e mal pode ter efeito sobre os hormônios do apetite, sendo um fator de risco para a obesidade. E não é só isso: a sucessão de noites em claro também aumenta a incidência de diabetes, depressão, problemas de memória e até câncer, além de provocar alteração sexual

 

Ter uma boa noite de sono e acordar bem é um sonho distante para muita gente. E a quantidade de horas do repouso noturno tem muito a ver com isso, respeitadas as diferentes necessidades de cada indivíduo. Considera-se que um ser saudável precisa dormir entre seis e oito horas por noite, mas há quem necessite de 11 horas tranqüilas de sono e pessoas que se contentam com apenas quatro. Mas uma coisa é certa: um sono reparador ajuda a manter a silhueta em forma, fortalece o corpo, desperta a criatividade e o raciocínio, faz bem ao coração e também rejuvenesce. Já algumas noites em claro podem causar graves problemas de saúde, como depressão, falta de memória, câncer, e até trazer uns quilinhos a mais.

 

É o que mostra uma das pesquisas mais reveladoras dos últimos tempos, que estabelece uma relação entre a falta de sono e o ganho de peso. Durante o repouso ideal, a leptina (hormônio da sa- ciedade) aumenta, enquanto a produção de grelina (o hormônio da fome) diminui. A médica Lia Rita Bittencourt, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que há um de- sequilíbrio na liberação dessas substân- cias e um acúmulo de tecido adiposo, também conhecido como tecido gordo. Segundo ela: "A falta de sono prejudica o metabolismo e a secreção de hormônios relacionados ao apetite".

 

Para confirmar tal tese, médicos de uma universidade americana avaliaram mais de 70 mil mulheres durante 16 anos. Do total, metade dormia mal e não ultrapassava cinco horas diárias de sono, enquanto a outra metade dormia em média sete tranqüilas horas. O resultado: as mulheres do primeiro grupo engordaram 15 quilos no período, um ganho de peso 30% maior que do segundo grupo. A explicação para o número assustador são as noites em claro. "Uma noite maldormida gera estresse no organismo incorrendo na alta produção de cortisol, que incha, engorda e envelhece. Além disso, a fabricação de grelina diminui, gerando armazenamento de gordura", afirma o endocrinologista Tércio Rocha, especialista em obesidade e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Antienvelhecimento.

 

Alterações hormonais

 

A falta de sono modifica, ainda, o ciclo circadiano dos hormônios, é motivo de irritabilidade, alteração sexual, envelhecimento precoce e a causa de alguns acidentes de trânsito. Tantos problemas levam a pensar que uma noite em que se sonha com os anjos faz um bem danado. "Para quem ainda não se convenceu, a insônia pode acarretar alterações hormonais, além de gerar grande ansiedade. Esta, por sua vez, é traduzida por um descontrole compulsivo do comer levando ao aumento do consumo de guloseimas e outros alimentos nocivos à saúde. Ao que tudo indica, a falta de sono é um fator de risco para a obesidade tão grande quanto os maus hábitos alimentares", justifica Rocha.

 

Qualidade de vida

 

Para se ter idéia, uma pessoa que dorme sete horas e consome 2.500 calorias durante as 17 horas restantes do dia pode reduzir 147 calorias dormindo uma hora a mais, em vez de ver televisão, por exemplo. Tal diminuição do número de calorias resultaria na perda de seis quilos em um ano. Realmente, uma perda e tanto.

 

Fonte: Editora Escala

Gordura saturada é tachada por estudo como vilã no câncer de próstata

Homens que comem menos gordura saturada sofrem menos com o câncer de próstata, têm menos recorrência da doença e maiores taxas de sobrevivência, segundo estudo americano publicado no “International Journal of Cancer”.

 

A análise de 390 pacientes que se submeteram à prostatectomia radical, que envolve a remoção total da próstata, revelou que 20% dos pacientes apresentou falha no antígeno específico da próstata, o que pode significar a volta do câncer.

 

E aqueles que comiam mais gordura saturada eram mais propensos a ter o problema e uma menor taxa de sobrevivência.

 

Além disso, 80% dos pacientes que tinham uma dieta pobre em gorduras desde antes do diagnóstico não apresentavam evidência da doença cinco anos após a cirurgia.

 

E essa porcentagem baixava para 65% entre aqueles com dieta rica em gorduras.

 

Fonte: Blog Boa Saúde