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Consumo em excesso de certos alimentos aumenta o risco de câncer





A ligação entre alimentação e o surgimento ou agravamento de doenças está cada dia mais evidente. E o oposto também: cada vez mais estudos provam que alguns alimentos podem melhorar a saúde.

No caso do câncer, não só o consumo em excesso e por longos períodos de alguns alimentos, como até mesmo o modo de prepará-los, pode colaborar para que a doença surja. Neste grupo entrariam gorduras e frituras, por exemplo.

Os apreciadores da carne bem passada e escura do churrasco correm riscos, pois este tipo de carne tem a presença de nitrosaminas, compostos químicos cancerígenos. Comer alimentos com excesso de sódio também pode provocar o aparecimento de câncer de estômago.

"Já sabemos que a alimentação tem forte relação com câncer de intestino, estômago, próstata e da mama", conta o cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, diretor do Núcleo de Câncer Colorretal do A. C. Camargo, . Porém, ele admite que ao tentar modificar o fator dieta dos pacientes, não viu grandes impactos.

 "A alimentação não age sozinha. Quando falamos em prevenção de doenças, é preciso pensar no comportamento geral, sendo que o sedentarismo é um fator importante. A doença surge quando não há um equilíbrio no metabolismo, o que causa obesidade, sobrepeso e diabetes, por exemplo", diz o oncologista.
O oncologista clínico Hezio Jadir Fernandes Jr., diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), conta que entre 50% e 60% dos casos de câncer surgem por alteração ambiental: "Dentro dessas alterações estão os hábitos alimentares. Eles podem ser nefastos e há aqueles que podem ser chamados de protetores".
Ele inclui na classe de nefastos os alimentos gordurosos, aqueles com excesso de proteína, pobres em fibras vegetais e vitaminas. Os protetores seriam os ricos em vitaminas, fibras e antioxidantes. Mas o médico avisa: "Semear o pânico é pior que a doença em si. A pessoa não pode pensar 'vou comer isso e terei câncer'. Graças aos avanços tecnológicos, estamos conseguindo detectar subpopulações com risco de desenvolver a doença".

Carne vermelha

A nutricionista Renata Souza Alvim, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), conta que não é correto dizer que determinados alimentos fazem mal, pois todos são importantes para o funcionamento adequado do organismo e devem ser consumidos moderadamente.
Ela enfatiza que as carnes podem ser fontes valiosas de nutrientes, em particular proteínas, ferro, zinco e vitamina B12. Porém, também alerta que o consumo em excesso das vermelhas ou processadas é causa comprovada ou provável de alguns tipos de câncer: "Padrões alimentares com elevados níveis de gordura animal são fontes ricas de energia, aumentando o risco de ganho de peso e, em consequência, doenças. Pessoas que comem carne vermelha regularmente devem consumir menos de 500g por semana, incluindo pouca ou nenhuma quantidade da versão processada".

A nutricionista Thais Manfrinato, do Hospital A. C. Camargo, concorda: "O excesso de peso e a obesidade também são considerados fatores de risco para cânceres de mama, intestino, próstata e endométrio. Por isso, alimentos gordurosos, como frituras, leite e derivados na forma integral e molhos prontos devem ser evitados, pois facilitam o aumento do peso. Assim como doces, que levam à obesidade mais facilmente".

Porém, Manfrinato afirma que ao falarmos de alimentação e câncer, devemos tomar muito cuidado com as informações que são passadas, pois nem sempre o que se propaga por aí é algo que já foi comprovado cientificamente.

Agentes cancerígenos

Manfrinato conta que já está bem comprovado que o consumo excessivo de carne vermelha cozida por semana aumenta em 35% o risco de câncer de intestino grosso e o consumo excessivo de embutidos (presunto, linguiça, salsicha) aumenta o risco em cerca de 50% de desenvolver este mesmo tipo de câncer.

 "Os embutidos ainda aumentam risco de câncer de esôfago e estômago, por conterem nitrito como conservante. Também é bem elucidado que o consumo de fibras auxilia na prevenção de vários tipos de câncer e é bem relacionado com a prevenção do câncer de intestino e mama", afirma ela. Nitritos e nitratos, muitos utilizados como conservantes, são conhecidos como agentes cancerígenos.

Samuel Aguiar Júnior diz que as nitrosaminas são usadas como conservantes, especialmente da carne processada, e que mesmo sendo perigosas, não há como tirá-las da indústria alimentícia: "O certo é evitar o consumo em excesso".

As nutricionistas concordam que se deve manter não somente hábitos alimentares saudáveis, mas também um estilo de vida saudável, incluindo a prática de atividade física, a baixa ingestão de bebidas alcoólicas e a exclusão do fumo. "Quando falamos em prevenção do câncer, temos que lembrar que é uma somatória de diminuição da exposição aos fatores de risco, como os citados acima", diz Manfrinato.

Frutas e verduras

Ela também afirma que uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e pobre em açúcares, doces,  gorduras e carne vermelha previne vários tipos de câncer. Sobre os vegetais, Aguiar Júnior acrescenta: "Pode usar e abusar, apesar dos agrotóxicos".

Alvim dá algumas dicas práticas: "Lave as mãos e utensílios com água e sabão antes de iniciar o preparo dos alimentos, lave bem todas as frutas e verduras que for ingerir cruas, deixe-as de molho em solução clorada por 20 minutos (um litro de água com uma colher de sopa de água sanitária) ou utilize produtos industrializados para desinfecção (hipoclorito) sempre seguindo as instruções do rótulo. Por fim, aumente a ingestão de água, tomando pelo menos dois litros por dia, sempre filtrada".

