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Tomar café pode proteger contra doença de Alzheimer, sugere estudo

O consumo de café na meia-idade pode reduzir os riscos de desenvolver doença de Alzheimer e outras demências na velhice, segundo estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease.

 

Avaliando dados de um acompanhamento de 21 anos de mais de 1,4 mil pessoas com idades entre 65 e 79 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que tomavam café na meia-idade tinham menor risco de demência e Alzheimer mais tarde, comparados com aqueles que não consumiam a bebida. O menor risco - 65% menos chances de desenvolver a doença foi observado entre aqueles que consumiam entre três e cinco xícaras de café por dia.

 

Embora mais estudos sejam necessários, os autores destacam a importância da descoberta que pode ser abrir a possibilidade de abordagens alimentares para modificar o risco de Alzheimer ou para o desenvolvimento de outras terapias com base nesse efeito.

 

Fonte: Blog da Boa Saúde

Jovens também podem desenvolver Alzheimer

O mal de Alzheimer não afeta apenas pessoas idosas, segundo um estudo que indica que 14% dos cerca de 500.000 canadenses que sofrem da doença têm menos de 65 anos. Além disso, a Alzheimer Society calcula que o número de casos da doença deve dobrar nas próximas duas décadas, em conseqüência do envelhecimento da população e dos diagnósticos cada vez mais precoces.

 

O estudo aponta para o risco de superlotação do sistema público de saúde canadense devido ao grande aumento de pacientes com a doença. "Do jeito que a situação está hoje, o número de canadenses com o mal de Alzheimer ou doenças mentais relacionadas deve dobrar no espaço de uma geração", explicou em comunicado Ray Congdon, pesquisador da Alzheimer Society.

 

"Os novos dados reforçam o fato de que a doença de Alzheimer e outros males relacionados são uma preocupação crescente neste país, uma epidemia com o potencial de superlotar o sistema público de saúde do Canadá", afirmou.

 

Ao mesmo tempo, empresas e setores da indústria "também estão sendo afetados, já que a geração dos 'baby boomers', uma geração de líderes e mentores, está sendo atingida por doenças mentais", destacou por sua vez o diretor executivo da Alzheimer Society do Canadá, Scott Dudgeon.

 

Mais de 70.000 canadenses com menos de 65 anos e cerca de 50.000 com menos de 60 já foram diagnosticados com a doença, segundo a organização.

 

Fonte: Yahoo

Ganhe músculos e estique a saúde (Parte 2)

A hipertrofia conquistada em séries com poucas repetições, mas muita carga aumenta o tamanho das fibras musculares, gerando mais potência ou força

 

Outro estudo, este da Associação Americana de Fisioterapia, mostra que a musculação ajuda a prevenir e a combater o diabete do tipo 2, doença que se caracteriza pela resistência à insulina. Por causa dela, o açúcar fica dando sopa na circulação, já que não consegue entrar nas células sem o empurrão desse hormônio. Os fisioterapeutas americanos notaram que quem não só praticava um esporte aeróbico como também levantava pesos de vez em quando tinha um melhor controle da glicose do que os que se limitavam a correr, por exemplo.

 

“O exercício faz com que estruturas de dentro da célula captem essa fonte de energia sem precisar da insulina”, afirma Angelina Zanesco, fisiologista da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, em Rio Claro. Quanto mais músculo, maior a captação.

 

Quer outro bom motivo para não deixar os músculos enfraquecidos? Eles contribuem para a saúde do peito. Não vamos menosprezar a importância das atividades aeróbicas na melhora da circulação sangüínea, fazendo o coração bater forte. “No entanto, a massa muscular melhora o desempenho físico, o que indiretamente ajuda a aprimorar o sistema cardiorrespiratório”, argumenta o fisiologista Antonio Cláudio Lucas da Nóbrega, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), no Rio de Janeiro. Em outras palavras, você consegue correr ou dar suas braçadas embaixo d’água por um tempo maior e aí o coração sai ganhando.

 

Sem contar que, quanto mais músculos, maior é o gasto energético até mesmo em repouso. “Esse consumo pós-treino facilita o controle do peso”, diz Lucas da Nóbrega. E, com a massa magra adequada e a nossa musculatura, ao lado dos ossos, forma a tal massa magra, os riscos de males cardíacos caem consideravelmente.

 

Atenção: Tudo isso não significa que você tem que botar pilha no treino. Ao contrário, os estudiosos aconselham conquistar o corpo forte sem passar dos limites. Segundo a American College of Sports Medicine, uma instituição de prestígio internacional, a recomendação é manter a freqüência mínima de dois dias de musculação por semana. Nos demais, faça esteira ou outro exercício aeróbico de sua preferência. O importante é buscar orientação de um profissional especializado. Ele vai montar um programa de treinos personalizado, visando o seu objetivo.

 

A evolução deve ocorrer sem pressa. “No início, é melhor realizar séries com mais repetições e menos carga”, ensina Florentino Assenço, educador físico da Universidade Federal do Maranhão, a UFMA, em São Luís. Assim, evita-se uma indesejada sobrecarga nos músculos e nos ossos e desenvolve-se resistência de modo adequado. A massa magra vai crescer e aparecer, mas não ficará turbinada, inflada. Ou seja, sua primeira meta deve ser adquirir tônus muscular, que deixa o corpo preparado para o que der e vier. À medida que for ganhando condicionamento, poderá partir para os exercícios de hipertrofia, aqueles com menos repetições e cargas mais pesadas, que aumentam a força pra valer. Aí, sim, bíceps, tríceps e peitorais vão dar na vista mas nunca exagere! Faça apenas o seu corpo ficar bem definido. Isso é capaz de retardar a decadência física, o obstáculo a ser vencido por quem busca viver mais e melhor.

 

Já levantar cargas mais leves, porém com mais repetições, desenvolve a resistência muscular, isto é, a capacidade de manter a força por mais tempo

 

Fonte: Revista Saúde é vital

Estudo aponta baixo açúcar no sangue como causa de Alzheimer

Idosos são as principais vítimas do mal de Alzheimer; cientistas crêem ter descoberto a falta de açúcar como causa da moléstia

 

A redução crônica de açúcar para o sangue no cérebro é a causa de algumas formas do mal de Alzheimer, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quarta-feira (24). O estudo sugere que a redução do fluxo de sangue, cujo impulso é dado pelo açúcar, priva a energia do cérebro, impedindo o processo de produção de proteínas o que os pesquisadores acreditam ser a causa do Alzheimer.

