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Intervenções simples em escolas ajudam a combater a obesidade infantil

Medidas simples, como aumentar o nível de atividade física nas escolas e oferecer orientação nutricional às crianças, podem reduzir significativamente os índices de obesidade infantil. É o que mostra uma experiência feita em Criciúma, em Santa Catarina, apresentada nesta quinta-feira no simpósio "Estilos de Vida Saudável, Gente Saudável: Revisão de Programas de Intervenção e Ciência na América Latina", em Itu, no interior de São Paulo.

 

Intitulado "Crescendo com Saúde", o projeto envolveu 130 alunos de três escolas públicas, de 6 a 11 anos. Durante sete meses, eles participaram de um programa de atividade física orientada, por 50 minutos, duas vezes por semana. Os exercícios, aplicados em circuitos ao ar livre, foram elaborados em parceria com o Instituto Cooper, dos Estados Unidos.

 

Uma vez por semana, as crianças também receberam orientação nutricional. "Elas aprenderam sobre o teor dos alimentos e sua importância para a saúde", conta a pediatra Loraine Storch Meyer da Silva, coordenadora do estudo e doutoranda pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Outros 130 estudantes, com o mesmo perfil, foram acompanhados durante o período, sem que nenhuma intervenção fosse feita. No grupo que participou do programa, 34,3% das crianças apresentavam obesidade antes das atividades começarem, índice que caiu para 26,9% após as 28 semanas. No grupo de controle, o percentual de alunos obesos, de 30%, permaneceu praticamente inalterado.

 

O estudo também avaliou o impacto das intervenções no padrão alimentar dos estudantes. Para isso, foi utilizado como base o conceito da pirâmide alimentar. No grupo que fez parte do programa, o padrão considerado satisfatório saltou de 59,3% para 75%. No controle, passou de 49,2% para 53,1%.

 

A pesquisadora ainda mediu o tempo gasto pelas crianças em frente à TV e ao computador. Com as novas atividades, o período caiu de 4,1 horas por dia para 3,3. No grupo de comparação, subiu de 49,2% para 53,1%.

 

"O ambiente é essencial para deflagrar a obesidade e é nele que precisamos interferir, já que há muito pouco a se fazer em relação aos aspectos genéticos e metabólicos", comenta o pediatra e professor da Unifesp Mauro Fisberg, orientador do estudo e coordenador do evento.

 

No simpósio, foram apresentados resultados de outros projetos do gênero, nacionais e internacionais, que envolveram ações localizadas, como a orientação em supermercados, e outras mais amplas, como a implantação de ciclovias. "Todos esses programas são facilmente aplicáveis e têm baixo custo; só é preciso que sejam assumidos por alguma instituição, governo ou escola", diz.

 

Estudos mostram que cerca de 10% das crianças e dos adolescentes entre 5 e 17 anos de idade de todo o planeta estão acima do peso, dos quais em torno de 2% a 3% são obesos.

 

Dados recentes do projeto Nutri Brasil Infância, dirigido por pesquisadores de universidades brasileiras em todas as regiões do país, mostram que uma em cada quatro crianças menores de 5 anos apresenta excesso de peso e 11% apresentam obesidade.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Taxa de diabetes cresce mais de 90% nos EUA, alertam especialistas

As taxas de novos casos de diabetes tipo 2 aumentou em 90% desde o ano de 1997 nos Estados Unidos, segundo dados dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) publicados nesta semana. E, de acordo com os especialistas, os principais responsáveis por esse aumento foram a crescente obesidade e o sedentarismo.

 

Baseado em dados de 33 estados, o estudo indica que os novos casos diagnosticados aumentaram para 9,1 por mil pessoas anualmente no período entre 2005 e 2007, contra 4,8 por mil entre os anos de 1995 e 1997. E os estados do sul, região com maior porcentagem de obesos na população (27,3%), são aqueles que apresentam as maiores taxas de diabetes.