Suplementos

Samuel Aguiar Júnior frisa que consumir fibras para contrabalançar o excesso de ingestão de carne vermelha não funciona. O mesmo vale para suplementos, e faz um alerta: "As pessoas não devem se apegar aos suplementos, pois estes não irão compensar uma má alimentação. Isso não acontece e sabemos bem".

Ele cita um estudo com pacientes da cidade de São Paulo com câncer de intestino feito pelo Hospital A. C. Camargo, onde atua, sobre o consumo de folato.  "Uma aluna minha de pós-graduação fez este trabalho. Estávamos procurando deficiências de ácido fólico e não encontramos. Pelo contrário. Muitos pacientes usavam ácido fólico sem indicação médica".

O oncologista diz que isso não pode ser considerado a causa da doença, mas que não é algo positivo para a saúde. "Podemos dizer que não há deficiência de ácido fólico na população da cidade de São Paulo. Porém, o correto é consumi-lo apenas com indicação médica".

Vinho e genética

Hezio Jadir Fernandes Jr. conta que estudos já demostraram que o vinho, por ser rico em flavonoides, protege contra algumas doenças coronárias. E agora, parece que seus efeitos benéficos também poderiam prevenir o câncer. "Isso graças a ação dos antioxidantes no organismo", explica o médico.
Já Samuel Aguiar Júnior lembra que o vinho tem dois lados. O bom, as uvas e o ácido tânico, e o ruim, que seria o álcool. "Seu maior consumo é citado nos países ao redor do Mediterrâneo e sempre associado à famosa dieta mediterrânea, que inclui uma ótima alimentação, sem esquecer das atividades físicas".  Assim, ele recomenda que a bebida seja apreciada com moderação.
Muito importante, na opinião de Fernandes Jr., é que pessoas com histórico familiar da doença, além dos cuidados alimentares, fiquem atentas aos possíveis sinais e façam os exames preventivos, sempre com acompanhamento médico.


Fonte: Uol Notícias - Saúde.

Conheça 10 alimentos que não podem faltar no seu cardápio (Parte 1)

Você sabe o poder que alguns nutrientes têm sobre o seu organismo? Conheça algumas dicas que vão melhorar a sua qualidade de vida, sua pele, seu cabelo...

 

Poucos conhecem os alimentos que devemos consumir para manter uma vida saudável. Existem certas vitaminas e nutrientes capazes de melhorar o funcionamento do seu organismo, se ingeridos com freqüência. Já foram feitos estudos científicos comprovaram que essas substâncias são capazes de prevenir doenças.

 

Mas não pense que são alimentos caros e importados. A nutróloga endocrinologista Valéria Goulart preparou algumas sugestões fácies e simples para você incluir no seu cardápio e que podem fazer a diferença na sua qualidade de vida.

 

1 - A poderosa Maçã

 

Considerada como alimento funcional, as maçãs ajudam a retardar o envelhecimento pele, protegendo-a dos raios solares. Além disso, reduz os riscos de desenvolver doenças cerebrovasculares, Alzheimer, câncer no estômago, fígado e pulmão, previne e mantém a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, através da ingestão de uma maçã por dia, auxilia no emagrecimento, pois a pectina dificulta a absorção das gorduras, da glicose e elimina o colesterol. O ideal é consumi-la ao natural com casca, pois é junto dela que estão a maior parte das suas vitaminas e os sais minerais.

 

2 - A indispensável Aveia

 

De todos os cereais, a aveia é uma das mais ricas em fibras. É capaz de diminuir os níveis sangüíneos de glicemia, o colesterol ruim (LDL), impede doenças cardíacas e o câncer, pro seu efeito antioxidante; regula o funcionamento do intestino, acalma os nervos e melhora a concentração e o esgotamento mental, previne enxaquecas, insônia, hiperatividade e ansiedade.

 

Atua ainda evitando deficiências na gravidez e garante um bom desenvolvimento do feto, estimulando a produção de leite. Evita dores no esôfago, gastrite, úlcera, constipação ou diarréia e flatulência.

 

3 - O famoso Alho

 

Um estudo realizado na Alemanha descobriu que 1grama de alho consumido por dia reduz em 80% o volume na placa de aterosclerose nas artérias. Mas deve ser utilizado na alimentação cru. Pode ser também na forma desidratado – só que com moderação, pois ele provoca problemas digestivos, como o mau hálito, irritações gástricas e náuseas.

 

Entre os seus benefícios estão a diminuição da taxa de colesterol ruim, a prevenção de tumores, além de ativar o sistema imunológico e combatem vírus, bactérias e fungos que causam infecções, reduzir a pressão arterial, proteger o coração e reduzir os níveis de açúcar no sangue.

 

4 - A proteção da Soja

 

Por ser rica em isoflavonas (que imita o hormônio feminino), ajuda as mulheres a manterem os níveis de hormônios regulares depois da menopausa. Mas, para isso, devem ser consumidas três vezes por semana a partir dos 25 anos.

 

Ela ainda reduz risco de doenças cardiovasculares, amenizar os incômodos da menopausa e a preveni o câncer de mama e de cólon. Atua ainda na absorção do cálcio, evitando a osteoporose.

