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Conheça 10 alimentos que não podem faltar no seu cardápio (Parte 1)

Você sabe o poder que alguns nutrientes têm sobre o seu organismo? Conheça algumas dicas que vão melhorar a sua qualidade de vida, sua pele, seu cabelo...

 

Poucos conhecem os alimentos que devemos consumir para manter uma vida saudável. Existem certas vitaminas e nutrientes capazes de melhorar o funcionamento do seu organismo, se ingeridos com freqüência. Já foram feitos estudos científicos comprovaram que essas substâncias são capazes de prevenir doenças.

 

Mas não pense que são alimentos caros e importados. A nutróloga endocrinologista Valéria Goulart preparou algumas sugestões fácies e simples para você incluir no seu cardápio e que podem fazer a diferença na sua qualidade de vida.

 

1 - A poderosa Maçã

 

Considerada como alimento funcional, as maçãs ajudam a retardar o envelhecimento pele, protegendo-a dos raios solares. Além disso, reduz os riscos de desenvolver doenças cerebrovasculares, Alzheimer, câncer no estômago, fígado e pulmão, previne e mantém a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, através da ingestão de uma maçã por dia, auxilia no emagrecimento, pois a pectina dificulta a absorção das gorduras, da glicose e elimina o colesterol. O ideal é consumi-la ao natural com casca, pois é junto dela que estão a maior parte das suas vitaminas e os sais minerais.

 

2 - A indispensável Aveia

 

De todos os cereais, a aveia é uma das mais ricas em fibras. É capaz de diminuir os níveis sangüíneos de glicemia, o colesterol ruim (LDL), impede doenças cardíacas e o câncer, pro seu efeito antioxidante; regula o funcionamento do intestino, acalma os nervos e melhora a concentração e o esgotamento mental, previne enxaquecas, insônia, hiperatividade e ansiedade.

 

Atua ainda evitando deficiências na gravidez e garante um bom desenvolvimento do feto, estimulando a produção de leite. Evita dores no esôfago, gastrite, úlcera, constipação ou diarréia e flatulência.

 

3 - O famoso Alho

 

Um estudo realizado na Alemanha descobriu que 1grama de alho consumido por dia reduz em 80% o volume na placa de aterosclerose nas artérias. Mas deve ser utilizado na alimentação cru. Pode ser também na forma desidratado – só que com moderação, pois ele provoca problemas digestivos, como o mau hálito, irritações gástricas e náuseas.

 

Entre os seus benefícios estão a diminuição da taxa de colesterol ruim, a prevenção de tumores, além de ativar o sistema imunológico e combatem vírus, bactérias e fungos que causam infecções, reduzir a pressão arterial, proteger o coração e reduzir os níveis de açúcar no sangue.

 

4 - A proteção da Soja

 

Por ser rica em isoflavonas (que imita o hormônio feminino), ajuda as mulheres a manterem os níveis de hormônios regulares depois da menopausa. Mas, para isso, devem ser consumidas três vezes por semana a partir dos 25 anos.

 

Ela ainda reduz risco de doenças cardiovasculares, amenizar os incômodos da menopausa e a preveni o câncer de mama e de cólon. Atua ainda na absorção do cálcio, evitando a osteoporose.

 

5 - O grande aliado: Azeite de oliva

 

Item indispensável na cozinha, o azeite mantém doenças como a arteriosclerose e o câncer de cólon longe de sua saúde. Atua ainda melhorando o funcionamento do estômago e do pâncreas, acelera as funções metabólicas, produz efeito protetor e tônico da epiderme, estimula o crescimento e favorece a absorção de cálcio e a mineralização. E, o que é melhor de tudo: azeite ajuda a perder peso!

 

Fonte: Portal iTodas

Conheça 10 alimentos que não podem faltar no seu cardápio (Parte 2)

6 - O delicioso Tomate

 

Com baixas calorias e rico em nutrientes, o tomate não pode faltar na mesa. É rico em licopeno e sais minerais como potássio, sódio, cálcio, magnésio e ferro. Por isso tudo, é capaz de diminuir o risco de câncer, ajuda o organismo a combater infecções, fortalece a memória protegendo contra os males de Alzheimer e Parkinson. Além disso, é ideal para quem quer perder peso, pois contém apenas 25 calorias e funciona como antitóxico e laxante.

 

7 - O gostinho da Castanha-do-Pará

 

Nativa da Floresta Amazônica, essa noz auxilia na prevenção de problemas cardíacos, é fonte de vitamina E e selênio, que colaboram para frear a produção de radicais livres. Ela é capaz de desacelerar o envelhecimento, reduzir o risco de doenças do coração, fortalecer a imunidade e prevenir o câncer.

