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Novo antidepressivo preserva a libido e diminui a variação de peso

O remédio, que acaba de ser aprovado pela Anvisa, também exige prescrição médica cautelosa.

 

Eles são vistos como o remédio da moda: basta qualquer coisa dar errado e pimba! Há quem lance mão dos comprimidos de efeito mágico. É muito arriscado tomar antidepressivos por conta própria. Há efeitos colaterais de vários níveis, além de prejudicar a resposta do organismo a um tratamento prescrito pelo médico , afirma o psiquiatra Joel Rennó Jr, da Associação Americana de Psiquiatria.

 

Na entrevista a seguir, o médico detalha as diferenças entre os tipos de antidepressivos disponíveis hoje em dia, explica as mudanças nas fórmulas que diminuem a baixa na libido e o ganho de peso, além de alertar para a importância de um acompanhamento do especialista neste tipo de tratamento.

 

O melhor antidepressivo

 

O melhor antidepressivo não existe, mas sim aquele que se adaptou melhor ao seu organismo. Na libido, tanto os ISRS quanto os ISRSN podem interferir negativamente. A taxa de descontinuação por eventos adversos foi semelhante ao placebo (substância inócua) na desvenlafaxina, sendo os eventos mais relatados (maior ou igual a 5%) a náusea, vertigem, sudorese, constipação e diminuição do apetite. O ganho de peso e a disfunção sexual, que são dois importantes efeitos colaterais (principalmente pelo relato das mulheres), tiveram baixíssima incidência na desvenlafaxina. Portanto, a medicina atual tem se preocupado em descobrir novas moléculas que tenham eficácia superior aliada a um perfil de efeitos colaterais baixos ou administráveis ao longo do tratamento.

 

Tricíclicos

 

Os tricíclicos: ação sobre a serotonina e noradrenalina. Estão caindo em desuso devido seus efeitos colaterais muito pronunciados: diminuição da libido, bloqueio do orgasmo e prisão de ventre nos idosos. A retenção urinária também é comum, um problema grave nos homens com aumento de próstata. Outro cuidado com relação aos tricíclicos refere-se às interações medicamentosas e riscos de arritmias cardíacas em pessoas predispostas e com problemas significativos da condução elétrica do coração.

 

IMAOS

 

Os IMAOS são indicados para casos muito graves de depressão, porque possuem uma interação com certos alimentos devido à presença da tiramina, encontrada em queijos, condimentos e vinhos. Não devem ser utilizados, antes ou após os tricíclicos, sem um período de descanso. Alguns medicamentos e anestesias devem ser evitados durante o seu uso. Há pouca prescrição dessa classe de medicamentos na atualidade.

 

ISRS

 

Os ISRS, considerados de última geração, possuem efeitos colaterais menos pronunciados e têm ação mais direcionada na serotonina. Exemplos incluem a fluoxetina, sertralina, paroxetina, citalopram e escitalopram.

 

ISRSN

 

Os ISRSN, também de última geração, além de menos efeitos colaterais, agem na serotonina e noradrenalina. Costumam ser tão eficazes que os tricíclicos pelo duplo mecanismo de ação e possuem um perfil de efeitos colaterais similares ao dos ISRS. Exemplos são a duloxetina, a venlafaxina e a nova opção que é o succinato de desvenlafaxina (recém aprovado pelo FDA- agência que controla os medicamentos nos Estados Unidos) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária Brasileira). A desvenlafaxina é um metabólito ativo da venlafaxina.

 

Efeitos colaterais

 

Não existem medicamentos sem efeitos colaterais, nem mesmo os chamados naturais escapam. Alguns pacientes suportam bem essas reações ou sentem em menor intensidade. Antidepressivos de última geração (ISRS e ISRSN) dão menos eventos adversos. Quando surgem, os problemas ocorrem, geralmente, nos primeiros dias ou semanas de tratamento e costumam sumir depois disso.