 

Segundo outro estudo, os riscos de diabetes podem ser reduzidos em 58%, em três anos, apenas com a perda de 5% a 10% do peso e com 30 minutos diários de atividade física moderada cinco dias na semana.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Bairros com muitas áreas verdes reduzem risco de obesidade, diz estudo

Viver em bairros com muitas áreas verdes reduz o risco de crianças e jovens desenvolverem obesidade, diz um estudo realizado por três universidades norte-americanas publicado hoje na revista "American Journal of Preventive Medicine".

 

Os pesquisadores usaram as informações registradas nos serviços de atendimento primário de saúde de Indianápolis (EUA) e compararam as mudanças de peso de 3,8 mil crianças e jovens entre três e 16 anos ao longo de dois anos em relação às áreas cobertas de vegetação em seus bairros, medidas graças a imagens de satélite.

 

Desta forma, comprovaram que os que vivem em bairros urbanos com muitas áreas verdes sofreram menos mudanças em seu índice de massa corporal neste período de tempo.

 

Os autores dizem que ter um parque, uma praça ou qualquer outro lugar aberto próximo de casa promove a brincadeira e a atividade física. Os benefícios de viver rodeado por espaços verdes não se limitam ao peso.

 

A doutora Janice F. Bell, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), e co-autora do estudo, diz que pesquisas anteriores provaram que entre crianças e jovens os efeitos positivos sobre a saúde incluem uma melhor função cognitiva e uma redução dos sintomas do transtorno por falta de atenção.

 

Bell afirma que seria ideal a participação de urbanistas, arquitetos, geógrafos, psicólogos e especialistas em saúde pública nas futuras pesquisas neste campo. Também diz que deve ser levado em conta como a população mais jovem vive e brinca nos locais urbanos.

 

Fonte: Folha Online

Estudo liga hábito de comer rapidamente à obesidade

Comer muito rapidamente pode ser o suficiente para quase dobrar o risco de uma pessoa ser obesa, segundo um estudo de pesquisadores japoneses.

 

Cientistas da Universidade de Osaka analisaram os hábitos alimentares de cerca de 3 mil pessoas e relataram os resultados no "British Medical Journal".

 

O estudo examinou a relação entre a velocidade na hora de comer, a sensação de estar "cheio" e estar acima do peso.

 

Quase metade dos voluntários disse que tinha a tendência de comer rapidamente.

 

Comparados com quem não comia rapidamente, os homens com esse hábito tinham 84% mais chances de estar acima do peso, e as mulheres tinham duas vezes mais chances.

 

Além disso, aqueles que, além de comer rapidamente, tinham a tendência de comer até se sentirem "cheios", tinham mais que o triplo de risco de estar acima do peso.

 

'Sinais do estômago'

 

O professor Ian McDonald, da Universidade de Nottingham, disse que há várias razões pelas quais comer rapidamente pode contribuir para a obesidade.

 

Segundo ele, o hábito pode interferir com o sistema de sinalização que diz ao cérebro para parar de comer porque o seu estômago está cheio.

 

"Se você come rapidamente, você está enchendo o seu estômago antes que essa sinalização ocorra", afirmou.

 

Jason Halford, diretor da Kissileff Human Ingestive Behaviour Laboratory da Universidade de Liverpool, disse que a maneira como comemos está cada vez mais sendo vista como uma área-chave em pesquisas sobre obesidade, especialmente desde a publicação de estudos destacando a existência de uma variante genética ligada à "sensação de estar cheio".

 

Um estudo de Halford, publicado recentemente no "Journal of Psychopharmacology", concluiu que um remédio usado contra a obesidade funcionava ao desacelerar o ritmo no qual pacientes obesos comiam.

 

"O que a pesquisa japonesa mostrou é que as diferenças de hábitos alimentares entre indivíduos levam ao consumo exagerado e estão relacionados à obesidade", afirmou.