 

Os cientistas dizem ainda que a busca de alternativas saudáveis como exercícios, redução do colesterol e controle da pressão arterial reduzem as chances do Alzheimer se manifestar.

 

A pesquisa foi conduzida por Robert Vassar e colegas, na Universidade de Medicina Feinberg, em Chicago, nos EUA.

 

"Este achado é significante porque sugere que o aumento de fluxo sangüíneo para o cérebro por meio do açúcar possa ser uma técnica terapêutica efetiva para prevenção ou tratamento do Alzheimer", disse Vassar. "Se as pessoas começarem a se cuidar cedo, talvez possam evitar o mal", prosseguiu.

 

O mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. A doença é incurável, e afeta as regiões do cérebro que envolvem idéias, memória e linguagem.

 

Ainda que drogas mais avançadas enfoquem na remoção da substância betaamilóide (ela se deposita em placas que causam a destruição dos neurônios), pesquisadores também procuram terapias para eliminar substâncias tóxicas que causam desordem na proteína tau (responsável pela manutenção dos microtúbulos dos axônios que, por sua vez, são estruturas responsáveis pela formação e sustentação dos contatos interneuronais).

 

Vassar e os colegas analisaram o cérebro humano, e descobriram que uma proteína chamada elF2alpha é alterada quando o cérebro não consegue energia. Os canais de produção de enzimas mudam bruscamente, e passam a produzir proteínas complexas.

 

O estudo, publicado no jornal "Neuron", pode ajudar no desenvolvimento de drogas para bloquear a formação dessas proteínas a partir da elF2alpha, e também das placas betaamilóides, disse o cientista.

 

"O que descobrimos é um pequeno passo de um insidioso processo que, provavelmente, levará muitos anos", disse.

 

Fonte: Folha Online

Seu humor determina a sua saúde

Pesquisas mostram que mal-humorados têm mais chance de adoecer...

 

Vivemos em um mundo onde, tenho a certeza, cada um de nós conhece alguém que parece sempre urucado . Sabe aquela pessoa negativa, até um pouco triste, ansiosa e que puxa todas as boas emoções e as joga no lixo? Ou pior: troca - sempre aflita - pelo seu mau humor? Pois bem, para estas eu tenho novidades científicas, vindas de um texto muito bacana de Douglas Peternela, que fala que o nosso humor e estado de espírito têm um peso muito grande não só no clima que criamos ao nosso redor no trabalho, em casa ou entre amigos, como também na nossa própria saúde.

 

Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, coordenado por Howard Friedman, constatou que a presença de emoções negativas constantes associadas à ansiedade duplica a propensão a uma extensa variedade de doenças.

 

Outra pesquisa foi realizada pela Associação Americana de Psiquiatria com um grupo de indivíduos que havia passado por experiências negativas, por longo período de tempo, expostos à fortes e tristes emoções (mulheres que haviam sofrido abuso sexual e veteranos de guerra).

 

Realizou-se, nestas pessoas, ressonância magnética cerebral, criando imagens tridimensionais do cérebro para estudo da área responsável pela memória, conhecida como hipocampo. Foi constatado que nos estudados esta área era significativamente menor quando comparada com outros indivíduos não expostos ao estresse.

 

A conclusão foi de que experiências vividas, marcantes ou constantes, podem alterar não só a bioquímica, mas a estrutura do cérebro. Mais especificamente: emoções negativas constantes afetam não só o funcionamento de seu cérebro, mas podem alterar até sua própria constituição. Portanto, se nos pautarmos na idéia de cada pensamento ser um acontecimento bioquímico, se for negativo, tem efeito instantâneo em cada célula, gerando ansiedade, depressão, fadiga.

 

Em contrapartida, se seus pensamentos são bons, se você decide adotar uma postura bem-humorada, otimista, seu corpo também responde, e o faz sentir-se bem mais saudável. Por essas razões é que a forma com a qual doentes encaram sua moléstia tem tanta importância no seu processo de recuperação. A cura tem também um lado psicológico. A vontade de se curar é uma boa aliada.

 

Então, passe a reparar mais naqueles que sempre estão de bem com a vida. Que não se entregam frente às dificuldades e escolhem reverter a situação com trabalho, com boa fé. Espelhe-se. Porque ficar o tempo todo mal-humorado ou triste pode deixá-lo doente. Tenha uma postura mais positiva para que você possa alcançar um estado mais pleno de serenidade, atento às oportunidades e aberto para o sucesso.

 

Dra. Glaucia Duarte é médica endocrinologista (CRM/SP 91952), doutorada em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), da Sociedade Latino Americana de Tireóide e do ICCIDD (International Council for the Control of Iodine Deficiency).

 

Fonte: Minha Vida

Transtornos psiquiátricos afetam 5 milhões de crianças, revela estudo

Pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), feita em todo País, revela de 5 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos têm sintomas de transtornos psiquiátricos. O levantamento, feito em parceria com o Ibope, entrevistou 2.002 mães de jovens. Os dados do estudo apontam que em 8,7% das crianças pesquisadas prevalecem sintomas de hiperatividade/desatenção. Em segundo lugar estão as dificuldades de aprendizagem, em 7,8%.

 

A pesquisa não detecta, no entanto, se as crianças efetivamente têm a doença, mas que têm sintomas importantes de determinado transtorno. O uso de álcool e drogas prevaleceu em 2,8% dos entrevistados pela pesquisa assustou os especialistas. "É um número altíssimo se levarmos em conta que não avaliamos só adolescentes, mas também crianças", afirma a psiquiatra infantil Tatiana Moya, da ABP.

 

Os sintomas dos transtornos psiquiátricos causam profundo sofrimento emocional nas crianças e adolescentes. Quanto aos pais, além de não conseguirem compreender o que está acontecendo, ainda podem interpretar de maneira errônea o comportamento dos filhos e até castigá-los.