 

5 - O grande aliado: Azeite de oliva

 

Item indispensável na cozinha, o azeite mantém doenças como a arteriosclerose e o câncer de cólon longe de sua saúde. Atua ainda melhorando o funcionamento do estômago e do pâncreas, acelera as funções metabólicas, produz efeito protetor e tônico da epiderme, estimula o crescimento e favorece a absorção de cálcio e a mineralização. E, o que é melhor de tudo: azeite ajuda a perder peso!

 

Fonte: Portal iTodas

Conheça 10 alimentos que não podem faltar no seu cardápio (Parte 2)

6 - O delicioso Tomate

 

Com baixas calorias e rico em nutrientes, o tomate não pode faltar na mesa. É rico em licopeno e sais minerais como potássio, sódio, cálcio, magnésio e ferro. Por isso tudo, é capaz de diminuir o risco de câncer, ajuda o organismo a combater infecções, fortalece a memória protegendo contra os males de Alzheimer e Parkinson. Além disso, é ideal para quem quer perder peso, pois contém apenas 25 calorias e funciona como antitóxico e laxante.

 

7 - O gostinho da Castanha-do-Pará

 

Nativa da Floresta Amazônica, essa noz auxilia na prevenção de problemas cardíacos, é fonte de vitamina E e selênio, que colaboram para frear a produção de radicais livres. Ela é capaz de desacelerar o envelhecimento, reduzir o risco de doenças do coração, fortalecer a imunidade e prevenir o câncer.

 

8 - O saudável Iogurte

 

O valor desse alimento está nos 6 milhões de bactérias probióticas (benéficas à saúde) por mililitro. A sua ingestão é uma fonte de ajuda no crescimento das crianças. Mais ainda: o iogurte atenua as olheiras. Fora isso, equilibra a microflora intestinal, auxilia na absorção dos nutrientes, controla o colesterol, aumenta a absorção de cálcio pelo organismo, melhora a imunidade e previne infecções causadas por fungos.

 

9 - Os benefícios da Semente de linhaça

 

A semente de linhaça é a mais rica fonte de Ômega 3 existente na natureza. Por isso, abuse dela! Entre as suas ações, ela é capaz de prevenir doenças cardiovasculares, a pressão alta e a trombose, auxilia no desenvolvimento e crescimento das crianças, ativa o metabolismo, auxiliando a combater a obesidade; amenizaria os efeitos da TPM e os fogachos da menopausa; melhora a função do intestino e diminui o colesterol.

 

10 - A saborosa Uva

 

Rica em fibras e flavonóides, a uva tem propriedades laxativas e diuréticas, as uvas estimulam as funções do fígado, deixando você bem-disposta e com a pele mais bonita. Tem mais: além de serem boa fonte de vitamina C, ferro e potássio. Fortalece o sistema imunológico e as artérias, reduz câncer, derrame, perda da memória e doenças cardíacas, evita o envelhecimento precoce e possui substâncias antioxidantes, conhecidas como polifenóis, poderosos aliados no combate aos radicais livres.

 

Fonte: Portal iTodas

Fim da gordura trans é voltar à época da banha, diz indústria

As indústrias rechaçam qualquer prazo para eliminar a gordura trans dos alimentos consumidos no país. O presidente da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), Edmund Klotz, reage com ironia ao comentar os planos do Ministério da Saúde de ver, em pouco tempo, o Brasil livre da mais danosa das gorduras.

 

"Se for fixado um prazo para acabar com a gordura trans, vamos ter de criar porco de novo e voltar à velha banha", afirma Klotz. "Ainda não temos nada com um resultado final parecido com o dessa gordura."

 

Neste ano, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, convocou os fabricantes e defendeu o modelo do Canadá, que deu três anos para que o ingrediente fosse banido.

 

"A nossa vontade é que, num curto prazo, nós possamos estar com 100% dos alimentos comercializados no Brasil sem gordura trans", afirmou.

 

O empenho do ministro se justifica pelos gastos com o tratamento dos brasileiros que comem mal. Cerca de 168 mil pessoas foram hospitalizadas em 2007 em decorrência de acidente vascular cerebral --uma das conseqüências do colesterol alterado--, o que custou R$ 118 milhões aos cofres públicos.

 

Sem tempo

 

A indústria reagiu dizendo que os três anos são um prazo curto demais. "A substituição demanda testes e desenvolvimento de fórmulas", afirma Fabio Acerbi, diretor de assuntos corporativos da multinacional Kraft Foods.

 

Já há alternativas para a gordura trans, como os óleos de girassol e de palma. O problema é que são mais caros e não são produzidos em grande escala. "E ainda temos o desafio de manter o sabor. Se você está acostumado com o seu biscoito e de repente sente um gosto diferente, você muda de marca", diz Acerbi.

 

A gordura trans é ingrediente de boa parte dos alimentos industrializados. Está nos biscoitos, nos sorvetes, nas margarinas, nos requeijões, nas frituras, nos salgadinhos e até nas misturas para bolos.

 

Surgiu como uma alternativa --acreditava-se-- mais saudável à gordura animal, por ser obtida de óleos vegetais. A gordura animal aumenta o LDL (o colesterol ruim) no sangue.

 

Mais que isso, a nova gordura foi amplamente adotada por ser pastosa, quase sólida, e não líquida. É o atributo que deixa a margarina cremosa e o biscoito crocante. Além disso, aumenta o prazo de validade e deixa o sabor mais agradável.

 

Alerta vermelho

 

Nos anos 90, porém, estudos científicos descobriram que a gordura trans é extremamente prejudicial à saúde. Mais até que a gordura animal. Além de aumentar o LDL, reduz os níveis de HDL (o colesterol bom).