 

"Outras pesquisas encontraram evidência de que isso acontece na infância, sugerindo que esses hábitos podem ser herdados ou aprendidos bem cedo", completou.

 

Ele disse, no entanto, que ainda não há evidência de que tentar diminuir o ritmo das refeições das crianças pode ter um impacto em níveis de obesidade no futuro.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Identificado hormônio que pode ajudar no tratamento da obesidade

Cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard identificaram nos ratos um novo tipo de hormônio que pode ajudar no tratamento de dois transtornos relacionados com a obesidade: resistência à insulina e acumulação de gordura no fígado.

 

A pesquisa, que será publicada na próxima edição da revista "Cell", analisou centenas de lipídios presentes no sangue, no tecido adiposo, no músculo e no fígado dos ratos, e a lipoquina foi identificada em todos eles.

 

Este hormônio, produzido por lipídios, foi descoberto recentemente e ainda não se sabia de que molécula se tratava. Agora, a equipe comandada pelo professor Gökhan Hotamisligil conseguiu identificar que o hormônio - C16:1n7-palmitoleate - é fabricado pelas células adiposas e que viaja através da corrente sanguínea para o músculo e para o fígado.

 

Nestes tecidos, o hormônio ajuda a aumentar a sensibilidade à insulina (necessária para que a glicose no sangue entre nas células) e a bloquear a acumulação de gordura no fígado.

 

Além disso, o palmitoleato também detém a inflamação, um processo que, segundo estudos prévios realizados por Hotamisligil e outros colaboradores, seria um fator importante para o desenvolvimento de doenças metabólicas.

 

Para realizar estes experimentos, os cientistas utilizaram ratos transgênicos incapazes de depositar a gordura da comida. Isso explica o fato de que a gordura armazenada por estes animais no tecido adiposo era a mesma produzida por eles.

 

Os pesquisadores observaram que essa gordura intensificava o sinal do hormônio recebido pelo músculo e pelo fígado, melhorando a sensibilidade à insulina e à absorção de nutrientes.

 

Os ratos manipulados geneticamente tiveram melhores resultados seguramente devido aos efeitos benéficos do palmitoleato sobre o controle do metabolismo. Eles não desenvolveram diabetes nem doenças cardíacas e também não acumularam gordura no fígado, embora estivessem submetidos a uma dieta rica em gorduras.

 

Apesar dos resultados do estudo, eles estão longe de serem aplicados em seres humanos, pois ainda se deve comprovar se o efeito do palmitoleato é tão importante em nós como nos ratos.

 

A equipe do professor Hotamisligil acredita que, se for assim, o hormônio pode ser usado para tratar ou prevenir essas doenças.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Prática de exercícios pode anular gene da obesidade, diz estudo

A prática de exercícios pode anular os efeitos de uma mutação genética associada à obesidade, segundo um estudo da Universidade de Maryland publicado nesta semana na revista especializada "Archives of Internal Medicine".

 

Recentemente, foi demonstrada uma forte relação entre a alta massa corporal e variantes de um gene em particular, conhecido como FTO (o gene de massa de gordura e obesidade associadas).

 

Aqueles que carregam duas cópias do FTO têm mais chances de se tornarem obesos, mas o estudo realizado entre 704 integrantes da comunidade amish dos Estados Unidos demonstrou que um estilo de vida ativo parece reduzir este risco.

 

O grupo foi escolhido por ser considerado geneticamente "puro", o que permite o rastreamento de seus antepassados por até 14 gerações - até os primeiros colonizadores europeus que, no século 18, migraram para os Estados Unidos.

 

Mutações

 

As mutações associadas à obesidade estão presentes em 30% das populações européias. Apesar de a dieta e o estilo de vida também influenciarem no peso, não se sabe exatamente como elas interagem com os genes.

 

Diversas variações genéticas já foram ligadas à obesidade, mas nenhuma é, por si só, responsável por isso. A variação mais comum, entretanto, é a do FTO - estima-se que metade da população européia carregue pelo menos uma cópia do gene.