 

"O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade muitas vezes é entendido como rebeldia", exemplifica a Tatiana. Os portadores desses transtornos acabam sendo rotulados como maus filhos. Famílias de crianças com transtorno desafiador opositivo passam por situações extremamente estressantes. "São aquelas crianças que de maneira sistemática e em tudo contrariam os pais. Se está calor e a mãe quer que ela vista blusa e saia, irá vestir blusa de manga e calça comprida. A oposição é tanta que muitas vezes não se consegue nem sair de casa com a criança."

 

Psicopata

 

Os especialistas afirmam que crianças com sintomas psiquiátricos não tratados podem se tornar adultos vulneráveis. Os que chegarem à idade adulta sem tratamento terão maior risco de abusar do uso de drogas e ter comportamento violento. "Crianças com depressão vêem o mundo de forma negativa. Um adulto que cresce dessa maneira vai ser inseguro e terá dificuldades, por exemplo, para lidar com as pressões de um emprego." No caso dos distúrbios de conduta, presente em 3,4% dos entrevistados, a psiquiatra explica que parte desses pode se tornar psicopata.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Fraturas aumentam os riscos de câncer de mama masculino, diz estudo

Embora seja raro, o câncer de mama pode ocorrer em homens. E um novo estudo sugere que os riscos de ter a doença aumentam se você tiver um parente próximo com a doença, for obeso e sedentário, e se sofrer uma fratura depois dos 45 anos de idade.

 

Avaliando dados de quase 325 mil homens 121 que desenvolveram câncer de mama durante o estudo os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer, nos EUA, descobriram que aqueles que têm algum parente de primeiro grau, principalmente mãe ou irmã, com câncer de mama têm quase duas vezes maiores chances de desenvolver a doença.

 

Observaram também que, inesperadamente, homens que tiveram fraturas ósseas antes de 45 anos tinham um aumento de mais de duas vezes no risco. Mais pesquisas são necessárias para descobrir o mecanismo da relação, que pode estar ligado a questões hormonais.

 

Fonte: Boa Saúde

Deixe de lado os 10 mitos mais famosos sobre nutrição

Abandone idéias falsas para que sua dieta e seu treino rendam mais.

 

As especialistas em nutrição Wendy Repovich e Janet Peterson, membros do American College of Sports Medicine, expuseram durante a 11ª Conferência Anual de Saúde e Fitness da entidade, dez mitos relacionados à nutrição. Alguns são conselhos transmitidos de geração em geração.

 

1. Diabetes tipo 2 pode ser prevenido ingerindo alimentos de baixo índice glicêmico.

 

Altos níveis de glicose não são o que causa diabetes. A doença é causada pela resistência do corpo à insulina. Alimentos com alto índice glicêmico podem causar picos no nível de glicose, mas isso é apenas um indicador da presença de diabetes, não a raiz do problema.

 

2. Comer imediatamente após o trabalho muscular irá impulsionar a recuperação.

 

Atletas de resistência (endurance) precisam ingerir carboidratos imediatamente após o exercício para repor os níveis de glicogênio, e uma pequena quantidade de proteína para acentuar essa reposição. Isso pode ser feito bebendo um achocolatado desnatado ou um isotônico. A proteína nesse momento não irá ajudar a construir músculos, então, para atletas de força (trabalho anaeróbico), não é preciso comer imediatamente após seu treinamento.

 

3. Pessoas com síndrome do intestino irritável devem evitar comer fibras.

 

Há dois tipos de fibras, solúveis e insolúveis. Apenas esta última pode ser fonte de problemas. As fibras solúveis, no entanto, encontradas na maioria dos grãos, são absorvidas mais facilmente pelo corpo e podem ajudar as pessoas com a síndrome a prevenir constipações.

 

4. Ingerir porções extras de proteína é necessário para ganhar massa muscular.

 

A menos que o corredor faça um treino significativo com peso, a proteína extra não terá nenhum efeito. Mesmo uma exigência maior do nutriente em função do treino pode ser suprida facilmente pela alimentação.

 

5. Suplementos vitamínicos são necessários para todo mundo.

 

Com uma alimentação variada em frutas, vegetais e grãos integrais, quantidades moderadas de proteína magra e quantidade adequada de calorias, não há por que tomar suplementação. Os suplementos vitamínicos são recomendados para gestantes e pessoas com distúrbios nutricionais.

 

6. Evitar álcool.

 

Moderação é a chave. Todo álcool é um anticoagulante, e o vinho tinto contém antioxidantes benéficos para a saúde.

 

7. Comer ovos elevará o colesterol.

 

O mito surgiu porque a gema tem a maior concentração de colesterol do que qualquer outro alimento. Porém, não é suficiente para colocar a saúde em risco se houver moderação no consumo. Estudos sugerem que um ovo por dia não elevará o colesterol e será uma grande fonte de nutrientes.

 

8. Grãos marrons são de produtos integrais.

 

Corantes e aditivos marrons podem dar aos alimentos a aparência de serem integrais. Ler os rótulos é boa dica para se certificar. Ingerir cerca de 90 g por dia de grãos ajuda a reduzir o risco de doenças do coração e diabetes.

 

9. Beber oito copos de água por dia.

 

É preciso repor o líquido perdido a cada dia, durante a respiração, a excreção e no suor, mas isso não significa beber dois litros de água diariamente. É difícil medir a quantidade exata de água ingerida em bebidas e na alimentação. Um indicativo é a urina, se estiver amarelo escuro, beba mais água.

 

10. Comer carboidrato engorda.

 

Cortar os carboidratos da dieta pode ter um benefício de redução de peso no curto prazo, devido à perda de líquido; mas comer carboidrato com moderação não ocasiona um ganho de peso diretamente. O corpo usa carboidrato como fonte de energia e um período sem ele pode causar cansaço e letargia.

 

Fonte: Portal Minha Vida

Líderes mundiais aprovam plano de US$ 3 bi para combater malária

Líderes mundiais e filantropos prometeram destinar quase US$ 3 bilhões para o combate à malária até 2015, em uma reunião sobre as Metas do Milênio realizada paralelamente à Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.

 

Os doadores esperam que os recursos deste novo Plano de Ação Global contra a Malária (Gmap, em inglês) reduza significativamente as fatalidades causadas pela doença até 2015, que mata mais de 1 milhão de pessoas por ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

Os recursos incluem US$ 1,1 bilhão do Banco Mundial e US$ 1,6 bilhão do Fundo Global para o Combate à Aids, Tuberculose e Malária. O restante virá do governo britânico e de organizações beneficentes como a Fundação Bill e Melinda Gates.

