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Abacate desmistificado

A fruta, conhecida por ser calórica, traz muitos benefícios para a saúde e ainda ajuda a controlar o peso.

 

Com certeza você já ouviu a sua avó dizer que não podia comer abacate porque tinha muita gordura e, por isso, poderia aumentar o colesterol. Mas a novidade é que pesquisas recentes apontam que essa fruta, diferentemente do que se pensava, além de aumentar o nível do colesterol bom (HDL) e diminuir o colesterol ruim (LDL), é um aliado da perda de peso saudável.

 

“O abacate diminui os níveis de LDL e ajuda a normalizar a glicose, o que previne a resistência à insulina. Uma dieta saudável aliada a exercícios físicos deve fazer parte desta rotina”, acredita a nutricionista Mariana Escobar. Mas como isso é possível, se o abacate é uma fruta tão calórica?

 

É por causa do alto teor calórico que os mais velhos se enganavam. A gordura encontrada nessa fruta, a monoinsaturada, é a mesma encontrada no azeite de oliva, de qualidade. Então, ela não faz mal à saúde se consumida em porção moderadas, mesmo porque conta com outros nutrientes importantes, como ácidos graxos, vitamina E, carotenóides e vitamina C.

 

O consumo do abacate auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares e da diabetes. Devido ao fato de nosso organismo demorar mais para digerir a gordura, quando comemos o abacate, ficamos com uma sensação de saciedade prolongada, o que diminui o apetite.

 

Para a nutricionista Aline de Sousa Castro, “não podemos comer abacate em grande quantidade, pois ele tem um alto valor calórico e, se exagerarmos na ingestão, acaba atrapalhando a dieta. Com o abacate acontece o mesmo processo das fibras, uma vez que o bolo alimentar fica retido no estômago. Como ele é um alimento oleaginoso, também ajuda a diminuir a saciedade. Porém, o ideal é consumir de uma a três colheres de sopa”, explicou.

 

Outros benefícios

 

Mais alguns benefícios para o nosso corpo podem ser destacados com o consumo do abacate. Por ser rico em vitaminas, antioxidantes e antiinflamatórios, ele ajuda a prevenir doenças de pele, estimula a proteção do organismo e pode prevenir até mesmo a celulite. “É um potente antioxidante, que auxilia no combate ao envelhecimento precoce. Previne também cardiopatias e não possui contra-indicações, desde que se faça um consumo moderado”, garantiu Mariana.

 

É muito comum a adição de açúcar, limão, leite condensado ou creme de leite para o consumo do alimento, mas a nutricionista Mariana informa que “podemos consumir o abacate com limão, para adicionar mais vitamina C em nossa preparação. O que devemos evitar é o açúcar, leite condensado e esses acompanhamentos não muito saudáveis, pois isso é o que engorda e ocasiona os problemas de saúde”, falou.

 

Uma boa dica de consumo dessa fruta é fatiar e colocar em salada. “Pode acrescentar limão para quebrar um pouco do amargo. Como é oleaginoso, pode entrar na dieta como um substituto da avelã e das nozes, que são mais caras e possuem os mesmos valores nutricionais”, concluiu Aline.

 

Fonte: eYoga

Apenas 30% dos biscoitos são "zero trans"

Mesmo com as pressões do governo e da sociedade, ainda são encontrados nos supermercados muitos alimentos ricos em gordura trans. Dos biscoitos vendidos no país, por exemplo, apenas 30% são considerados "zero trans", de acordo com a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação).

 

No ano passado, representantes das indústrias e dos governos de toda a América se reuniram em Washington, por iniciativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), para discutir formas de livrar o continente da gordura trans. Um dos pontos de consenso foi que as medidas voluntárias da indústria não são suficientes. Por isso, os governos devem intervir com "medidas de regulação para proteger de maneira mais rápida e eficaz a saúde da população".

 

Um ano depois, em junho passado, esse mesmo grupo voltou a se reunir, dessa vez no Rio, e chegou à conclusão de que não se havia avançado muito. O documento final do encontro impôs aos governos que concedam incentivos fiscais aos fabricantes e aos agricultores para que descubram e adotem matérias-primas alternativas.

 

Tabela nutricional

 

No Brasil, até agora, a única medida concreta do governo foi a inclusão, em 2006, do item "gordura trans" na tabela nutricional impressa no rótulo dos alimentos. "Isso foi ótimo. Agora temos de perder o hábito de olhar só o preço e a data de validade e ver também a composição dos produtos", diz a médica Maria Cristina Izar, da direção da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

 

O Ministério da Saúde discute com os fabricantes a adoção de prazos para que os supermercados fiquem livres dessa gordura, como ocorre no Canadá e na Dinamarca. O governo espera obter algum compromisso da indústria até o final do ano.

 

A gordura trans aumenta o LDL (colesterol ruim) e diminui o HDL (colesterol bom) no sangue. Essa combinação causa aterosclerose, um perigoso acúmulo de placas de gordura na parede dos vasos sangüíneos. Isso, em casos extremos, resulta em ataque cardíaco e AVC (acidente vascular cerebral), os males que mais matam no Brasil.

 

Fonte: Folha Online