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que um adulto não consuma mais que dois gramas de gordura trans por dia -quantidade que se alcança comendo três biscoitos recheados de morango.

 

Diante dos malefícios, a própria indústria tratou de reduzir os teores. No Brasil, o grande movimento se deu em 2006, depois que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tornou obrigatória a indicação, nas embalagens, da quantidade de gordura trans. Foi então que os brasileiros se deram conta dos excessos.

 

"Dois ou três anos atrás, estivemos no consumo máximo de gordura trans. Agora a indústria está cautelosa", afirma a nutricionista Liandra Freitas Marquez Bernardes, da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.

 

Fonte: Folha Online

Apenas 30% dos biscoitos são "zero trans"

Mesmo com as pressões do governo e da sociedade, ainda são encontrados nos supermercados muitos alimentos ricos em gordura trans. Dos biscoitos vendidos no país, por exemplo, apenas 30% são considerados "zero trans", de acordo com a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação).

 

No ano passado, representantes das indústrias e dos governos de toda a América se reuniram em Washington, por iniciativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), para discutir formas de livrar o continente da gordura trans. Um dos pontos de consenso foi que as medidas voluntárias da indústria não são suficientes. Por isso, os governos devem intervir com "medidas de regulação para proteger de maneira mais rápida e eficaz a saúde da população".

 

Um ano depois, em junho passado, esse mesmo grupo voltou a se reunir, dessa vez no Rio, e chegou à conclusão de que não se havia avançado muito. O documento final do encontro impôs aos governos que concedam incentivos fiscais aos fabricantes e aos agricultores para que descubram e adotem matérias-primas alternativas.

 

Tabela nutricional

 

No Brasil, até agora, a única medida concreta do governo foi a inclusão, em 2006, do item "gordura trans" na tabela nutricional impressa no rótulo dos alimentos. "Isso foi ótimo. Agora temos de perder o hábito de olhar só o preço e a data de validade e ver também a composição dos produtos", diz a médica Maria Cristina Izar, da direção da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

 

O Ministério da Saúde discute com os fabricantes a adoção de prazos para que os supermercados fiquem livres dessa gordura, como ocorre no Canadá e na Dinamarca. O governo espera obter algum compromisso da indústria até o final do ano.

 

A gordura trans aumenta o LDL (colesterol ruim) e diminui o HDL (colesterol bom) no sangue. Essa combinação causa aterosclerose, um perigoso acúmulo de placas de gordura na parede dos vasos sangüíneos. Isso, em casos extremos, resulta em ataque cardíaco e AVC (acidente vascular cerebral), os males que mais matam no Brasil.

 

Fonte: Folha Online

Previna gripes e resfriados com uma alimentação equilibrada

Embora todos saibam, poucos comem alimentos naturais que ajudam a evitar doenças

 

Não basta usar roupas e cobertores para se prevenir de ficar com gripes e resfriados. Apesar de serem diferentes, os vírus das duas doenças estão no ar e derrubam as defesas do corpo, provocando tosses, dores de cabeça e garganta, além de desânimo. Principalmente no inverno.

 

O resfriado é mais brando e a gripe, mais abrupta, com sintomas severos como febre e dores musculares. Os medicamentos são bons para aliviar, mas não acabam com os vírus e suas variantes. De acordo como a Organização Mundial da Saúde (OMS), os produtos à venda nas farmácias já não são tão eficazes devido às mutações do vírus ocorridas. Por isso, é fundamental ter a saúde em dia para evitar que o organismo fique debilitado.

 

“Não significa que vai curar a doença, porém, tem ação preventiva e de diminuição dos sintomas. A alimentação ameniza os sintomas de gripes e resfriados - mel, própolis, chás – Porque estes alimentos contém substâncias que agem como antibióticos naturais e têm ação expectorante, aliviando a sensação de mal-estar causada pela gripe”, explica a nutricionista Gláucia Padovan, da rede Mundo Verde.

 

Outro cuidado que devemos ter durante o inverno é evitar locais fechados e com muitas pessoas e cuidar de sua saúde. Gripes mais curadas resultam por ano no Brasil em cerca de 15 mil mortes.

 

Conheça alguns alimentos que irão te ajudar a prevenir os males do inverno. E lembre-se: “para manter a temperatura ideal, o organismo exige mais energia, por isso sentimos a necessidade de aumentar o consumo de alimentos no inverno. Para que isso não resulte em aumento de peso, não deve faltar na alimentação os grãos integrais, frutas e hortaliças, de preferência orgânicas, nozes, sementes, entre outros”, diz a nutricionista.

 

ACEROLA

 

Fruta rica em vitamina C , reforça o sistema imunológico. Por conter antioxidantes, ajuda a neutralizar os radicais livres, prejudiciais às células.

 

ALHO

 

Fonte de alicina e com vitaminas (A1, B2, B6, C), estimula a resposta imunológica, prevenindo gripes e resfriados comuns no inverno. Além disso é expectorante, sendo indicado seu consumo em casos de bronquite, tuberculose, pneumonia e asma.

 

GELÉIA REAL

 

Produzida pelas abelhas para a alimentação da rainha durante toda vida e dos embriões até o terceiro dia. Estimula o sistema imunológico e combate as infecções de vírus e bactérias por ser fonte de antioxidantes e de vitaminas do complexo B.