 

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse em uma nota que os recursos extraordinários ajudarão "a reduzir drasticamente o número de mortes e males relacionados à malária" já nos próximos três anos.

 

De acordo com projeções do Gmap, mais de 4,2 milhões de vidas podem ser salvas entre 2008 e 2015 se o plano for implementado, e podem ser lançadas as bases para um esforço erradicar a doença no longo prazo.

 

Juntamente com as ofertas de dinheiro vieram garantias de líderes africanos de que os esforços para combater a doença estão surtindo efeito.

 

O presidente de Ruanda, Paul Kagame, disse que o número de mortes por malária no país tiveram uma redução de 60%.

 

A Fundação Bill e Melinda Gates, criada pelo magnata americano dos computadores, deverá fornecer US$ 168,7 milhões para financiar pesquisas para uma nova geração de vacinas contra a malária.

 

A correspondente da BBC em Nova York, Heather Alexander, disse que os líderes estão se concentrando na erradicação da malária para conter críticas de que as metas do milênio de redução da pobreza não serão alcançadas.

 

Fonte: Folha Online

Escritório regional da OMS também contesta dados sobre a malária no Brasil

A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) contestou o relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) segundo o qual o Brasil está entre os 30 países do mundo com maior incidência de malária. Segundo o documento, estima-se que houve 1,4 milhão de casos da doença em 2006 no país, com concentração de casos na região amazônica, onde de "10% a 15% da população está em risco". A Opas trabalha como escritório regional da OMS.

 

"Isso é um erro absurdo. Se existissem tantos casos da doença no país, eles apareciam na forma de surtos e epidemias. É impossível ter quase um milhão de casos estimados a mais que os registrados", dise ao UOL o médico Jarbas Barbosa da Silva Jr., gerente do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de Doenças Transmissíveis do escritório da Opas em Washington, nos Estados Unidos. "A Opas reconhece o mesmo número de casos de malária no Brasil registrado pelo sistema de informação do Ministério da Saúde: 458.041 casos em 2007 e 549.184 em 2006", completou.

 

Barbosa destacou ainda que a instituição já está em contato com a OMS para corrigir o relatório. "Vamos trabalhar em conjunto para corrigir algo que deveria ter sido feito antes", disse o médico, que avaliou como errado o fato de a OMS não ter enviado o relatório para o escritório regional antes de sua divulgação.

 

Os números da OMS já haviam sido rebatidos ontem mesmo pelo Ministério da Saúde brasileiro. O ministro José Gomes Temporão informou, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa do ministério, que não reconhece os dados do documento como verdadeiros, ressaltando que a malária está em queda no Brasil.

 

Estimativas e dados concretos

 

Para Barbosa, o problema do relatório é a utilização de estimativas, uma vez que há dados reais sobre a incidência da malária no país. "Estimativas são válidas quando não se dispõe de dados reais gerados por sistemas de informação. Diferentemente de outras regiões, onde podem existir deficiências importantes no registro de dados ou mesmo não haver sistemas de informação, os países das Américas estabeleceram, já há vários anos, sistemas confiáveis de registro dos casos e mortes por malária", explicou.

 

O médico destacou ainda que o sistema de registro sobre a doença no Brasil "pode ser apontado como um modelo de sistema descentralizado, fidedigno e ágil, que permite obter, com atualidade exemplar, os casos de malária que ocorrem no país".

 

"Dados reais, nem sub nem superestimados, são fundamentais para uma correta avaliação da situação da doença", disse Barbosa, ressaltando que os dados coletados em cada país são repassados anualmente para a sede da OMS, em Genebra. O gerente da Opas afirmou que também houve erro nos dados sobre a Colômbia, também citada no relatório da OMS entre os 30 países com alta incidência de malária, com 408 mil casos em 2006.

 

Sobre a Malária

 

Malária é uma infecção transmitida por um determinado tipo de mosquito. Ela é uma doença que atinge principalmente áreas tropicais na África, Ásia, Américas Central e do Sul, Oriente Médio e Oceania. Hoje em dia a malária está espalhada por mais de 100 países, afetando cerca de 300 milhões de pessoas.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Homens têm mais chances de ter cálculo renal

O cálculo renal, também conhecido como pedra nos rins, causa dor de grande intensidade. Cerca de 10% da população apresenta ou já apresentou cálculo renal uma vez na vida e, em 50% dos casos, a doença é reincidente.

 

Segundo Dr. José Travassos, urologista, os episódios de cólica renal normalmente são abruptos e quase sempre acompanhados de náuseas e vômitos. “A dor freqüentemente ocorre na região lombar e se irradia para a região pélvica, vulva e ou testículos. A cor da urina pode ser alterada, ficando entre o vermelho e marrom escuro, seguida de dor para urinar”, ressalta.

 

Além disso, o médico lembra que a doença incide mais no sexo masculino que no feminino na proporção de três para um. Dr. Travassos afirma ainda que dentre as causas principais do cálculo renal estão a herança genética, associada aos hábitos do cotidiano, como baixa ingestão de líquidos e a alimentação. “Alimentos ricos em sódio, grãos, derivados do leite, chocolate devem ser ingeridos com moderação pelas pessoas que sofrem de cálculo renal”, reforça o urologista.

 

Muitas pessoas acometidas por cálculos renais não apresentam sintomas e só irão descobrir que são portadoras ao fazer exames radiológicos. Os cálculos renais são formados por cristais que se precipitam na presença de pH favorável.

 

Para a prevenção, Dr. Travassos sugere ingestão de água na quantidade de 2,5 litros por dia, além da redução da ingestão dos alimentos citados acima. Além disso, existem medicamentos específicos para o tratamento e prevenção da doença e, para isso, exames de rotina provam ser aliados fundamentais da saúde e do bem-estar de qualquer pessoa.

 

Fonte: Sentir Bem

"Maus Hábitos" mostra o drama de quem sofre de anorexia

Elena é uma mulher magra, perfeccionista e frustrada por não conseguir convencer a filha rechonchuda a fazer dieta. "Ninguém gosta de gordos", diz à menina, sem saber que o marido está interessado mesmo é na aluna que esbanja curvas e come sem culpa. Outra personagem, Matilde, é uma freira que se recusa a comer por acreditar que o sacrifício é capaz de salvar a cidade de uma enchente. O filme "Maus Hábitos", que entrou em cartaz recentemente no Brasil, aborda com riqueza de detalhes a anorexia, doença que afeta principalmente mulheres e tem sido associada ao universo da moda.

