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Jovens também podem desenvolver Alzheimer

O mal de Alzheimer não afeta apenas pessoas idosas, segundo um estudo que indica que 14% dos cerca de 500.000 canadenses que sofrem da doença têm menos de 65 anos. Além disso, a Alzheimer Society calcula que o número de casos da doença deve dobrar nas próximas duas décadas, em conseqüência do envelhecimento da população e dos diagnósticos cada vez mais precoces.

 

O estudo aponta para o risco de superlotação do sistema público de saúde canadense devido ao grande aumento de pacientes com a doença. "Do jeito que a situação está hoje, o número de canadenses com o mal de Alzheimer ou doenças mentais relacionadas deve dobrar no espaço de uma geração", explicou em comunicado Ray Congdon, pesquisador da Alzheimer Society.

 

"Os novos dados reforçam o fato de que a doença de Alzheimer e outros males relacionados são uma preocupação crescente neste país, uma epidemia com o potencial de superlotar o sistema público de saúde do Canadá", afirmou.

 

Ao mesmo tempo, empresas e setores da indústria "também estão sendo afetados, já que a geração dos 'baby boomers', uma geração de líderes e mentores, está sendo atingida por doenças mentais", destacou por sua vez o diretor executivo da Alzheimer Society do Canadá, Scott Dudgeon.

 

Mais de 70.000 canadenses com menos de 65 anos e cerca de 50.000 com menos de 60 já foram diagnosticados com a doença, segundo a organização.

 

Fonte: Yahoo

Ganhe músculos e estique a saúde (Parte 2)

A hipertrofia conquistada em séries com poucas repetições, mas muita carga aumenta o tamanho das fibras musculares, gerando mais potência ou força

 

Outro estudo, este da Associação Americana de Fisioterapia, mostra que a musculação ajuda a prevenir e a combater o diabete do tipo 2, doença que se caracteriza pela resistência à insulina. Por causa dela, o açúcar fica dando sopa na circulação, já que não consegue entrar nas células sem o empurrão desse hormônio. Os fisioterapeutas americanos notaram que quem não só praticava um esporte aeróbico como também levantava pesos de vez em quando tinha um melhor controle da glicose do que os que se limitavam a correr, por exemplo.

 

“O exercício faz com que estruturas de dentro da célula captem essa fonte de energia sem precisar da insulina”, afirma Angelina Zanesco, fisiologista da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, em Rio Claro. Quanto mais músculo, maior a captação.

 

Quer outro bom motivo para não deixar os músculos enfraquecidos? Eles contribuem para a saúde do peito. Não vamos menosprezar a importância das atividades aeróbicas na melhora da circulação sangüínea, fazendo o coração bater forte. “No entanto, a massa muscular melhora o desempenho físico, o que indiretamente ajuda a aprimorar o sistema cardiorrespiratório”, argumenta o fisiologista Antonio Cláudio Lucas da Nóbrega, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), no Rio de Janeiro. Em outras palavras, você consegue correr ou dar suas braçadas embaixo d’água por um tempo maior e aí o coração sai ganhando.

 

Sem contar que, quanto mais músculos, maior é o gasto energético até mesmo em repouso. “Esse consumo pós-treino facilita o controle do peso”, diz Lucas da Nóbrega. E, com a massa magra adequada e a nossa musculatura, ao lado dos ossos, forma a tal massa magra, os riscos de males cardíacos caem consideravelmente.

 

Atenção: Tudo isso não significa que você tem que botar pilha no treino. Ao contrário, os estudiosos aconselham conquistar o corpo forte sem passar dos limites. Segundo a American College of Sports Medicine, uma instituição de prestígio internacional, a recomendação é manter a freqüência mínima de dois dias de musculação por semana. Nos demais, faça esteira ou outro exercício aeróbico de sua preferência. O importante é buscar orientação de um profissional especializado. Ele vai montar um programa de treinos personalizado, visando o seu objetivo.