 

Não se sabe exatamente como ele influencia o ganho de peso, mas alguns cientistas sugerem que ele pode ter um papel no apetite de um indivíduo.

 

Neste estudo, os movimentos dos voluntários foram medidos através de um "acelerômetro" durante uma semana.

 

Os cientistas concluíram que, apesar de a esperada ligação entre a mutação do FTO e o alto índice de massa corporal ter sido encontrada entre os voluntários menos ativos fisicamente, a mutação não teve efeito entre os indivíduos que apresentavam altos níveis de atividades físicas - o equivalente a três ou quatro horas diárias de atividades moderadamente intensas.

 

"Os nossos resultados sugerem fortemente que o aumento do risco de obesidade por conta de suscetibilidades genéticas pode ser anulado através de atividades físicas", disse o médico Soren Snitker, que liderou a pesquisa.

 

"Alguns desses genes que parecem causar obesidade no nosso ambiente moderno podem não ter tido esse efeito alguns séculos atrás, quando a vida da maioria das pessoas era semelhante à dos atuais fazendeiros da comunidade amish."

 

Fonte: Ciência e Saúde

Obesidade 'nem sempre faz mal à saúde'

Dois estudos publicados nesta segunda-feira pela revista especializada Archives of Internal Medicine afirmam que nem toda obesidade significa problemas de saúde, e que é possível ser obeso e saudável.

 

Segundo um dos estudos, liderado pelo médico Norbert Stefan, da Universidade de Tubingen, na Alemanha, é possível ser obeso mas não apresentar resistência à insulina nem sinais de arterioesclerose precoce - que sinalizariam problemas cardíacos e risco de diabetes do tipo 2.

 

No estudo, Stefan e sua equipe analisaram a gordura de 314 pessoas, divididas em quatro grupos: com peso normal, acima do peso (com índice de massa corporal até 29,9), obesos sensíveis à insulina e obesos resistentes à insulina.

 

Os cientistas mediram a gordura corporal, visceral, (em torno do abdômen) e subcutânea, com exames de ressonância magnética, e ainda mediram os níveis de gordura no fígado e nos músculos.

 

Eles concluíram que, enquanto a gordura abdominal é um forte indicativo de resistência à insulina (um dos sinais de risco da diabetes) nos pacientes de peso normal, ou acima do peso, ela não tem tanta importância para determinar os riscos dos pacientes obesos.

 

Enquanto que os dois grupos de obesos apresentavam semelhantes níveis de gordura abdominal, o grupo resistente à insulina apresentou níveis de gordura muscular e no fígado muito mais altos do que os obesos sensíveis à insulina, que não apresentam maiores riscos de saúde.

 

Saudáveis

 

Os cientistas concluíram ainda que entre os obesos sensíveis à insulina, o nível de sensibilidade era equivalente ao dos pacientes com peso normal. Os dois grupos apresentaram também equivalentes espessuras das paredes de suas artérias, afirmando que existe um fenótipo de obesidade benigna.

 

Stefan afirma que não defende a obesidade, mas sim um exame mais detalhado dos obesos, que meça a gordura no fígado e nos músculos, para identificar os riscos reais.

 

No outro estudo, a equipe liderada pela médica Rachel Wildman, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, estudou dados de 5.440 pacientes com fenótipos diferentes para medir até que ponto a gordura é fator determinante de problemas de saúde.

 

O estudo analisou dados coletados entre 1999 e 2004 de pessoas com peso normal, acima do peso e obesas, com e sem anomalias cardio-metabólicas (que incluem pressão alta, nível elevado de triglicerídeos e o chamado "bom colesterol").

 

Os resultados mostraram que 23,5% dos adultos de peso normal apresentavam anomalias, enquanto que 51,3% dos adultos acima do peso e 31,7% dos obesos eram saudáveis "metabolicamente".