 

8 - O saudável Iogurte

 

O valor desse alimento está nos 6 milhões de bactérias probióticas (benéficas à saúde) por mililitro. A sua ingestão é uma fonte de ajuda no crescimento das crianças. Mais ainda: o iogurte atenua as olheiras. Fora isso, equilibra a microflora intestinal, auxilia na absorção dos nutrientes, controla o colesterol, aumenta a absorção de cálcio pelo organismo, melhora a imunidade e previne infecções causadas por fungos.

 

9 - Os benefícios da Semente de linhaça

 

A semente de linhaça é a mais rica fonte de Ômega 3 existente na natureza. Por isso, abuse dela! Entre as suas ações, ela é capaz de prevenir doenças cardiovasculares, a pressão alta e a trombose, auxilia no desenvolvimento e crescimento das crianças, ativa o metabolismo, auxiliando a combater a obesidade; amenizaria os efeitos da TPM e os fogachos da menopausa; melhora a função do intestino e diminui o colesterol.

 

10 - A saborosa Uva

 

Rica em fibras e flavonóides, a uva tem propriedades laxativas e diuréticas, as uvas estimulam as funções do fígado, deixando você bem-disposta e com a pele mais bonita. Tem mais: além de serem boa fonte de vitamina C, ferro e potássio. Fortalece o sistema imunológico e as artérias, reduz câncer, derrame, perda da memória e doenças cardíacas, evita o envelhecimento precoce e possui substâncias antioxidantes, conhecidas como polifenóis, poderosos aliados no combate aos radicais livres.

 

Fonte: Portal iTodas

Novo antidepressivo preserva a libido e diminui a variação de peso

O remédio, que acaba de ser aprovado pela Anvisa, também exige prescrição médica cautelosa.

 

Eles são vistos como o remédio da moda: basta qualquer coisa dar errado e pimba! Há quem lance mão dos comprimidos de efeito mágico. É muito arriscado tomar antidepressivos por conta própria. Há efeitos colaterais de vários níveis, além de prejudicar a resposta do organismo a um tratamento prescrito pelo médico , afirma o psiquiatra Joel Rennó Jr, da Associação Americana de Psiquiatria.

 

Na entrevista a seguir, o médico detalha as diferenças entre os tipos de antidepressivos disponíveis hoje em dia, explica as mudanças nas fórmulas que diminuem a baixa na libido e o ganho de peso, além de alertar para a importância de um acompanhamento do especialista neste tipo de tratamento.

 

O melhor antidepressivo

 

O melhor antidepressivo não existe, mas sim aquele que se adaptou melhor ao seu organismo. Na libido, tanto os ISRS quanto os ISRSN podem interferir negativamente. A taxa de descontinuação por eventos adversos foi semelhante ao placebo (substância inócua) na desvenlafaxina, sendo os eventos mais relatados (maior ou igual a 5%) a náusea, vertigem, sudorese, constipação e diminuição do apetite. O ganho de peso e a disfunção sexual, que são dois importantes efeitos colaterais (principalmente pelo relato das mulheres), tiveram baixíssima incidência na desvenlafaxina. Portanto, a medicina atual tem se preocupado em descobrir novas moléculas que tenham eficácia superior aliada a um perfil de efeitos colaterais baixos ou administráveis ao longo do tratamento.

 

Tricíclicos

 

Os tricíclicos: ação sobre a serotonina e noradrenalina. Estão caindo em desuso devido seus efeitos colaterais muito pronunciados: diminuição da libido, bloqueio do orgasmo e prisão de ventre nos idosos. A retenção urinária também é comum, um problema grave nos homens com aumento de próstata. Outro cuidado com relação aos tricíclicos refere-se às interações medicamentosas e riscos de arritmias cardíacas em pessoas predispostas e com problemas significativos da condução elétrica do coração.

 

IMAOS

 

Os IMAOS são indicados para casos muito graves de depressão, porque possuem uma interação com certos alimentos devido à presença da tiramina, encontrada em queijos, condimentos e vinhos. Não devem ser utilizados, antes ou após os tricíclicos, sem um período de descanso. Alguns medicamentos e anestesias devem ser evitados durante o seu uso. Há pouca prescrição dessa classe de medicamentos na atualidade.

 

ISRS

 

Os ISRS, considerados de última geração, possuem efeitos colaterais menos pronunciados e têm ação mais direcionada na serotonina. Exemplos incluem a fluoxetina, sertralina, paroxetina, citalopram e escitalopram.