 

A evolução deve ocorrer sem pressa. “No início, é melhor realizar séries com mais repetições e menos carga”, ensina Florentino Assenço, educador físico da Universidade Federal do Maranhão, a UFMA, em São Luís. Assim, evita-se uma indesejada sobrecarga nos músculos e nos ossos e desenvolve-se resistência de modo adequado. A massa magra vai crescer e aparecer, mas não ficará turbinada, inflada. Ou seja, sua primeira meta deve ser adquirir tônus muscular, que deixa o corpo preparado para o que der e vier. À medida que for ganhando condicionamento, poderá partir para os exercícios de hipertrofia, aqueles com menos repetições e cargas mais pesadas, que aumentam a força pra valer. Aí, sim, bíceps, tríceps e peitorais vão dar na vista mas nunca exagere! Faça apenas o seu corpo ficar bem definido. Isso é capaz de retardar a decadência física, o obstáculo a ser vencido por quem busca viver mais e melhor.

 

Já levantar cargas mais leves, porém com mais repetições, desenvolve a resistência muscular, isto é, a capacidade de manter a força por mais tempo

 

Fonte: Revista Saúde é vital

Estudo aponta baixo açúcar no sangue como causa de Alzheimer

Idosos são as principais vítimas do mal de Alzheimer; cientistas crêem ter descoberto a falta de açúcar como causa da moléstia

 

A redução crônica de açúcar para o sangue no cérebro é a causa de algumas formas do mal de Alzheimer, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quarta-feira (24). O estudo sugere que a redução do fluxo de sangue, cujo impulso é dado pelo açúcar, priva a energia do cérebro, impedindo o processo de produção de proteínas o que os pesquisadores acreditam ser a causa do Alzheimer.

 

Os cientistas dizem ainda que a busca de alternativas saudáveis como exercícios, redução do colesterol e controle da pressão arterial reduzem as chances do Alzheimer se manifestar.

 

A pesquisa foi conduzida por Robert Vassar e colegas, na Universidade de Medicina Feinberg, em Chicago, nos EUA.

 

"Este achado é significante porque sugere que o aumento de fluxo sangüíneo para o cérebro por meio do açúcar possa ser uma técnica terapêutica efetiva para prevenção ou tratamento do Alzheimer", disse Vassar. "Se as pessoas começarem a se cuidar cedo, talvez possam evitar o mal", prosseguiu.

 

O mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. A doença é incurável, e afeta as regiões do cérebro que envolvem idéias, memória e linguagem.

 

Ainda que drogas mais avançadas enfoquem na remoção da substância betaamilóide (ela se deposita em placas que causam a destruição dos neurônios), pesquisadores também procuram terapias para eliminar substâncias tóxicas que causam desordem na proteína tau (responsável pela manutenção dos microtúbulos dos axônios que, por sua vez, são estruturas responsáveis pela formação e sustentação dos contatos interneuronais).

 

Vassar e os colegas analisaram o cérebro humano, e descobriram que uma proteína chamada elF2alpha é alterada quando o cérebro não consegue energia. Os canais de produção de enzimas mudam bruscamente, e passam a produzir proteínas complexas.

 

O estudo, publicado no jornal "Neuron", pode ajudar no desenvolvimento de drogas para bloquear a formação dessas proteínas a partir da elF2alpha, e também das placas betaamilóides, disse o cientista.

 

"O que descobrimos é um pequeno passo de um insidioso processo que, provavelmente, levará muitos anos", disse.

 

Fonte: Folha Online

9 razões médicas para se fazer sexo (Parte 2)

3 - Um basta ao excesso de estresse

 

Ninguém precisa ser cientista para saber que uma boa transa apaga a quase inevitável tensão do dia-adia. Mas saiba que até os pesquisadores estão cada vez mais interessados nesse potencial, que é maior quanto mais intenso for o sexo. Um estudo da Universidade de Paisley, na Escócia, constatou: os voluntários que faziam questão da penetração respondiam melhor a situações estressantes. “A atividade sexual diminui o nível de ansiedade”, diz o urologista Joaquim de Almeida Claro, da Universidade de São Paulo (USP). “Só se deve tomar cuidado para não transformar o sexo a dois numa mera descarga de estresse”, lembra a psicóloga Ana Canosa, da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. É que, nesse caso, vira algo mecânico, quase obrigatório, sem envolvimento emocional. Aí não tem graça - e nem tanto efeito.