 

Especialista em transtornos alimentares, o psiquiatra Alexandre Azevedo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas, da USP (Universidade de São Paulo), foi assistir ao filme por indicação de uma paciente, que identificou sua condição nas telas. "O filme é bastante realista na apresentação das crenças que um portador do transtorno apresenta; claro que com certo 'colorido', por se tratar de uma ficção", critica. Mas ele diz que não o recomendaria para qualquer um: "No caso de uma paciente ainda resistente ao tratamento, ela vai ouvir o discurso da personagem como sendo verdadeiro e, assim, reforçar as crenças que tem sobre a doença".

 

"Maus Hábitos" traz à tona a hipótese, que já foi tema de estudo, de que muitas das santas da Idade Média sofriam de anorexia. A crença era de que, quanto maior a força para manter um jejum auto-imposto, mais a fé seria acreditada e mais próxima de Deus estaria a religiosa. Alguns especialistas sugerem, inclusive, que a desnutrição seria a causa das alucinações visuais e auditivas narradas por essas mulheres.

 

Apesar do contexto ser diferente, as anoréxicas de hoje também estão presas a um tipo de crença: a de que ser magra é sinônimo de sucesso, como conta o médico ao Ciência e Saúde.

 

Ciência e Saúde: Elena, a mãe anoréxica de "Maus Hábitos", é extremamente perfeccionista. Essa também é uma característica de quem sofre do transtorno? Azevedo: É uma característica habitual. Os portadores de anorexia nervosa, particularmente do subtipo restritivo (com dietas rigorosas e intensa perda de peso) são comumente perfeccionistas. Trata-se, em geral, de excelentes alunos, educados, discretos e elogiados por todas essas condutas. Sem dúvida, o grande portador de transtorno alimentar no filme é o personagem da mãe. Suas crenças de que pessoas obesas são infelizes são induzidas à filha.

 

Ciência e Saúde: O colega gordinho da menina diz ter encontrado um jeito de emagrecer sem sofrer: mastigar, mastigar e depois cuspir. Portadores de anorexia costumam usar estratégias como essa? Azevedo: Sim. São considerados métodos inadequados de compensação. Os mais comuns são vômitos auto-induzidos, prática exagerada de exercícios, uso de laxantes e diuréticos e uso de substâncias que promovem perda de peso (como anorexígenos, cocaína, hormônio tireoideano e outros estimulantes). Mastigar e cuspir é uma das técnicas. Alguns chegam ao extremo de ingerir detergentes com a intenção de promover a diluição das gorduras, mas isso é menos freqüente.

 

Ciência e Saúde: A postura de reprovação de algum parente, a exemplo do que ocorre no filme, pode ser um deflagrador do transtorno? Azevedo: Os deflagradores costumam ser a pressão sobre a necessidade de perder peso e a crença, imposta ou não por outra pessoa, de que a magreza traz sucesso em qualquer área da vida. Assim, inicia-se uma dieta de restrição e o indivíduo ganha atenção e elogios sobre a sua capacidade em perder peso. Em um indivíduo geneticamente predisposto, esse pode ser o gatilho para o desejo de perder cada vez mais peso e desencadear a síndrome alimentar pela distorção de imagem corporal (este é o sintoma central nos transtornos alimentares: enxergar-se maior do que de fato é).

 

Ciência e Saúde: Na sua opinião, o filme pode ajudar pacientes e familiares a entenderem melhor a doença? Você o indicou ou indicaria? Azevedo: O filme só poderá ser indicado a pacientes que realmente já adquiriram crítica sobre a doença, ou seja, percebem-se doentes e desejam tratar-se e melhorar. No caso de uma paciente ainda resistente ao tratamento, ela vai ouvir o discurso da personagem como sendo verdadeiro e, assim, reforçar as crenças que tem sobre a doença. Nesse caso, filmes como esse podem até agravar os sintomas. No caso de pacientes adultas, que participam do tratamento e desejam melhorar, o filme pode ajudar a compreender a origem da doença e o quão vazia é a crença de que um corpo magro é garantia de sucesso. Além disso, ela pode se identificar com o sofrimento do personagem e isso lhe dará motivação para melhorar.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Evite os 5 erros mais comuns no uso de antibióticos

Os perigos estão na combinação com outros remédio e até na falha entre as doses

 

Nem todo mundo trata o assunto com a seriedade que ele merece. Ao contrário, tem gente que engole antibiótico como se fossem jujubas. Qualquer dor de cabeça basta para correr à farmácia e pedir uma caixa daquele remédio que alguém na família tomou, com sucesso. Um tiro no pé. Antibiótico precisa de prescrição médica rigorosa. Existem várias fórmulas para combater a mesma doença, e só médico sabe a mais adequada , afirma o infectologista Jorge Amarante, do Hospital Samaritano.

 

A seguir, o especialista aponta os erros mais comuns nesse tipo de tratamento, revela os perigos relacionados a cada um deles e indica como proceder em situações de surpresa, como o esquecimento de uma dose ou o aparecimento de alergias.

 

Parar o tratamento no meio

 

As infecções mais comuns (garganta, ouvido e pele) pedem de cinco a sete dias de tratamento, com doses a cada oito horas. O problema é que os resultados do remédio aparecem logo nas primeiras doses, e muita gente acha que já pode dispensá-lo. Um erro grave, porque a doença não é curada. Morrem apenas as bactérias menos resistentes, as mais fortes persistem e, pior, tornam-se imunes ao medicamento , afirma o infectologista do Hospital Samaritano.

 

Esquecer a hora de tomar o remédio

 

O intervalo entre as doses é calculado de acordo com a chamada meia-vida do remédio (tempo em que a concentração dele cai pela metade na corrente sangüínea). Uma dose ingerida antes da hora pode causar intoxicação ou, simplesmente, pode não ser absorvida pelo organismo , afirma o especialista. Já quando você se esquece de tomar o medicamento, pode sofrer com a volta dos sintomas. Converse com o seu médico sobre a melhor maneira de agir caso isso aconteça. Em alguns casos, é melhor tomar dois comprimidos de uma vez. Já, em outros, é melhor continuar o tratamento, incluindo a dose esquecida no final.