 

Bebidas alcoólicas

 

O uso de álcool deve ser evitado na vigência de todos os antidepressivos. Até porque os reflexos podem ficar bastante prejudicados, causando dificuldades para atividades simples, como dirigir e trabalhar.

 

Poupando o fígado

 

O novo antidepressivo a ser lançado, a desvenlafaxina, é um ISRSN com uma estrutura diferente: o seu metabolismo é independente do complexo de enzimas do fígado conhecido como CYP2D6. Na prática, isso significa que a desvenlafaxina tem um baixo potencial de interação medicamentosa, uma grande vantagem para todos os pacientes que utilizam outros

 

Fonte: Portal Minha Vida

Evite os 5 erros mais comuns no uso de antibióticos

Os perigos estão na combinação com outros remédio e até na falha entre as doses

 

Nem todo mundo trata o assunto com a seriedade que ele merece. Ao contrário, tem gente que engole antibiótico como se fossem jujubas. Qualquer dor de cabeça basta para correr à farmácia e pedir uma caixa daquele remédio que alguém na família tomou, com sucesso. Um tiro no pé. Antibiótico precisa de prescrição médica rigorosa. Existem várias fórmulas para combater a mesma doença, e só médico sabe a mais adequada , afirma o infectologista Jorge Amarante, do Hospital Samaritano.

 

A seguir, o especialista aponta os erros mais comuns nesse tipo de tratamento, revela os perigos relacionados a cada um deles e indica como proceder em situações de surpresa, como o esquecimento de uma dose ou o aparecimento de alergias.

 

Parar o tratamento no meio

 

As infecções mais comuns (garganta, ouvido e pele) pedem de cinco a sete dias de tratamento, com doses a cada oito horas. O problema é que os resultados do remédio aparecem logo nas primeiras doses, e muita gente acha que já pode dispensá-lo. Um erro grave, porque a doença não é curada. Morrem apenas as bactérias menos resistentes, as mais fortes persistem e, pior, tornam-se imunes ao medicamento , afirma o infectologista do Hospital Samaritano.

 

Esquecer a hora de tomar o remédio

 

O intervalo entre as doses é calculado de acordo com a chamada meia-vida do remédio (tempo em que a concentração dele cai pela metade na corrente sangüínea). Uma dose ingerida antes da hora pode causar intoxicação ou, simplesmente, pode não ser absorvida pelo organismo , afirma o especialista. Já quando você se esquece de tomar o medicamento, pode sofrer com a volta dos sintomas. Converse com o seu médico sobre a melhor maneira de agir caso isso aconteça. Em alguns casos, é melhor tomar dois comprimidos de uma vez. Já, em outros, é melhor continuar o tratamento, incluindo a dose esquecida no final.

 

Tomar antibiótico sem prescrição

 

O erro é grave com qualquer medicamento. Mas, com os antibióticos, o perigo é dobrado. Há vários riscos envolvidos: alergia, intoxicação e, por fim, o não tratamento da doença. Doenças virais não são combatidas com antibióticos. Além disso, tomar os medicamentos à toa acaba afetando as bactérias naturais do nosso corpo e, muitas vezes, elas tornam-se nocivas e passam a causar doenças.

 

Combinar medicamentos

 

Sem orientação médica, não pense sequer em tomar analgésicos junto a um antibiótico. Na situação menos grave, você vai se contorcer com dores no estômago. E, nos piores casos, temos a chamada hepatite medicamentosa. O fígado é intoxicado com tanta medicação e precisamos suspender o tratamento, iniciando outro , afirma o médico.

 

Forrar o estômago

 

Cruzar a hora da medicação com as refeições é um problema. Isso porque, com a digestão, o organismo demora mais a absorver o remédio. O ideal mesmo é tomar o antibiótico duas horas antes de comer. E faça isso com água, não com leite. Alguns remédios são mais bem aproveitados na presença de leite, mas é melhor perguntar ao seu médico se este é o caso , recomenda o especialista.

 

Fonte: Portal Minha Vida