 

4 - Auto-estima lá em cima

 

Qual o órgão do seu corpo que mais se aproveita de uma extenuante sessão a dois? Ele mesmo, o cérebro. Ora, lá se encontra o verdadeiro terminal do prazer. Quem agrada constantemente essa central de instintos e emoções ganha uma baita massagem no ego. “A auto-estima melhora porque o indivíduo se sente desejado pelo outro”, resume a psicóloga Ana Canosa, de São Paulo. E não pense que essa guinada no astral se deve apenas ao orgasmo. “As preliminares também são fundamentais, sobretudo para a mulher, que precisa ser tocada e beijada. A excitação promove uma maior liberação de hormônios, aumentando o tamanho do canal vaginal e as chances de chegar ao orgasmo”, diz o ginecologista e obstetra Francisco Anello, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Ou seja, tudo que antecede a penetração tem o seu valor para o corpo e para a mente dos parceiros. É claro que a relação não se restringe ao momento de catarse. “Mas sem orgasmo não se usufrui de todo o bem-estar após aquele acúmulo de tensão”, diz Ana.

 

5 - Mais prazer, menos gordura

 

Para manter a forma, homens e mulheres podem se dirigir a uma quadra de futebol, a uma piscina ou, por que não, a uma cama. Ora, o sexo é saboroso esporte de dupla. É óbvio que não dá para pensar em eliminar a barriga de chope ou definir a silhueta apostando apenas nisso. Mas ele não deixa de ser um aliado da queima de pneus. “O esforço de uma atividade sexual equivale, em média, a um trote a 7,5 quilômetros por hora”, calcula o cardiologista José Lazzoli. “Dependendo da intensidade da relação, é possível queimar de 100 a 300 calorias”, contabiliza Anello.

 

Fonte: Revista Saúde é vital

Humanos podem sentir "cheiro de medo", diz estudo

É possível sentir o "cheiro do medo", segundo um estudo da Stony Brook University, nos Estados Unidos, cujo resultado foi publicado nesta semana pela revista "New Scientist".

 

O estudo pediu a 40 voluntários que estavam prestes a saltar de um avião em queda livre (no esporte sky diving), que colocassem um absorvente em suas axilas, para recolher o suor durante a queda.

 

Estas amostras de suor "de medo" foram colocadas em nebulizadores junto a amostras "neutras". Foi pedido a outros voluntários que cheirassem essas amostras, enquanto seus cérebros eram observados em um exame de ressonância magnética.

 

Segundo a autora do estudo, Lilianne Mujica-Parodi, as partes do cérebro relativas ao medo, a amígdala e o hipotálamo, apresentaram maior atividade quando os voluntários sentiram o cheiro de suor dos sky divers.

 

Os autores não disseram aos voluntários qual era o objetivo da pesquisa, para não influenciá-los.

 

Não está claro se os voluntários que sentiram o cheiro realmente sentiram medo, mas para Mujica-Parodi, o fato de o "circuito do medo" no cérebro ter respondido ao cheiro "indica que pode haver um componente biológico escondido na dinâmica social humana, na qual o estresse emocional é, literalmente, "contagioso".

 

Já foi observada nos animais a capacidade de "passar mensagens" - como de perigo ou disponibilidade sexual - através de odores, mas ainda se discute se os humanos também têm essa habilidade.

 

Outras pesquisas já procuraram demonstrar que era possível identificar o "cheiro do medo" no suor de pessoas que tivessem assistido a filmes de terror, mas há dúvidas sobre os resultados.

 

Alguns críticos afirmam que os estudos não levaram em conta o quão diferente as pessoas reagem a filmes de terror. Eles também tendiam a usar questionários que poderiam influenciar as respostas, com perguntas como se o suor tinha cheiro de alguém que estava feliz, com raiva, ou com medo.

 

A pesquisa da Stony Brook University foi financiada pela DARPA, o braço de pesquisa do Exército americano, o que chegou a levantar suspeitas de que os militares poderiam estar tentando desenvolver uma arma que espalhasse o pânico nos inimigos, mas o Exército nega qualquer intenção neste sentido, segundo a News Scientist.

 

Segundo o psiquiatra Simon Wessely, do Centro de Pesquisa Militar de Saúde do King's College, em Londres, e consultor de saúde para o Exército britânico, a idéia é cientificamente implausível.