 

Entre os fatores associados aos problemas de saúde dos adultos com peso normal, estavam a idade avançada, baixos níveis de atividade física e maior circunferência da cintura. Os pacientes obesos e acima do peso que não apresentavam problemas metabólicos tendiam a ser mais jovens, de etnia negra, mas não hispânica, com altos níveis de atividade física e menor circunferência da cintura.

 

Segundo o estudo, o resultado mostra que há uma proporção considerável de adultos obesos e acima do peso considerados saudáveis, ao mesmo tempo em que uma considerável proporção de adultos de peso normal apresenta problemas de saúde normalmente ligados à obesidade.

 

A cientista afirma que "são necessários novos estudos sobre mecanismos comportamentais, hormonais, bioquímicos e genéticos que estão por trás dessas diferentes respostas metabólicas ao tamanho do corpo", e poderão, no futuro, ajudar na criação de métodos para identificar pacientes em risco.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Estudo associa falta de sono e uso excessivo de internet e álcool à obesidade

Meninas e mulheres jovens que passam muito tempo na internet, dormem pouco e consomem álcool regularmente são mais propensas à obesidade, segundo estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”.

 

Avaliando mais de 5 mil garotas com idades entre 14 e 21 anos, os pesquisadores descobriram que, quanto mais tempo livre na internet, maior era o aumento do índice de massa corporal. E um padrão similar foi observado para o consumo de álcool e para a falta de sono. Eles destacaram que os efeitos em um ano eram modestos – por exemplo, uma garota de 19 anos com IMC médio ganharia 1,8 kg se estivesse no grupo de maior risco. Porém, com o tempo, esse aumento de peso poderia ser perigoso.

 

Eles explicam que o tempo gasto no computador representa menos tempo de atividade física; a falta de sono deixa as pessoas cansadas e menos propensas a exercícios, além de afetar hormônios associados ao ganho de peso; e beber representa maior consumo de calorias.

 

Fonte: Blog boa saúde

Estudo diz que exercício aeróbico pode diminuir apetite

Um grupo de voluntários com excesso de peso que fez exercícios aeróbicos durante três meses teve, além de uma diminuição de gordura corporal, uma ingestão menor de calorias vinculada a uma redução do apetite, conforme indicou um estudo apresentado hoje nos Estados Unidos.

 

Uma equipe de pesquisas do Hospital das Clínicas da Universidade do Chile, em Santiago, apresentou os resultados do estudo hoje na 90ª Reunião Anual da Sociedade de Endocrinologia, em San Francisco.

 

A diminuição na ingestão de calorias e a redução no índice de massa corporal estão vinculadas, segundo estes os pesquisadores, a níveis mais altos de uma proteína chamada fator neurotrófico cerebral (BDNF, na sigla em inglês).

 

Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, Verónica Araya, a função principal desta proteína é a promoção do crescimento e da sobrevivência das células nervosas.

 

Porém, a informação mais recente obtida na pesquisa mostra, além disso, que a proteína está relacionada com a obesidade e o metabolismo, o que fez com que os médicos suspeitassem que poderia suprimir o apetite.

 

A equipe avaliou os níveis de proteína no sangue antes e após um programa de exercícios aeróbicos de três meses que teve participação de sete homens e oito mulheres, com idades entre 26 e 51 anos, que tinham excesso de peso ou eram obesos.

 

No começo das experiências, os participantes foram perguntados sobre sua ingestão de calorias e foi pedido que continuassem comendo como faziam anteriormente.

 

Os participantes não sabiam que um dos objetivos do estudo era a avaliação de mudanças na quantidade de comida ingerida.

 

Ao término do estudo, os voluntários apresentavam um índice mais baixo de massa corporal, uma redução da circunferência da cintura e da pressão sanguínea.

 

Além disso, os participantes disseram que passaram a consumir menos calorias que no começo do estudo.

 

Ao longo dos três meses aumentaram enormemente os níveis da proteína BDNF.