 

GENGIBRE

 

Com sabor acre e quente, tem ação anti-séptica, reduzindo a inflamação e a dor, além de aliviar a congestão nasal e cólicas menstruais.

 

GRANOLA

 

Alimento energético, rico em fibras e sais minerais. Auxilia no controle do colesterol e favorece o bom funcionamento do intestino. É uma opção energética saudável, já que no inverno o corpo precisa de mais energia para se manter aquecido.

 

LEITE FERMENTADO

 

Por ser fonte de probióticos, recupera a flora intestinal e fortalece o sistema imunológico.

 

MEL

 

Fonte de carboidratos, vitaminas do complexo B e substâncias (inibina) que agem como antibióticos naturais. Tem ação bactericida e anti-séptica. Eficaz contra os sintomas de gripes e resfriados é coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta. Além de agir beneficamente sobre a flora intestinal devido à ação prebiótica.

 

PRÓPOLIS

 

Substância resinosa que misturada ao álcool de cereais forma o extrato de própolis. Fonte de flavonóides, atua como “Antibiótico Natural” por seu efeito anestésico, antiinflamatório, cicatrizante, antibiótico e antifúngico.

 

SHITAKE E SHIMEJI

 

Com poucas calorias são boas fontes de proteínas e lentinana, molécula antioxidante que reforça a resposta imunológica e auxilia também no combate a tumores.

 

SUCO DE UVA/VINHO SEM ÁLCOOL

 

Fonte de polifenóis e resveratol, potentes antioxidantes que estimulam o sistema imunológico, aumenta a resistência do organismo a gripes, viroses e infecções. O suco que possui valor calórico menor do que as bebidas alcoólicas, permite adaptações em receitas típicas da estação como Vinho Quente e Quentão.

 

Fonte: Portal iTodas

Alimentos e atitudes para uma boa digestão

Que os alimentos fornecem energia, são fonte de nutrientes importantes para o bom funcionamento do nosso organismo você já sabia. Mas você tem consciência que alguns alimentos favorecem a sua digestão? Nessa matéria vamos conhecer e falar um pouco sobre o assunto e sobre algumas atitudes que também te beneficiarão ou prejudicarão, nesse sentido.

 

Os órgãos que participam da digestão são: boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, pâncreas e fígado. Além da escolha dos melhores alimentos, o bom funcionamento desses órgãos é essencial para que você tenha uma boa digestão.

 

Abacaxi – o abacaxi contém uma enzima chamada bromelina, que auxilia na digestão de proteínas (principalmente carnes) e gorduras, favorecendo o processo digestivo. Além da bromelina, o abacaxi contém celulose, substância essencial para o bom funcionamento intestinal.

 

Apesar de não conterem bromelina, outras frutas ácidas: como a laranja, também favorecem a digestão. Por isso, algumas pessoas depois do almoço ou jantar, tem o hábito de chupar uma laranja.

 

Chás – tomar um chazinho depois das refeições é sagrado para muitas pessoas, mas você sabe por que o chá ajuda na digestão? Alguns tipos como: o chá verde, boldo, hortelã, erva-doce, camomila e erva-cidreira são compostos por princípios ativos e óleos que aumentam o fluxo do suco gástrico e ajudam na digestão. Além disso, atuam na proteção das mucosas, pois são ricos em mucilagens.

 

Alimentos fonte de fibras – existem dois tipos de fibras: as solúveis (encontrada na aveia, cevada, e bagaço de frutas cítricas) e a fibras insolúveis (encontrada em cereais, na casca das frutas, leguminosas, hortaliças).

 

As fibras insolúveis atuam principalmente na parte inferior do intestino grosso, aceleram o trânsito intestinal e aumentam o bolo fecal, evitando assim a prisão de ventre e outras doenças. As fibras solúveis agem no intestino delgado e estômago, fazem com que a digestão seja mais lenta, proporcionam uma melhora na digestão dos nutrientes, principalmente gorduras e açúcares.

 

Refeições ricas em fibras exigem melhor mastigação, o que torna a digestão mais fácil. O fato de tornarem o processo digestivo mais lento, colabora também para que os nutrientes sejam melhor aproveitados.

 

Azeite – baseado nas populações que historicamente só utilizam o azeite, cientistas verificaram que ele pode facilitar a digestão. Isso se deve ao fato do azeite ter uma boa digestibilidade, não provoca a sensação de “empachamento”. Além de servir como lubrificante nos intestinos, facilitando o seu funcionamento.

 

Fracionar as refeições - o fracionamento das refeições contribui para que você não fique muito tempo sem se alimentar, e acabe comendo em maior quantidade em uma só refeição. Um volume grande de alimento consumido em uma só refeição vai fazer com que a sua digestão seja prejudicada. Ficar muito tempo sem se alimentar faz com que o estômago secrete substâncias ácidas para a digestão, e não encontrando o alimento, poderão ocorrer lesões na parede do estômago e causar as úlceras e gastrites.

 

Evite deitar após as refeições – a posição inclinada pode favorecer a azia e a indigestão.

 

Essas foram apenas algumas dicas de alimentos, bebidas e atitudes que podem favorecer a digestão. Mas para garantir o bom desempenho de todas as funções do seu organismo é essencial que tenha uma alimentação saudável, equilibrada e pratique atividades físicas.

 

Fonte: CyberDiet

Qual a dieta ideal para emagrecer?

Se o maior objetivo de sua vida no momento é eliminar peso, cuidado!

 

A dieta escolhida para emagrecer pode reduzir os quilinhos extras mas também pode causar alguns prejuízos à sua saúde.