 

ISRSN

 

Os ISRSN, também de última geração, além de menos efeitos colaterais, agem na serotonina e noradrenalina. Costumam ser tão eficazes que os tricíclicos pelo duplo mecanismo de ação e possuem um perfil de efeitos colaterais similares ao dos ISRS. Exemplos são a duloxetina, a venlafaxina e a nova opção que é o succinato de desvenlafaxina (recém aprovado pelo FDA- agência que controla os medicamentos nos Estados Unidos) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária Brasileira). A desvenlafaxina é um metabólito ativo da venlafaxina.

 

Efeitos colaterais

 

Não existem medicamentos sem efeitos colaterais, nem mesmo os chamados naturais escapam. Alguns pacientes suportam bem essas reações ou sentem em menor intensidade. Antidepressivos de última geração (ISRS e ISRSN) dão menos eventos adversos. Quando surgem, os problemas ocorrem, geralmente, nos primeiros dias ou semanas de tratamento e costumam sumir depois disso.

 

Bebidas alcoólicas

 

O uso de álcool deve ser evitado na vigência de todos os antidepressivos. Até porque os reflexos podem ficar bastante prejudicados, causando dificuldades para atividades simples, como dirigir e trabalhar.

 

Poupando o fígado

 

O novo antidepressivo a ser lançado, a desvenlafaxina, é um ISRSN com uma estrutura diferente: o seu metabolismo é independente do complexo de enzimas do fígado conhecido como CYP2D6. Na prática, isso significa que a desvenlafaxina tem um baixo potencial de interação medicamentosa, uma grande vantagem para todos os pacientes que utilizam outros

 

Fonte: Portal Minha Vida

Seria a cerveja a causa da barriga saliente?

O nome já aponta o culpado: barriguinha de chopp. Mas será que este é realmente o vilão responsável pela gordura a mais na região abdominal?No entanto, o estudo não traz novidades para aqueles que são adeptos à "bebida com moderação". Pois, segundo a nutricionista, Lucinete Souza, a ingestão freqüente e exagerada de cerveja pode levar a um excesso de peso sim.

 

"A cerveja ingerida em excesso associada à falta de exercícios e uma alimentação incorreta colabora para uma barriga a mais, já que o acúmulo de gordura se concentra mais na região abdominal", esclarece ela.

 

Outro fator agravante é que o choppinho geralmente vem acompanhado de amendoim, batata frita, queijo ou outros petiscos bastante calóricos. Além disso, o efeito diurético do álcool contido na cerveja aumenta a produção de urina, favorecendo a eliminação de vitaminas e minerais, antes que eles sejam absorvidos pelo organismo.

 

A nutricionista diz que a dose recomendada de cerveja é de uma lata de 290 ml para as mulheres e duas para os homens, por dia. Esta quantidade não causa nenhum mal para a saúde e para o físico.

 

Outra dica dada por Lucinete são as versões light da bebida. "Uma lata de cerveja light possui 3 % de teor alcoólico e 77 calorias, já a cerveja comum tem 5% de teor alcoólico e 122 calorias", compara ela.

 

Sobre a "crucificação" da cerveja como o principal vilão da barriguinha saliente, a nutricionista explica que qualquer bebida alcoólica ingerida em excesso aumenta as calorias do dia-a-dia e pode fazer a pessoa engordar. O importante é saber dosar.

 

Confira a lista de calorias de algumas bebidas:

 

- Caipirinha sem açúcar (200 ml) = 126 calorias - Caipirinha com açúcar (200 ml) = 187 calorias - Champagne (100 ml) = 85 calorias - Licor (30 ml) = 116 calorias - Marguerita (50 ml) = 140 calorias - Martini (50 ml) = 135 calorias

 

Fonte: Minha Vida

Como escolher os alimentos para ter mais disposição

Encarar o expediente ou uma atividade física depois de saborear uma feijoada é praticamente impossível. Mas há outros alimentos mais "inocentes" que também são capazes de roubar nossa energia, como afirma a nutróloga Jane Corona, do Rio de Janeiro.

 

Autora de livros como "Fadiga Crônica" (DP&A Editora) e "Saboreando Mudanças" (Ed. Senac), ela afirma que, para certas pessoas, até um simples pãozinho e o café com leite podem ser causa de problemas digestivos e má disposição.

 

Não se trata de alergia, mas uma espécie de sensibilidade ao alimento que tem origem no intestino. Quando a mucosa está irritada, seja por estresse, ou pelo consumo de medicamentos, sua permeabilidade aumenta. O organismo passa, então, a absorver moléculas maiores, que normalmente passariam direto, e reage como se tivesse assimilado um corpo estranho. O processo pode ocorrer, por exemplo, com a lactose, o açúcar do leite, ou com o glúten, presente em pães, aveia e farináceos.