 

Segundo Araya, quanto mais alta era esta concentração, mais tinha diminuído a ingestão de calorias e maior era a perda de peso.

 

Dessa maneira, os pesquisadores chegaram à conclusão de que é possível que o aumento de BDNF suprima o apetite.

 

Fonte: Yahoo

Segundo nutricionistas, é preciso comer para emagrecer

Quem leu ou viu "O Senhor dos Anéis" pode se recordar da mania dos hobbits de comer seis refeições por dia. E não é que eles estavam certos? Os nutricionistas garantem: passar fome não emagrece ninguém, pelo menos não a longo prazo. Isso porque, quando o organismo fica muito tempo sem comida, começa a reter gordura, como um mecanismo de defesa. Para ficar com o corpo em forma, sem prejudicar a saúde, o certo é comer de três em três horas, dividindo as calorias que se pode consumir em frações. Entre as refeições principais - café da manhã, almoço e jantar -, o ideal é vigiar o relógio para ingerir nem que seja uma fruta ou um pedaço de queijo nos intervalos.

 

"O órgão que comanda tudo é o cérebro, e este não consegue usar a energia de algo que foi ingerido há mais de três horas", explica a nutricionista Denise Madi Carreiro, autora de "Alimentação, Problema e Solução para Doenças Crônicas". Quando as refeições ficam muito espaçadas, o cérebro começa a alterar funções e libera cortisol, o chamado hormônio do estresse. Aumenta, assim, a resistência à insulina e uma das conseqüências é a retenção de gordura como um mecanismo de sobrevivência.

 

Outro resultado do jejum prolongado é que o organismo começa a consumir proteínas, essenciais para equilibrar os sistemas mental e emocional. Segundo a nutricionista, esta e outras alterações do metabolismo podem causar problemas como ansiedade, insônia, gases, intestino preso, episódios repetidos de candidíase (doença ginecológica provocada por fungo) e queda do sistema imunológico. As alterações hormonais podem incluir até a interrupção da menstruação.

 

Nas "dietas de fome", a pessoa emagrece no começo porque perde líquido ou as proteínas, mas não gordura. "Se ficar sem comer resolvesse, a obesidade não seria o principal problema de saúde pública do mundo", afirma Denise. "Para perder gordura, é preciso comer." O contrário também é verdadeiro: aqueles que procuram seu consultório porque querem engordar conseguem atingir a meta quando se reeducam, comendo porções fracionadas de três em três horas. A diferença é que, para os que querem ficar magros, o cardápio tem obviamente menos calorias, e para quem quer engordar, é supercalórico. Mas sempre fracionado, em cinco ou seis refeições diárias.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Complicações de dormir pouco e/ou mal (Parte 1)

Dormir menos e mal pode ter efeito sobre os hormônios do apetite, sendo um fator de risco para a obesidade. E não é só isso: a sucessão de noites em claro também aumenta a incidência de diabetes, depressão, problemas de memória e até câncer, além de provocar alteração sexual

 

Ter uma boa noite de sono e acordar bem é um sonho distante para muita gente. E a quantidade de horas do repouso noturno tem muito a ver com isso, respeitadas as diferentes necessidades de cada indivíduo. Considera-se que um ser saudável precisa dormir entre seis e oito horas por noite, mas há quem necessite de 11 horas tranqüilas de sono e pessoas que se contentam com apenas quatro. Mas uma coisa é certa: um sono reparador ajuda a manter a silhueta em forma, fortalece o corpo, desperta a criatividade e o raciocínio, faz bem ao coração e também rejuvenesce. Já algumas noites em claro podem causar graves problemas de saúde, como depressão, falta de memória, câncer, e até trazer uns quilinhos a mais.