 

Você já deve ter ouvido falar de inúmeros tipo de dietas: dieta da sopa, dieta da USP, dieta do suco, da lua, entre tantas outras. Porém, o que muitas pessoas não sabem é que a restrição excessiva de calorias, a exclusão de alimentos importantes e o jejum podem causar fraqueza, cansaço, indisposição e deficiência de nutrientes, que são doenças em certos casos muito sérias.

 

O que não falta hoje em dia são métodos diferentes para se eliminar peso. Porém é preciso tomar alguns cuidados para que o seu emagrecimento não seja a causa de algum problema de saúde:

 

 

Lembre-se sempre que uma dieta de emagrecimento além de ter quantidades reduzidas de alimentos, precisa de um equilíbrio entre os nutrientes e estar de acordo com as características individuais. Entregue-se ao seu objetivo com determinação e tenha um bom emagrecimento!

 

Fonte: Cyber Diet

Os benefícios de consumir o abacate

Apesar de todo mundo dizer que ele é engordativo, o abacate pode ser consumido, sim, pois faz muito bem para a saúde (inclusive quem está de dieta)

 

Rico em calorias por ter alta taxa de gordura o abacate é, porém, cortado na lista dos alimentos saudáveis, mas não deve ser proibido pois traz vários benefícios à saúde. A regra da moderação, mais uma vez, está valendo. O abacate fornece energia, combate o colesterol, ajuda na digestão e é saboroso. Colocar aquela colherada de açúcar e devorar o verdinho, nem pensar. Existem maneiras de consumir a fruta que fazem bem à saúde, sem engordar. "Não precisa comer meio abacate sozinho", previne a nutricionista Bruna Dinalli, da Biodiet, São Paulo. "Se for fazer uma vitamina, use leite desnatado e adoçante. É uma forma de não somar mais calorias a esse alimento", aconselha.

 

A composição do abacate vai para o pódio. "Essa fruta contém quantidades significativas de vitaminas, fibras e ácido oléico", descreve Bruna. O ácido oléico é aquele encontrado no azeite (graxo monoinsaturado), conhecido como a gordura boa, que é capaz de prevenir e auxiliar no tratamento de doenças crônicas, já que diminui a concentração de triglicérides, colesterol total e LDL, além de ser anticoagulante. "As gorduras saturadas (que o abacate não possui) são fatores de risco para doenças arteriais coronarianas e, por isso, devem ter o consumo controlado", alerta ela.

 

A nutricionista Adriana Kobayashi da Equilibrium Consultoria e Nutrição de São Paulo avisa que, se uma pessoa conseguir substituir uma parte das gorduras de carnes vermelhas pela do abacate, duas ou três vezes por semana, será um progresso. "Mas não adianta comer um monte de frituras e achar que o abacate vai resolver tudo", avisa. Uma boa dica é amassar o abacate e acrescentar limão e adoçante. Falando nisso: adicionar limão ao abacate não reduz a quantidade de gorduras da fruta, isso é pura lenda. "A vantagem de pingar limão, além de valorizar o sabor, é o consumo da vitamina C, presente nesta fruta e excelente para o organismo", acrescenta Adriana.

 

Bom para todo mundo

 

Bruna sugere 3 colheres (sopa) de abacate, duas vezes por semana, no máximo. Para quem está em dieta, a quantidade semanal deve ser reduzida a uma vez, adequada ao cardápio seguido. Facilmente assimilado pelo organismo, o abacate é indicado para pessoas com problemas digestivos, problemas estomacais ou fraqueza de modo geral. "Ninguém precisa deixar de lado o abacate", diz Adriana.

 

O abacate traz grandes benefícios. Veja quais são eles:

 

1. Atua como um protetor das células e é rico em vitaminas A e E que são antioxidantes;

 

2. Contém, também, vitaminas do complexo B, além de alguns sais minerais: ferro, cálcio e fósforo, entre outros.

 

3. Ajuda a neutralizar as gorduras de outros alimentos, diminuindo os triglicérides e o colesterol ruim (LDL);

 

4. Não altera o colesterol bom no organismo (HDL). "Estudos realizados no México e no Brasil comprovam que ele é auxiliar no ataque a diabetes, pois não interfere no índice glicêmico dos pacientes. O abacate é recomendado por não ter tanta frutose, como o abacaxi e a uva, por exemplo", relata Bruna.

 

5. O abacate também é uma fruta eficiente nos tratamentos das cardiopatias, hipertensão e colesterol alto.

 

Fonte: Portal iTodas

Ingerir líquido nas refeições é prejudicial?

Você sempre ouviu dizer que não deve beber água, suco, refrigerante ou outro líquido qualquer durante as refeições porque faz mal, engorda, aumenta a barriga, mas será que é verdade? Não pode mesmo? Qual a explicação para isso? Nessa matéria vamos esclarecer todas as suas dúvidas sobre os mitos e verdades desse tema.

 

Afirmar que ingerir líquidos durante as refeições engorda ou aumenta a barriga é um mito. O que acontece é que o excesso de líquido misturado aos alimentos pode dilatar o estômago, provocando uma sensação de “inchaço abdominal”, o que muitas vezes é confundido com o aumento da barriga.

 

Se você cultiva sempre esse hábito em todas as refeições, o seu estômago sofre essa dilatação, se torna mais "elástico". Quando o estômago está dilatado, manda uma mensagem ao cérebro avisando que ainda existem espaços vazios para serem preenchidos, então você não se sente saciado e consome mais alimentos do que normalmente seria necessário.