 

A nutróloga lembra que alimentos muito açucarados também podem provocar cansaço e desânimo. Embora a glicose seja fonte de energia, o exagero provoca o efeito inverso. "O corpo estoca a energia que não foi usada em forma de gordura, mas, até que isso aconteça, há uma série de reações químicas que resultam na produção de álcool", esclarece. O resultado é irritação, cansaço e uma sensação de torpor.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Os Perigos do Jejum e dos Transtornos Alimentares

A Mística Prática do Jejum

 

Durante o Ramadã, o nono mês do ano no calendário muçulmano, os fiéis realizam jejum diariamente entre o alvorecer e o pôr-do-sol. O Yom Kipur (dia do perdão) na tradição judaica, representa o dia em que Deus julga os pecados de cada um e dá sua sentença. É também o dia em que os judeus praticam o jejum. Católicos e evangélicos também utilizam a prática para manifestar sua fé. A partir destas práticas, surge um mito de que o jejum concretamente purifica o organismo.

 

Apesar dos profissionais de saúde concordarem que a liberdade de culto religioso deve ser mantida e a simbologia litúrgica respeitada, o jejum não é recomendado na rotina diária. Segundo Dr. Adriano Segal, coordenador do ambulatório de obesidade do Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares) do Hospital das Clínicas em São Paulo, o erro está em transformar uma manifestação simbólica em uma indicação de melhora de saúde. "Isto não procede: jejum não purifica o organismo. Para algumas pessoas (por exemplo, diabéticas, muito idosas, com alguma debilitação física importante, que usam medicação com horários fixos), chega-se a contra-indicar estas práticas, mesmo no contexto religioso, devido a riscos importantes que acarreta para a saúde", explica o médico.

 

Para ele, quando há a necessidade de jejum, a orientação é feita de uma maneira individualizada e de acordo com a situação específica. "O jejum não traz vantagens para o organismo e, de fato, sua realização de rotina deve ser evitada, a não ser em casos específicos (como realização de cirurgia que necessite de certos tipos de anestesia, coleta de exames, rituais religiosos e outros)", completa Segal.

 

O Que Ocorre Com o Organismo Durante o Jejum Prolongado?

 

Aos poucos, as reservas de glicose do organismo vão se esgotando e outras fontes de energia, como proteínas e gordura, passam a ser utilizadas para que o organismo se mantenha vivo. Quanto mais longo for o jejum, mais gordura e proteínas vão sendo consumidas. "O humor se altera (a pessoa passa a ficar mais irritável), o hálito fica ruim, a pessoa pode ter crises de hipoglicemia (que podem ser graves), a taxa metabólica diminui, entre outras alterações", explica Sílvia Franciscato Cozzolino, professora de nutrição humana da Faculdade de Ciências Biomédicas da USP.

 

Dentro de um longo período, uma alteração grave pode ser a chamada hipoglicemia rebote, ou seja, a pessoa pára de produzir insulina, pela não ingestão de carboidratos. Quando o jejum é interrompido, há uma elevada secreção de insulina, às vezes maior do que a necessária, levando à hipoglicemia. "Quanto mais tempo o indivíduo fica sem comer, mais se acostuma à privação. Depois de um jejum prolongado, não é possível, da noite para o dia, voltar a comer na mesma quantidade de antes. É preciso ter uma readaptação paulatina", conclui Sílvia.

 

Mas até que ponto o organismo agüenta ficar em jejum? "Em média, podemos dizer que um paciente agüenta ficar sem comer por 60 dias", afirma Adriano Segal. "Teoricamente, uma pessoa de 70 kg tem subsídios energéticos para agüentar um jejum por 90 dias. Mas ninguém chega a esse ponto, porque acontecem outros problemas antes disso", explica o especialista.

 

Esses problemas são principalmente as infecções. Inicialmente, o organismo tira do fígado a glicose. O órgão armazena o glicogênio, que é uma espécie de reserva de glicose, que dura para um jejum de 12 horas. O organismo também tira energia da gordura do tecido adiposo, o que posteriormente pode provocar formação de substâncias tóxicas para o organismo, e do tecido muscular. Porém, com todos esses mecanismos, cai a resistência do paciente, que fica mais sujeito a infecções. "Com o corpo debilitado e um quadro de infecção, a pessoa pode morrer. O paciente, após um jejum prolongado, pode vir a ter problemas no pulmão ou no sistema nervoso, por exemplo", explica Segal.