 

Ele lembra que estudos anteriores mostram que, para o medo ser efetivo, o contexto é crucial. "Você pode gerar os sintomas físicos do medo, mas as pessoas não necessariamente vão se sentir apavoradas", diz ele.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Metade dos brasileiros tem algum grau de dificuldade de ereção

Cerca de 50% dos brasileiros têm alguma dificuldade em manter a ereção durante o sexo. É o que revela a pesquisa Mosaico Brasil, conduzida pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

 

O estudo, que teve apoio da Pfizer (fabricante do Viagra), contou com 8.237 pessoas de ambos os sexos, com mais de 18 anos e residentes em 10 capitais brasileiras. A grande maioria (70%) dos homens entrevistados tinha até 40 anos.

 

O paulistano é o mais infeliz

 

Os paulistanos temem decepcionar a parceira na cama, 60,9% têm preocupação freqüente com o próprio desempenho sexual e apenas 38,5% são confiantes. Mais da metade, 55,3%, apresenta algum grau de dificuldade de ereção. Esses dados estão na pesquisa Mosaico Brasil, conduzida pelo Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. A pesquisa revelou ainda que, entre dez capitais brasileiras, o paulistano é o menos satisfeito em relação a sexo.

 

Outro destaque da pesquisa é que, apesar de 70% dos brasileiros se auto-avaliarem como bons ou excelentes na cama, a preocupação com o desempenho é grande: 65,3% dos homens e 57,5% das mulheres temem decepcionar o parceiro.

 

"O medo de não satisfazer o outro chega a ser maior do que o receio de contrair uma doença sexualmente transmissível ou de gerar uma gravidez indesejada", comenta a psiquiatra. Ela ressalta que apenas 32% dos entrevistados afirmaram usar a camisinha corretamente. Isso significa adotar a proteção em todas as relações sexuais, exceto quando o parceiro é exclusivo. "A pessoa pode ter relações com apenas um parceiro, mas, se não tiver certeza de que o parceiro tem relações apenas com ela, o preservativo deve ser usado", reforça.

 

Abdo também avalia que houve um avanço importante no país em relação ao diálogo sobre sexo dentro de casa. A pesquisa mostra que 60% dos brasileiros tocam no assunto em família. Há cerca de dez anos, esse índice não chegava a 40%, segundo ela.

 

Veja outros resultados da pesquisa Mosaico Brasil:

 

- 45% dos brasileiros estão realizados tanto na vida sexual como na afetiva;

 

- os homens afirmam ter, em média, três relações sexuais por semana, enquanto as mulheres responderam ter apenas duas;

 

- se dependesse só da vontade deles ou delas, a freqüência dobraria: seis vezes por semana para os homens e quatro para as mulheres;

 

- homens e mulheres afirmam ter, em média, duas relações sexuais por encontro;

 

- 61,6% dos homens e 51,4% das mulheres distinguem vida afetiva de vida sexual;

 

- cerca de 76% das mulheres têm orgasmo freqüentemente (entre as gaúchas, a média é de 83,6%)

 

- para a mulher paulista, o sexo é o segundo fator mais importante para a qualidade de vida; já para os homens, o sexo aparece em quarto lugar.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Horário de verão aumenta risco de infarto, diz estudo

Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia.

 

Segundo o estudo, publicado no "New England Journal of Medicine", os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios - principalmente nos três primeiros dias.

 

"A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis", disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

 

Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios.

 

"Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente", disse o Dr. Rickard Ljung.

 

Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão.

 

Sono a mais

 

Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte.

 

A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão.

 

Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato.

 

"Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana", observou o Dr. Janszky.

 

Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco.

 

"Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana", diz Rickard Ljung. "Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira", acrescentou ele.

 

Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana.

 

"Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar", observou Ljung.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Seu humor determina a sua saúde

Pesquisas mostram que mal-humorados têm mais chance de adoecer...

 

Vivemos em um mundo onde, tenho a certeza, cada um de nós conhece alguém que parece sempre urucado . Sabe aquela pessoa negativa, até um pouco triste, ansiosa e que puxa todas as boas emoções e as joga no lixo? Ou pior: troca - sempre aflita - pelo seu mau humor? Pois bem, para estas eu tenho novidades científicas, vindas de um texto muito bacana de Douglas Peternela, que fala que o nosso humor e estado de espírito têm um peso muito grande não só no clima que criamos ao nosso redor no trabalho, em casa ou entre amigos, como também na nossa própria saúde.