 

Esse aumento na quantidade de alimentos consumidos é que ocasionará o ganho de peso e, consequentemente, poderá contribuir para o aumento da gordura abdominal.

 

O problema está na quantidade ingerida. Apesar de ser importantíssimo beber bastante líquido durante o dia (cerca de 2 litros), o ideal é que não sejam ingeridos em grande quantidade durante as refeições.

 

O maior prejuízo de se ingerir muito líquido durante as refeições está em relação a digestão. Depois da mastigação, o alimento passa pela faringe e esôfago, e vai para o estômago, onde está presente o suco gástrico, essencial para o processo de digestão.

 

O suco gástrico é composto, entre outras substâncias, por ácido clorídrico, pepsina e renina. A renina é uma enzima que age sobre a caseína (uma das principais proteínas do leite) e é produzida pelo estômago durante os primeiros meses de vida. O ácido clorídrico é o responsável por manter baixo o PH do estômago. E a pepsina é a enzima responsável pela quebra das proteínas.

 

Quando ingerimos muito líquido durante as refeições, a concentração de ácido clorídrico presente no estômago diminui e algumas enzimas são diluídas e dessa forma prejudica a digestão dos alimentos e pode ocasionar indigestão, gases e flatulências.

 

O excesso de líquido também poderá diminuir a absorção de alguns nutrientes, pois os alimentos passam mais rapidamente pelo intestino, local onde ocorre a absorção.

 

Para as pessoas que não conseguem abandonar esse costume, o tipo de líquido ingerido também é importante, os refrigerantes são mais prejudiciais, pois possuem gases que dilatam ainda mais o estômago. Nesse caso, o recomendado é que você beba água ou um suco de frutas natural.

 

O maior problema está na quantidade ingerida. Apesar de ser importantíssimo beber bastante líquido durante o dia (cerca de 2 litros), o ideal é que não sejam ingeridos em grande quantidade durante as refeições.

 

Se você não consegue ficar sem a água ou qualquer outro líquido enquanto almoça ou janta, procure não ultrapassar a quantidade de 1 copo de 200ml. Nos intervalos entre as refeições beba água a vontade.

 

Fonte: Cyber Diet

Como escolher os alimentos para ter mais disposição

Encarar o expediente ou uma atividade física depois de saborear uma feijoada é praticamente impossível. Mas há outros alimentos mais "inocentes" que também são capazes de roubar nossa energia, como afirma a nutróloga Jane Corona, do Rio de Janeiro.

 

Autora de livros como "Fadiga Crônica" (DP&A Editora) e "Saboreando Mudanças" (Ed. Senac), ela afirma que, para certas pessoas, até um simples pãozinho e o café com leite podem ser causa de problemas digestivos e má disposição.

 

Não se trata de alergia, mas uma espécie de sensibilidade ao alimento que tem origem no intestino. Quando a mucosa está irritada, seja por estresse, ou pelo consumo de medicamentos, sua permeabilidade aumenta. O organismo passa, então, a absorver moléculas maiores, que normalmente passariam direto, e reage como se tivesse assimilado um corpo estranho. O processo pode ocorrer, por exemplo, com a lactose, o açúcar do leite, ou com o glúten, presente em pães, aveia e farináceos.

 

A nutróloga lembra que alimentos muito açucarados também podem provocar cansaço e desânimo. Embora a glicose seja fonte de energia, o exagero provoca o efeito inverso. "O corpo estoca a energia que não foi usada em forma de gordura, mas, até que isso aconteça, há uma série de reações químicas que resultam na produção de álcool", esclarece. O resultado é irritação, cansaço e uma sensação de torpor.

 

Fonte: Ciência e Saúde

ACNE, de novo? (Parte 2)

Chocolate e carboidratos

 

Inúmeros estudos feitos até hoje não conseguiram provar que alimentos gordurosos, incluindo o chocolate, estejam associados à acne. No entanto, segundo Cibele Crispim, nutricionista da RG Nutri Consultoria Nutricional, o alto teor de lipídeos (gorduras) pode interferir nas ações hormonais, piorando a qualidade da pele.

 

"O mito de que o chocolate causa espinhas tem um fundo de verdade. Se for ingerido de forma excessiva, pode sobrecarregar o fígado e o intestino, piorando a qualidade da pele.

 

Rico em gordura, o chocolate pode aumentar a oleosidade da pele e favorecer o aparecimento da acne", diz. A recomendação é evitar o consumo excessivo de frituras e gorduras, presentes em alimentos como óleos, manteiga e chocolate.

 

Além das gorduras, pesquisas recentes levaram à hipótese de que os carboidratos refinados fazem com que o organismo produza um alto nível de insulina, levando a um desequilíbrio hormonal - e o excesso de produção de andrógenos resultaria na acne. Portanto, para garantir a saúde da pele, é preciso adotar uma dieta equilibrada e longe dos doces.

 

Crispim indica uma dieta rica em fibras (frutas, verduras, legumes, cereais integrais); vitaminas, principalmente A (folhas verde-escuras, mamão, abóbora) e C (frutas cítricas); zinco (levedura, peixes, grãos); além de alimentos que são fontes de proteína, como carnes, frangos, peixes, leites e derivados. A ingestão de 2 litros de água, diariamente, também é recomendada pela especialista.