 

Em pessoas com anorexia nervosa e outros transtornos alimentares, quadros depressivos e ansiosos estão diretamente associados à prática do jejum. Uma das alterações que ocorrem em pessoas predispostas a estas doenças é a realização de refeições desproporcionalmente grandes, com a sensação de perda de controle sobre o quanto e o que se come (os chamados episódios de comer compulsivo). Assim, para pacientes obesos, jejuns de mais de 4 horas são contra-indicados, a não ser, em situações específicas.

 

Transtornos Alimentares: Doenças da Ditadura do Corpo Ideal

 

A anorexia nervosa é, sem dúvida, o mal das mulheres do final do século 20. Os homens são apenas 5% dos pacientes. São tantas as mulheres que sofrem da doença, que os ambulatórios do Hospital das Clínicas e do Hospital São Paulo estão sempre lotados, recusando pacientes. Não há estatísticas precisas, mas sabe-se que cerca de 20% das anoréxicas morrem. "A doença pode começar de uma hora para outra. A pessoa acha que está gorda e começa a fazer regime. No começo, ela tem apetite, mas se força para não comer. Depois de algum tempo de jejum, não sente mais fome e recusa qualquer alimentação", diz o psiquiatra Táki Cordás, coordenador-geral do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas.

 

A inocente dieta inicial vai se tornando, aos poucos, idéia fixa. A mulher perde peso rapidamente, mas não se contenta. Olha-se no espelho e encontra culotes e celulites invisíveis aos outros. Recusa também conselhos de parentes e amigos e, apesar de magra, mantém uma hiperatividade.

 

Depois de alguns meses, ultrapassa a chamada "barreira da fome": quando o estoque de energia começa a baixar, sentimos fome, ficamos agitados, ansiosos por comida. A anoréxica suporta essa fome e desencadeia um processo interno. O corpo começa então a "economizar" tudo, diminuindo o gasto de energia: produz menos calor (sente frio o dia todo); queima gordura em grande quantidade, produzindo muita cetona (o hálito fica ruim) e a menstruação começa a falhar (ausência de pelo menos três ciclos consecutivos). A fraqueza aparece: há cãibras nas pernas, sudoreses, apatia, o cabelo cai e as unhas tornam-se quebradiças. Em geral, quando chega a esse ponto, a anoréxica precisa ser internada para receber alimentação parental e evitar a morte. "Em 90% das vezes, é a família quem interna. Os parentes percebem algo errado e não agüentam mais as brigas. A pessoa muda completamente de personalidade", afirma o psiquiatra.

 

O tratamento da doença pode ser tão sofrido quanto o de um dependente de drogas. Na anorexia nervosa, o nível de beta-endorfina, substância que provoca bem-estar, aumenta, podendo subir até 50 vezes acima do normal. "Quando você começa a alimentar uma pessoa que está anoréxica há muito tempo, esse nível de endorfina cai, e ela perde a sensação de bem-estar, sente muita angústia. É como se ela fosse viciada na própria endorfina que o corpo produziu", diz Freddy Eliaschewitz, chefe do Departamento de Endocrinologia do Hospital Heliópolis. Além disso, há o pânico de engordar. "É muito difícil fazer a paciente aceitar comida no início. Há mulheres que chegam com 27 kg e com medo de engordar", afirma o médico.

 

Na primeira fase, a paciente precisa ser hidratada, porque a maioria já parou de beber líquidos com medo de engordar. É difícil tratar a anorexia. As pacientes, em geral, precisam chegar ao fundo do poço para começar a melhorar. Isso significa passar bem perto da morte, perder 40% do peso e mal conseguir ficar de pé. Com o tratamento, a maioria engorda e volta a menstruar, mas muitas continuam obcecadas com o peso. De acordo com os especialistas, é difícil haver cura total.

 

Fonte: Uol

Exercícios aeróbicos podem rejuvenescer em mais de 10 anos, diz estudo

Manter a forma física praticando exercícios aeróbicos durante a meia idade e até mais tarde pode retardar o processo de envelhecimento em mais de uma década e prolongar a vida independente, segundo revisão estudos realizado pela Universidade de Toronto, no Canadá.

 

De acordo com os autores, a prática regular de exercícios aeróbicos melhora a habilidade do organismo de recolher e usar o oxigênio, que declina com o envelhecimento.

 

O trabalho mostra que sete estudos indicavam que exercícios físicos, especialmente os mais intensos e de longa duração, aumentam o poder aeróbico em aproximadamente 25%, o equivalente a reverter 12 anos de envelhecimento relacionado à perda da forma física. Os autores destacam que esse tipo de exercícios é essencial para a manutenção da saúde e da qualidade de vida de pessoas mais velhas.

 

Fonte: Blog Saúde 25/04/08