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Descubra as causas e saiba como combater o chulé

Talcos próprios para os pés e cuidados com os calçados fazem o mau cheiro acabar

 

Quem tem, morre de vergonha. E quem é obrigado a senti-lo, chega a passar mal com o cheiro ruim . O nome do problema é até engraçado, mas conviver com ele não tem nada de divertido: o chulé tira o ânimo e abala a auto-estima de qualquer pessoa. Viajar e dividir o quarto com os amigos é complicado, usar o vestiário da academia causa vexame e mesmo experimentar um calçado novo antes de comprar é desagradável. Mas não é só suor excessivo que causa o mau cheiro nos pés, veredicto é consenso entre os dermatologistas. Conversamos com dois deles: Carla Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e Celso Garrete, da Clínica New Man. E ambos destacam que o material e a conservação dos calçados também influencia o aparecimento do odor ruim, assim como o tipo de meia que você usa.

 

Para saber como conter a catinga e nunca mais corar nas situações em que houver necessidade de ficar com os pés descalços, acompanhe abaixo a entrevista com os especialistas. Eles explicam por que os talcos próprios para os pés são melhores do que os tradicionais, desvendam por que os homens são as maiores vítimas do problema e, em sete passos, ensinam como deixar seus dedos respirarem sem que ninguém ao seu lado precise tapar o nariz.

 

1. Por que ele é causado?

 

O chulé, que cientificamente é chamado de bromidose plantar, é causado pelo suor excessivo na planta dos pés. O problema é agravado pela falta de higiene, que leva à proliferação de bactérias e fungos. O suor excessivo também pode estar relacionado a doenças como hipertireoidismo, diabetes e obesidade.

 

2. Existe algum tipo de suor que é mais propício ao problema?

 

Não exatamente. Na realidade, o odor resulta da ação de bactérias e fungos na queratina macerada pelo suor. Homens jovens e de meia-idade são mais freqüentemente acometidos, mas pode ocorrer também em crianças.

 

3. Usar a mesma meia mais de uma vez é prejudicial? Por quê?

 

As meias devem ser trocadas diariamente e ser, de preferência, de algodão. As meias feitas com material sintético, como poliéster e náilon, fazem o pé transpirar mais.

 

4. O calçado pode ser usado novamente sem lavar?

 

O ideal é que as pessoas, no mínimo, exponham os sapatos ao sol depois de usar. O calor seca o suor, diminuindo as bactérias e os fungos. E tente não repetir o mesmo calçado em dias seguidos.

 

5. Os talcos realmente previnem o problema?

 

Existem alguns sprays e talcos antiperspirantes ou antibacterianos, para serem usados nos pés após o banho, que podem auxiliar na profilaxia. Eles agem diminuindo o suor e eliminando as bactérias que trazem o mau cheiro nos pés.

 

6. Qual a diferença ente um talco comum e os próprios para os pés?

 

Os talcos próprios para os pés podem ser grandes aliados no tratamento contra o chulé, porque absorvem a umidade e podem conter substâncias anti-sépticas.

 

7. Algum material usado nos calçados é mais propício a dar mau cheiro?

 

O uso contínuo de sapatos fechados de borracha ou de plástico, além de meias sintéticas, facilitam a produção de suore impedem a ventilação dos pés. Por isso, é melhor evitá-los se você tem tendência a ter chulé.

 

8. Por que, em geral, os homens sofrem mais com o problema?

 

Na verdade, qualquer pessoa, independente da idade ou do sexo, pode ter esse mau odor nos pés. No entanto, os homens jovens e de meia-idade são mais freqüentemente acometidos, porque o hormônio testosterona pode determinar uma maior transpiração nos pés. Além disso, os homens usam mais sapatos fechados, o que aumenta as chances das bactérias e fungos se proliferarem. As mulheres também podem ser atingidas pelo chulé, no entanto em menor número porque elas costumam utilizar sandálias abertas e trocam os sapatos com maior freqüência do que os homens.

 

9. E existe uma maneira de acabar de uma vez por todas com o chulé?

 

Para ficar livre do chulé, é preciso redobrar os cuidados com a higiene. Assim, a umidade dos pés é eliminada, dificultando a ação dos fungos e das bactérias. Para evitar o problema, são recomendadas as seguintes orientações:

 

- Após o banho, secar bem os pés e entre os dedos (o que evitará também as frieiras)

- Evitar calçados fechados no verão porque eles aumentam a temperatura e a transpiração.