 

Fotodinâmica

 

Usada inicialmente para o tratamento de tumores de pele, a terapia fotodinâmica é hoje uma das mais modernas e eficientes alternativas para combater a acne inflamatória e para o rejuvenescimento.

 

Segundo o médico Otávio Macedo, essa técnica ocupa cada vez mais espaço na dermatologia. Para a acne, a conduta consiste na preparação da pele com a aplicação de um creme fotoativo - um ácido especial (5-aminolevulínico ou ALA), que penetra e se fixa nos tecidos.

 

A substância funciona como um ponto de captação da irradiação de uma luz azul emitida pelo Clear Light, aparelho com tecnologia semelhante ao laser. Geralmente, são necessárias quatro sessões, com intervalo de três semanas. Essa terapia tem sido eleita principalmente para os casos em que a isotretinoína oral é contra-indicada.

 

OUTRAS TERAPÊUTICAS

 

ACUPUNTURA

 

A acupuntura também pode ser uma importante aliada no combate à acne. O procedimento consiste em estimular locais anatomicamente definidos - os pontos de acupuntura - no corpo e no rosto, com agulhas ou raio laser, para obter como resposta do organismo a recuperação global da saúde.

 

No tratamento da acne, "os pontos estimulados estão na cabeça, mãos, acima do tornozelo, costas, glúteos, rosto e orelha", afirma Zhang Yuanzhou, médico acupunturista formado pela Faculdade de Medicina Chinesa, em Pequim, na China.

 

O estímulo das picadas libera neurotransmissores, substâncias químicas que transmitem estímulos nervosos, regularizando o funcionamento dos pulmões e intestinos, órgãos diretamente ligados à pele e responsáveis pela eliminação das toxinas.

 

A técnica não causa efeitos colaterais. Contudo, o paciente deve informar ao médico se há suspeita ou confirmação de gravidez, ou se possui algum tipo de doença.

 

ORTOMOLECULAR

 

Para combater a acne, a medicina ortomolecular utiliza-se de vitaminas, minerais, ervas e outras substâncias benéficas à saúde.

 

"O primeiro passo é realizar alguns exames para avaliar o nível de desgaste e o grau de carência de elementos químicos essenciais ao organismo do paciente.

 

Em seguida, adotamos um programa de suplementação alimentar, com substâncias naturais, para restituir o equilíbrio orgânico", diz Cyro Masci, psiquiatra pós-graduado www.vivasaudedigital.com.br em Acupuntura Médica e Medicina Ortomolecular.

 

No tratamento da acne são eficazes os princípios ativos ácido fólico, piridoxina (vitamina B 6), vitamina E, betacaroteno (carotenóide pró-vitamina A), selênio, ômega 3 e zinco.

 

A maioria dessas substâncias deve ser consumida por indicação médica, em cápsulas ou xaropes, em formulações que preservem somente o princípio ativo e não contenham óleo, que poderiam provocar a acne.

 

O selênio e a vitamina E estão presentes na castanha-do-pará, mas por ser oleosa, não deve ser consumida em excesso por pessoas com acne.

 

A exceção é o betacaroteno: a ingestão direta das fontes dessa substância, como mamão e cenoura, é preferível ao uso de cápsulas ou xaropes - além do betacaroteno, estes alimentos contêm um mix de carotenóides - pigmentos encontrados em alimentos de cor amarela, alaranjada, vermelha e verde, como o betacaroteno e o licopeno, que estimulam o sistema imunológico e agem como antioxidante.

 

Qualquer pessoa pode se beneficiar do tratamento ortomolecular, mas alguns pacientes requerem mais atenção, como os transplantados (os princípios ativos aumentam a imunidade e podem provocar a rejeição do transplante), os fumantes e os ex-fumantes (que não podem tomar betacaroteno isoladamente, em pílulas, sob o risco de desenvolver câncer de pulmão), e as pessoas com tendência a ter cálculo renal (devem evitar a ingestão elevada de vitamina C e cálcio).

 

FITOTERÁPICOS E SUBSTÂNCIAS NATURAIS

 

A fitoterapia - o uso de substâncias extraídas das plantas medicinais para a prevenção e o tratamento de doenças - também pode ajudar a combater espinhas.

 

"Não existe um fitoterápico específico para a acne. Em geral, para os médicos naturalistas, a pele é um imenso órgão de eliminação.

 

Se a acne está presente, pode significar que o organismo está tentando eliminar impurezas pela pele. Esse processo é que deve ser tratado, e não propriamente a acne", diz o especialista Cyro Masci.

 

O tratamento fitoterápico para a acne, em cápsulas ou xaropes, utiliza-se de princípios ativos encontrados em várias plantas, como couve-flor, botão-de-ouro e dente-de leão.

 

Fonte: Revista Viva Saúde

Maioria das americanas têm problemas alimentares, indica pesquisa

Aproximadamente 65% das mulheres americanas com idades entre 25 e 45 anos podem ter desordens no comportamento alimentar, como saltar refeições ou não comer certos grupos de alimentos, sugere pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA.

 

Avaliando mais de 4 mil mulheres, os pesquisadores observaram também que 10% delas apresentam problemas alimentares constantes, como anorexia, bulimia nervosa e compulsão alimentar.

 

O estudo mostrou que 67% das mulheres nos Estados Unidos estão tentando perder peso, e, entre elas, 31% já induziram vômito, ou tomaram laxantes, diuréticos ou remédios na tentativa de emagrecer.

 

E, entre as mulheres que querem perder peso, 53% já tem um peso saudável.

 

Fonte: Blog Boa Saúde