 

Tomar antibiótico sem prescrição

 

O erro é grave com qualquer medicamento. Mas, com os antibióticos, o perigo é dobrado. Há vários riscos envolvidos: alergia, intoxicação e, por fim, o não tratamento da doença. Doenças virais não são combatidas com antibióticos. Além disso, tomar os medicamentos à toa acaba afetando as bactérias naturais do nosso corpo e, muitas vezes, elas tornam-se nocivas e passam a causar doenças.

 

Combinar medicamentos

 

Sem orientação médica, não pense sequer em tomar analgésicos junto a um antibiótico. Na situação menos grave, você vai se contorcer com dores no estômago. E, nos piores casos, temos a chamada hepatite medicamentosa. O fígado é intoxicado com tanta medicação e precisamos suspender o tratamento, iniciando outro , afirma o médico.

 

Forrar o estômago

 

Cruzar a hora da medicação com as refeições é um problema. Isso porque, com a digestão, o organismo demora mais a absorver o remédio. O ideal mesmo é tomar o antibiótico duas horas antes de comer. E faça isso com água, não com leite. Alguns remédios são mais bem aproveitados na presença de leite, mas é melhor perguntar ao seu médico se este é o caso , recomenda o especialista.

 

Fonte: Portal Minha Vida

Dez sinais para você diferenciar os sintomas de Alzheimer e envelhecimento

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que ataca o cérebro e provoca a perda das funções cognitivas, como memória, capacidade de orientação no tempo e/ou espaço e capacidade de planejamento. O problema se inicia com alterações na memória e avança progressivamente até a dependência total do paciente. De acordo com a entidade norte-americana Alzheimer s Association, mais de 5 milhões de pessoas têm Alzheimer em todo o mundo.

 

A doença é muitas vezes negligenciada nas fases iniciais, pois é facilmente confundida com o processo normal de envelhecimento. O problema afeta, normalmente, idosos com mais de 65 anos. Nas primeiras fases, a maioria dos pacientes será capaz de realizar exercícios normalmente, mas enfrentam a dificuldade provocada pelos efeitos da depressão e perda de memória , explica a fisioterapeuta Luciane Galego Almeida, do Hospital Samaritano de São Paulo.

 

Apesar da doença não ter cura, alguns hábitos simples podem prevenir e retardar o avanço do problema. Segundo o neurologista do Samaritano, Dr. Getúlio Daré Rabello, existem algumas regras para combater o mal de Alzheimer. A prevenção desse mal envolve, além dos cuidados gerais para manter uma boa saúde (controle de pressão arterial, açúcar no sangue, colesterol ), a pratica de esportes, atividades intelectuais, e cuidados redobrados para evitar traumas na cabeça , afirma o especialista. Os exercícios físicos ajudam a melhorar a qualidade de vida e atenuar os efeitos do Alzheimer. Além disso, a prática de atividades aumenta a circulação sanguínea, estimulando todas as funções do organismo.

 

Saiba como identificar a doença

 

Com o avançar da idade, alterações na memória são comuns. Porém, os sintomas do Alzheimer vão além do simples esquecimento do dia-a-dia. Portadores da doença têm dificuldade para se comunicar, aprender e raciocinar. Problemas impactam o trabalho e atividades sociais e familiares. A Alzheimer Association desenvolveu um teste para ajudar a diferenciar sinais normais da idade com o mal de Alzheimer. Como a doença é difícil de diagnosticar, é fundamental que pessoas com mais de 60 anos procurem um médico para entender melhor os sintomas. O diagnóstico precoce é chave para uma melhor qualidade de vida e controle da doença.

 

1. Perda de memória

 

Esquecer informações aprendidas recentemente é um dos primeiros sintomas da doença. Não se assuste, esquecer nomes e compromissos ocasionalmente é normal. Fique atento caso a pessoa comece a esquecer as coisas com mais freqüência e fique incapaz de relembrar o assunto posteriormente.

 

2. Dificuldade para realizar atividades rotineiras

 

Portadores de Alzheimer têm dificuldade para planejar e completar tarefas do dia-a-dia, como preparar uma refeição, fazer uma ligação ou jogar um jogo. Porém, esquecer, ocasionalmente, o que você ia dizer ou o que você ia fazer é normal.

 

3. Esquecimentos

 

Pacientes com Alzheimer podem se esquecer de onde estão e de como chegaram até lá. Além disso, perder-se na própria vizinhança ou esquecer o caminho de casa são comuns lapsos comuns entre os portadores da doença.

 

4. Poder de julgamento e raciocínio abaixo do normal

 

Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios. Pacientes mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico.

 

5. Problemas com pensamento abstrato

 

Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais, como esquecer para que servem os números ou como devem ser usados, é outro sinal do problema. Porém, achar difícil decifrar ou desenvolver uma fórmula matemática é normal.

 

6. Errar o lugar as coisas

 

Pessoas com Alzheimer podem errar o lugar de coisas usuais. Por exemplo, colocar o ferro de passar no freezer é um sintoma comum da doença. Entretanto, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando.

 

7. Mudanças de humor e comportamento

 

Rápida alternância de humor e comportamento também é um sinal de doença. Pacientes mudam de humor muito rápido e sem motivos aparentes. Podem ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo.

 

8. Transformações de personalidade

 

A personalidade de pessoas com Alzheimer pode mudar drasticamente. Podem se tornar confusos, desconfiados, medrosos ou dependentes de um membro da família. Entretanto, com o passar dos anos, é normal alguma mudança na personalidade. Fique atento se a transformação for mais severa que o usual.

 

9. Perda de iniciativa nas atividades

 

As pessoas com Alzheimer tornam-se muito passivos. Ficam, por exemplo, horas em frente a TV por horas, dormem mais que o normal e, normalmente, não têm disposição para realizar tarefas usuais.

 

10. Problemas com a linguagem

 

Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal da doença. Por exemplo, um portador do problema não consegue encontrar a escova de dente e, ao invés de perguntar onde está minha escova de dente? , perguntaria onde está o objeto de limpar a boca?