 

É o que mostra uma das pesquisas mais reveladoras dos últimos tempos, que estabelece uma relação entre a falta de sono e o ganho de peso. Durante o repouso ideal, a leptina (hormônio da sa- ciedade) aumenta, enquanto a produção de grelina (o hormônio da fome) diminui. A médica Lia Rita Bittencourt, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que há um de- sequilíbrio na liberação dessas substân- cias e um acúmulo de tecido adiposo, também conhecido como tecido gordo. Segundo ela: "A falta de sono prejudica o metabolismo e a secreção de hormônios relacionados ao apetite".

 

Para confirmar tal tese, médicos de uma universidade americana avaliaram mais de 70 mil mulheres durante 16 anos. Do total, metade dormia mal e não ultrapassava cinco horas diárias de sono, enquanto a outra metade dormia em média sete tranqüilas horas. O resultado: as mulheres do primeiro grupo engordaram 15 quilos no período, um ganho de peso 30% maior que do segundo grupo. A explicação para o número assustador são as noites em claro. "Uma noite maldormida gera estresse no organismo incorrendo na alta produção de cortisol, que incha, engorda e envelhece. Além disso, a fabricação de grelina diminui, gerando armazenamento de gordura", afirma o endocrinologista Tércio Rocha, especialista em obesidade e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Antienvelhecimento.

 

Alterações hormonais

 

A falta de sono modifica, ainda, o ciclo circadiano dos hormônios, é motivo de irritabilidade, alteração sexual, envelhecimento precoce e a causa de alguns acidentes de trânsito. Tantos problemas levam a pensar que uma noite em que se sonha com os anjos faz um bem danado. "Para quem ainda não se convenceu, a insônia pode acarretar alterações hormonais, além de gerar grande ansiedade. Esta, por sua vez, é traduzida por um descontrole compulsivo do comer levando ao aumento do consumo de guloseimas e outros alimentos nocivos à saúde. Ao que tudo indica, a falta de sono é um fator de risco para a obesidade tão grande quanto os maus hábitos alimentares", justifica Rocha.

 

Qualidade de vida

 

Para se ter idéia, uma pessoa que dorme sete horas e consome 2.500 calorias durante as 17 horas restantes do dia pode reduzir 147 calorias dormindo uma hora a mais, em vez de ver televisão, por exemplo. Tal diminuição do número de calorias resultaria na perda de seis quilos em um ano. Realmente, uma perda e tanto.

 

Fonte: Editora Escala

Emagreça com moderação para não perder a memória

Idosos que mantêm um peso saudável podem estar preservando sua memória e se prevenindo contra a doença de Alzheimer, segundo estudo da Escola de Saúde Publica Johns Hopkins Bloomberg, nos EUA.

 

Os resultados da pesquisa indicaram que a obesidade aumenta em 80% o risco de ter Alzheimer, e estar abaixo do peso normal também aumenta em 36% as chances de desenvolver problemas cognitivos.

 

Os especialistas analisaram 10 estudos internacionais realizados entre 1995 e 2007 sobre a relação peso corporal-risco de demência. E os resultados incentivaram os autores a encorajar a adoção de um estilo de vida saudável para a prevenção de problemas cognitivos, como o mal de Alzheimer, que afeta cerca de 5 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Estudo liga poucas horas de sono a sedentarismo, obesidade e tabagismo

Pessoas que dormem menos de seis horas por noite são mais propensas a serem obesas, fisicamente inativas, fumantes e usuárias de bebidas alcoólicas, segundo levantamento do governo dos Estados Unidos.

 

O estudo dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças indica que, entre os adultos que dormem entre sete e oito horas por noite, apenas 18% são fumantes; e entre aqueles que dormem menos de seis horas, 30% são fumantes.

 

Outra relação marcante foi entre horas de sono e obesidade entre aqueles que dormiam pouco, mais de 33% eram obesos, contra 22% daqueles que dormiam entre sete e oito horas.

 

Com isso, os autores destacam que a promoção completa da saúde inclui não fumar, limitar o uso de álcool, fazer exercícios, controlar o peso e tudo isso ainda promove uma boa noite de sono, essencial para a saúde.

 

Fonte: Blog Boa Saúde