- Usar sapato com meias limpas e, de preferência, as de algodão que absorvem melhor o suor.

- Não ande descalço em pisos úmidos (banheiro coletivo, sauna e lava-pés).

- Use seu próprio material para cortar as unhas.

- Não use os mesmos sapatos todos os dias.

- Exponha os calçados ao sol

 

10. Por que alguns chinelos dão chulé, apesar de o pé permanecer descoberto?

 

Porque os calçados produzidos com materiais sintéticos, como borracha e plástico, tendem a concentrar mais o calor e a umidade e, conseqüentemente, aumentar o mau cheiro.

 

Fonte: Portal Minha Vida

 

Descubra se você tem mau hálito

O problema atinge mais 40% da população e, como nosso olfato se acostuma com os odores, há quem não perceba que sofre com o cheiro desagradável

 

O mau hálito (ou halitose) existe na população desde o princípio da humanidade. Tanto em referências históricas, como na literatura (tanto em comédias com em tragédias) existe a menção de personagens que apresentam terrível hálito.

 

Talvez o maior problema de quem tem mau hálito seja descobri-lo. Como o nariz se acostuma com o cheiro, a chamada fadiga olfatória, quem tem mau hálito não o sente, e quem sente (namorado, marido, amigo) nem sempre se fica confortável em abordar o assunto.

 

Segundo Sérgio Salomão Abdala Caruí, especialista no assunto, a dica é ter uma conversa particular com a pessoa que apresenta o problema, pois o mau hálito pode causar uma discriminação social importante que acaba por isolar o indivíduo do convívio social ou então faz com que ele se retraia e tenha até problemas profissionais (vendedores, médicos, professores etc.).

 

Faça um teste

 

Apesar de outro ter papel importante no diagnóstico, uma avaliação pode ser feita pela própria pessoa. Responda sim para cada situação em que sente o mau hálito ou para o hábito que tenha:

 

1- Bebo pouco líquido 2- Sou fumante 3- Fico muitas horas sem me alimentar 4- Tenho intestino preso 5- Respiro pela boca 6- Costumo roncar 7- Tenho diabetes 8- Sinto minha boca seca com freqüência 9- Tenho tártaro 10- Uso aparelho ortodôntico 11- Uso prótese dentária 12- Tenho sangramento gengival quando passo o fio dental ou quando escovo os dentes 13- Tenho uma placa esbranquiçada no fundo da língua 14- Às vezes percebo pequenos flocos ou grãos de odor desagradável de cor amarela ou branca expelidos de minha garganta 15- Tomo bebidas alcóolicas com freqüência (mais de duas vezes por semana) 16- Não falo de perto; ponho a mão na boca ou desvio o rosto 17- Costumo chupar balas para mascar chicletes ou utilizar outro recurso para mascarar o mau hálito 18- Acho que tenho mau hálito, embora nunca alguém tenha confirmado isso

 

Depois passe a língua no punho e aguarde 30 segundos. Cheire o local. Se notar um aroma desagradável e foram assinalados dois ou mais itens é melhor perguntar a uma pessoa de confiança.

 

“Uma boa notícia é que o problema tem solução”, garante Salomão. E ela não está nas balas ou enxaguatórios bucais que só marcaram temporariamente o problema. A solução está em descobrir a causa do mau hálito, que não é uma doença e sim um sintoma.

 

Possíveis causas

 

- Variações fisiológicas e adaptativas do indivíduo - Hora do dia - Hábitos alimentares - Higiene oral - Uso de próteses dentárias - Doenças nos pulmões, esôfago e nas vias aéreas e digestivas superiores - Doenças sistêmicas e psiquiátricas, e mais de 50 outras origens que precisam ser investigadas e tratadas.

 

Por esta razão o especialista na área tem que atuar como um clínico geral, investigando todos os sintomas. “Um paciente pode apresentar mau hálito decorrente de um diabetes ou uma escamação na pele pode ser a chave para se diagnosticar uma síndrome que causa o mau hálito”, explica o odontolaringologista. Informações: www.hospitalpaulista.com.br ou (11) 3885-8119.

 

Fonte: Portal iTodas.