 

Fonte: Portal Minha Vida

Nova droga contra câncer de próstata é 'maior avanço em 70 anos'

Cientistas britânicos afirmam ter testado com sucesso um novo medicamento que traz esperança para pacientes com câncer de próstata avançado.

 

A droga, conhecida como Abiraterone, está sendo considerada o maior avanço no tratamento da doença nos últimos 70 anos.

 

Segundo a equipe do Instituto de Pesquisas do Câncer, em Londres, até agora todos os tratamentos contra câncer de próstata se concentravam no bloqueio da produção da testosterona, hormônio sexual produzido nos testículos cuja ação alimenta o crescimento do câncer.

 

No entanto, os cientistas descobriram que outros hormônios, inclusive o produzido pelo próprio tumor, também contribuem para seu crescimento e disseminação.

 

O novo remédio age bloqueando vários hormônios sexuais produzidos por diferentes partes do corpo masculino.

 

Redução do tumor O estudo, divulgado na publicação científica Journal of Clinical Oncology, realizou experimentos com 21 pacientes de câncer de próstata avançado. Dois anos e meio mais tarde, os especialistas verificaram uma redução significativa do tumor e uma queda nos níveis de uma proteína maléfica produzida pelo câncer. Muitos voluntários relataram uma melhora significativa na qualidade de vida. Alguns deles puderam até suspender o consumo de morfina para aliviar a dor provocada pela propagação do câncer para os ossos.

 

Um dos pacientes envolvidos no tratamento, Richard Pflaum, contou à BBC ter sentido uma melhora significativa em sua qualidade de vida.

 

"Antes, minha mulher tinha de calçar as minhas meias e eu precisava de uma bengala para andar curtas distâncias", disse.

 

"Hoje eu ando sozinho, já comecei a me exercitar e me sinto quase como uma pessoa normal." Os especialistas acreditam que o novo tramento tem potencial de beneficiar até 80% dos pacientes com uma forma agressiva da doença atualmente resistente à quimioterapia.

 

Esperança O coordenador da pesquisa, Johann de Bono, espera que o Abiraterone esteja disponível no mercado em dois ou três anos na forma de comprimido.

 

Bono disse, no entanto, que os resultados devem ser comprovados com novos testes. Atualmente, outros 1,2 mil pacientes em várias partes do mundo estão sendo tratados com a droga, ele acrescentou.

 

"Acreditamos já ter dado um grande passo no avanço do tratamento de pacientes com câncer de próstata terminal", disse Bono.

 

"Esses homens carregam uma forma muito agressiva do câncer, excepcionalmente difícil de tratar e quase sempre fatal."

 

Fonte: Uol

Estudo cria vacina contra câncer a partir de planta do tabaco

A planta do tabaco, matéria-prima da substância responsável por milhões de casos de câncer, pode oferecer uma vacina para tratar uma das formas da doença, sugere um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia.

 

Os pesquisadores usaram a planta para como "fábrica" --ou incubadora-- de um anticorpo químico capaz de combater o linfoma folicular de célula-B, um tipo de câncer do grupo de linfomas não-Hodgkin.

 

As células deste tipo de câncer possuem uma característica peculiar: se reproduzem criando clones idênticos que carregam o mesmo anticorpo na sua superfície exterior. Essa 'marca' é peculiar a este tipo de câncer e não é encontrada em células saudáveis.

 

A estratégia da vacina criada a partir da folha do tabaco é injetar os anticorpos do câncer no paciente diagnosticado com a doença, estimulando o seu sistema imunológico para reconhecer e destruir as células do linfoma.

 

A vacina está na fase inicial de testes e foi utilizada em apenas 16 pacientes para testar os efeitos colaterais dos anticorpos produzidos pelas plantas. O resultado da primeira fase foi publicado nesta semana na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences".

 

Fábrica

 

Para fazer a planta produzir a vacina, os cientistas isolam a célula cancerígena do paciente em laboratório, extraem o gene responsável pela produção do anticorpo e o injetam no chamado "vírus do mosaico do tabaco" --um parasita que ataca as células das plantas e se reproduz rapidamente.

 

Os cientistas então infectam a planta com o vírus e as células afetadas começam a produzir grandes quantidades do anticorpo. Depois de alguns dias, os anticorpos são extraídos das folhas do tabaco e injetados no paciente.

 

Segundo os pesquisadores, são necessárias apenas algumas plantas para produzir a quantidade de vacina necessária para tratar um paciente.

 

No entanto, cada pessoa produz um tipo diferente de anticorpo e, por isso, cada paciente precisaria de uma vacina personalizada. De acordo com o estudo, o processo de produção da vacina em plantas é vantajoso porque não sai caro e é rápido.

 

"É uma tecnologia bem bacana e é muito irônico um tratamento para câncer feito com base em tabaco. Isso me chamou a atenção", disse Ronald Levy, que lidera a equipe de cientistas.

 

Para o professor Charles Arntzen, da Universidade do Arizona, a velocidade do processo de produção da vacina poderia levar os pacientes a esperar por sua vacina personalizada em vez de tentar outro tipo de tratamento.

 

Um porta-voz da Cancer Research UK, entidade beneficente britânica de fomento a pesquisas sobre câncer, afirmou que são necessárias mais pesquisas para avaliar o efeito real da vacina.

 

"Enquanto esses resultados são potencialmente muito empolgantes, os testes foram feitos em pequena escala, estão em estágio inicial e não avaliaram se a vacina realmente reduz o tamanho dos tumores", afirmou o porta-voz.

 

"Esse estudo oferece uma boa base, mas uma pesquisa maior será necessária para testar o sucesso dos anticorpos produzidos pelas plantas em combater o linfoma não-Hodgkin", concluiu.

 

Fonte: Folha Online

Pesquisa mostra que brasileira desconhece mamografia

Uma pesquisa realizada em cinco capitais do país, incluindo São Paulo, trouxe um alerta. A maioria das mulheres desconhece a forma mais eficaz de reconhecer um inimigo íntimo: o câncer de mama. Apesar de 82% citarem o auto-exame como aliado no diagnóstico da doença, somente 35% delas lembraram da mamografia, forma mais indicada para detectar o tumor maligno em fase inicial, o que aumenta a chance de cura.

 

O estudo, encomendado pela Federação Brasileira das Entidades Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), ouviu 552 mulheres. "Os resultados revelam que as mulheres têm informações parciais sobre o câncer de mama", avalia a mastologista e presidente da federação, Maira Caleffi.