 

Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, coordenado por Howard Friedman, constatou que a presença de emoções negativas constantes associadas à ansiedade duplica a propensão a uma extensa variedade de doenças.

 

Outra pesquisa foi realizada pela Associação Americana de Psiquiatria com um grupo de indivíduos que havia passado por experiências negativas, por longo período de tempo, expostos à fortes e tristes emoções (mulheres que haviam sofrido abuso sexual e veteranos de guerra).

 

Realizou-se, nestas pessoas, ressonância magnética cerebral, criando imagens tridimensionais do cérebro para estudo da área responsável pela memória, conhecida como hipocampo. Foi constatado que nos estudados esta área era significativamente menor quando comparada com outros indivíduos não expostos ao estresse.

 

A conclusão foi de que experiências vividas, marcantes ou constantes, podem alterar não só a bioquímica, mas a estrutura do cérebro. Mais especificamente: emoções negativas constantes afetam não só o funcionamento de seu cérebro, mas podem alterar até sua própria constituição. Portanto, se nos pautarmos na idéia de cada pensamento ser um acontecimento bioquímico, se for negativo, tem efeito instantâneo em cada célula, gerando ansiedade, depressão, fadiga.

 

Em contrapartida, se seus pensamentos são bons, se você decide adotar uma postura bem-humorada, otimista, seu corpo também responde, e o faz sentir-se bem mais saudável. Por essas razões é que a forma com a qual doentes encaram sua moléstia tem tanta importância no seu processo de recuperação. A cura tem também um lado psicológico. A vontade de se curar é uma boa aliada.

 

Então, passe a reparar mais naqueles que sempre estão de bem com a vida. Que não se entregam frente às dificuldades e escolhem reverter a situação com trabalho, com boa fé. Espelhe-se. Porque ficar o tempo todo mal-humorado ou triste pode deixá-lo doente. Tenha uma postura mais positiva para que você possa alcançar um estado mais pleno de serenidade, atento às oportunidades e aberto para o sucesso.

 

Dra. Glaucia Duarte é médica endocrinologista (CRM/SP 91952), doutorada em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), da Sociedade Latino Americana de Tireóide e do ICCIDD (International Council for the Control of Iodine Deficiency).

 

Fonte: Minha Vida

Taxa de diabetes cresce mais de 90% nos EUA, alertam especialistas

As taxas de novos casos de diabetes tipo 2 aumentou em 90% desde o ano de 1997 nos Estados Unidos, segundo dados dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) publicados nesta semana. E, de acordo com os especialistas, os principais responsáveis por esse aumento foram a crescente obesidade e o sedentarismo.

 

Baseado em dados de 33 estados, o estudo indica que os novos casos diagnosticados aumentaram para 9,1 por mil pessoas anualmente no período entre 2005 e 2007, contra 4,8 por mil entre os anos de 1995 e 1997. E os estados do sul, região com maior porcentagem de obesos na população (27,3%), são aqueles que apresentam as maiores taxas de diabetes.

 

Segundo outro estudo, os riscos de diabetes podem ser reduzidos em 58%, em três anos, apenas com a perda de 5% a 10% do peso e com 30 minutos diários de atividade física moderada cinco dias na semana.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Estudo indica que horário de verão aumenta risco de infartos

Um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, sugere que adiantar os relógios em uma hora por causa do horário de verão aumenta o risco de infartos. Os autores acreditam que, provavelmente por causa da hora de sono perdida e dos distúrbios que isso provoca como aumento nos níveis de estresse, os casos de infarto do miocárdio aumentariam em 5% na semana seguinte à mudança, principalmente nos três primeiros dias.

 

O estudo foi baseado no registro de infartos na Suécia desde 1987, que os pesquisadores utilizaram para comparar a incidência de ataques cardíacos no início e no fim do horário de verão.

 

Com o fim do horário de verão, segundo eles, há uma redução modesta do risco no primeiro dia após a mudança; e a redução na semana seguinte é consideravelmente menor do que o aumento no início do horário de verão. Por isso, alguns especialistas defendem o fim dos ajustes no horário.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Doença na gengiva é comum em pessoas com artrite, indica estudo

Sintomas de doença na gengiva são comuns em pessoas com artrite reumatóide e podem ser indicadores independentes da atividade da doença reumática, segundo estudo apresentado, nesta semana, no encontro do American College of Rheumatology.