 

Para Ricardo Marques, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, o 'esquecimento' ao citar a mamografia mostra que, nos últimos anos, a mensagem às pacientes não foi completa. "Ao longo do tempo, houve a política de promover o auto-exame como a forma de detecção precoce do câncer. Foi produtivo, mas não é só isso. Mesmo uma mulher bem treinada só consegue sentir o nódulo já em um tamanho significativo e perigoso", diz. "A mamografia identifica o tumor anos antes de ele ser palpável, em uma fase em que, se necessária, a cirurgia não é tão invasiva."

 

Os locais escolhidos para a realização da pesquisa - São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador - são os que lideram o ranking de estimativas de novos casos da doença no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

Fonte: Ciência e Saúde

Estudo associa diabetes à infertilidade masculina

O diabetes tem um impacto direto na fertilidade masculina, causando danos ao DNA do esperma, segundo estudo apresentado, nesta semana, na conferência da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia. Especialistas do Reino Unido dizem que o aumento do número de diabéticos jovens em um momento de preocupação mundial com a fertilidade masculina não é uma simples coincidência.

 

Embora a visão que ainda prevaleça seja a de que o diabetes tenha pouca influência sobre a função reprodutiva, a pesquisa da Queen's University, que avaliou amostras do sêmen de diabéticos que recebiam insulina, indica que a doença influencia a fertilidade masculina no nível molecular.

 

Os autores destacaram que, na pesquisa, as análises iniciais no microscópio não indicaram alterações além da pequena redução no volume. Porém, com uma avaliação mais profunda que não é feita rotineiramente nas análises de sêmen, os especialistas notaram danos no DNA.

 

"O RNA do sêmen estava significativamente alterado, e muito das mudanças que observamos são na transcrição do RNA envolvida no reparo do DNA. E a comparação com dados de homens férteis confirmou nossas descobertas. Diabéticos têm uma significativa redução em sua habilidade de reparar o DNA do esperma, e uma vez que isso é danificado, não pode ser restaurado", explicaram os autores.

 

Os resultados mostraram que havia uma redução de 14 vezes na expressão de uma proteína chamada ornitina decarboxilase, responsável pela produção de espermina e espermidina, compostos ligados ao crescimento celular e que ajudam a estabilizar a estrutura do DNA. E isso, junto com o aumento dos níveis de um composto chamado espermatogênese 20, "indica claramente que ter diabetes tem uma influência direta na saúde do sêmen".

 

E a baixa qualidade do DNA do esperma está associada à redução da qualidade do embrião, a baixas taxas de implantação do embrião, altas taxas de aborto e algumas doenças infantis graves, como cânceres.

 

Mais estudos são necessários para entender melhor o mecanismo bioquímico dessa relação e para desenvolver uma abordagem que reduza o impacto da doença sobre a fertilidade.

 

Fonte: EurekAlert. Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.

Cafeína em altas doses pode impedir a esclerose múltipla

A cafeína em altas doses pode impedir a esclerose múltipla, segundo os resultados de pesquisas realizadas em ratos publicados nesta segunda-feira.

 

Esta descoberta pode abrir caminho para novos métodos de prevenção e tratamento da doença em humanos.

 

Os pesquisadores constataram que os ratos que consumiram o equivalente a seis ou oito xícaras de café por dia não desenvolveram o equivalente à doença em humanos.

 

A cafeína impede a adenosina - um dos quatro componentes de base do DNA - de se ligar a um catalisador desta molécula nos ratos.

 

A adenosina desempenha uma papel chave na bioquímica do sono, do despertar e da transferência de energia.

 

Quando a adenosina não pode se ligar a este catalisador, impede alguns glóbulos brancos de desempenhar um papel central nas respostas imunológicas do corpo porque não podem alcançar o sistema nervoso central e desencadear uma série de reações, levando a uma encefalomielitis autoinmune experimental (EIE). A EIE é a doença modelo animal para a esclerose múltipla.

 

"É uma descoberta totalmente surpreendente que pode ser muito importante para a pesquisa sobre a esclerose múltipla e outras doenças", reconheceu Linda Thompson, especialista em câncer da Oklahoma Medical Research Foundation, uma das principais autoras deste trabalho, divulgado nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS) de 30 de junho.

 

Este avanço é também promissor para as doenças auto-imunes como o lupus e o reumatismo, nas quais o sistema imunológico ataca as células do organismo.

 

Embora promissoras, estas pesquisas ainda precisam ser aprofundadas para uma prevenção mais eficaz contra a esclerose múltipla, destacou Thompson.

 

Fonte: Yahoo

Comer frutas e verduras pode proteger contra cânceres de cabeça e pescoço

Pessoas que comem muitas frutas e verduras podem ter menor risco de desenvolver câncer de cabeça e pescoço, segundo estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. E, mesmo considerando o hábito de fumar e o consumo excessivo de álcool, principais fatores de risco para a doença, o consumo de frutas e verduras ainda parecia proteger contra os cânceres.

 

Os pesquisadores avaliaram mais de 490 mil americanos com 50 anos ou mais de idade, com relação à sua alimentação e fatores ligados ao estilo de vida, acompanhando-os por quatro anos. E descobriram que aqueles que comiam mais frutas e verduras – entre três e quatro porções diárias – tinham um terço menor risco de ter câncer de boca, garganta ou da caixa vocal (laringe) do que aqueles que comiam menos de uma porção por dia.

 

A pesquisa, publicada no "International Journal of Cancer", destacou como melhores protetores contra os cânceres, alguns legumes como feijões, ervilhas, pimentões, tomates e cenouras, além de frutas como maçãs, nectarinas, pêssegos, ameixas, pêras e morangos.

 

Embora as razões da proteção não estejam claras, os autores destacam que esses alimentos contêm "numerosos compostos potencialmente benéficos", incluindo antioxidantes, que podem proteger contra os cânceres de cabeça e pescoço. E não seria possível pontuar quais desses compostos seriam os responsáveis.

 

Em geral, os especialistas recomendam o consumo de pelo menos cinco porções diárias de vegetais, incluindo frutas, verduras e legumes, para manter uma boa saúde geral.

 

Fonte: International Journal of Cancer