 

Avaliando 153 pacientes com artrite reumatóide, com idades entre 45 e 84 anos, os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, descobriram que aqueles com artrite mais ativa tinham sintomas de doença na gengival. Os resultados indicam que a prevalência de problemas na gengiva seria pelo menos duas vezes maior em pacientes com artrite, em comparação com a população geral; e que mais de 30% teria doença periodontal severa, que demanda intervenção cirúrgica.

 

Os reumatologistas destacam que o tratamento de doenças periodontais poderia melhorar o controle de outras doenças sistêmicas, como diabetes e, possivelmente, a artrite.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Comer uva pode reduzir a pressão e proteger o coração, indica estudo

Uvas de mesa reduziram a pressão sangüínea e os sinais de dano no músculo cardíaco, melhorando a função cardíaca em ratos de laboratório que tinham pressão alta com o consumo de sal, segundo pesquisa da Universidade de Michigan, nos EUA.

 

Nos testes, essa uva foi misturada à dieta de ratos em forma de pó, e outros roedores receberam a dieta convencional, com alguns tomando pequenas doses de uma droga comum para a pressão.

 

Após 18 semanas, aqueles que receberam o pó de uva na dieta apresentaram menor pressão, melhor função cardíaca, menos inflamação e menores sinais de danos cardíacos do que aqueles que receberam a mesma alimentação salgada, mas sem as uvas.

 

Os animais que receberam os medicamentos também tiveram redução da pressão, mas sem a mesma proteção cardíaca dos ratos alimentados com a uva. Mais estudos são necessários.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Estudo liga amamentação a menos problemas de comportamento na criança

O aleitamento materno pode ter um efeito positivo no comportamento da criança no início da infância, segundo estudo apresentado, nesta semana, no encontro anual das Associações Americanas de Saúde Pública.

 

Baseado em mais de 100 mil entrevistas, o estudo indicou que pais e responsáveis de crianças com idades entre um e cinco anos que haviam sido amamentadas eram 15% menos propensos a relatar preocupação com o comportamento da criança do que pais de crianças não-amamentadas. Além disso, as crianças amamentadas tinham 37% menos chance de serem diagnosticadas com problemas de comportamento ou conduta e de ter recebido cuidados de saúde mental.

 

A pesquisa também associou o aleitamento materno à habilidade intelectual das crianças pais de crianças amamentadas eram 23% menos propensos a reportar preocupação com a capacidade de aprendizado do filho.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Exercícios vigorosos podem reduzir risco de câncer de mama, diz estudo

Exercícios físicos vigorosos podem reduzir o risco de câncer de mama após a menopausa, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. De acordo com os especialistas, porém, exercícios leves e moderados não oferecem proteção.

 

Avaliando dados de mais de 32 mil mulheres na pós-menopausa, os pesquisadores notaram que atividades vigorosas incluindo faxina, jardinagem pesada, esportes competitivos, corrida, aeróbica e ciclismo em subidas estavam associadas a uma pequena redução nos riscos.

 

Esse efeito protetor seria muito maior em mulheres que não estavam acima do peso (30% de redução para aquelas com maiores níveis de exercícios vigorosos). Atividades como caminhada, limpeza e jardinagem leve, lavar roupas e esportes recreacionais não foram associados a um menor risco.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Bairros com muitas áreas verdes reduzem risco de obesidade, diz estudo

Viver em bairros com muitas áreas verdes reduz o risco de crianças e jovens desenvolverem obesidade, diz um estudo realizado por três universidades norte-americanas publicado hoje na revista "American Journal of Preventive Medicine".

 

Os pesquisadores usaram as informações registradas nos serviços de atendimento primário de saúde de Indianápolis (EUA) e compararam as mudanças de peso de 3,8 mil crianças e jovens entre três e 16 anos ao longo de dois anos em relação às áreas cobertas de vegetação em seus bairros, medidas graças a imagens de satélite.

 

Desta forma, comprovaram que os que vivem em bairros urbanos com muitas áreas verdes sofreram menos mudanças em seu índice de massa corporal neste período de tempo.

 

Os autores dizem que ter um parque, uma praça ou qualquer outro lugar aberto próximo de casa promove a brincadeira e a atividade física. Os benefícios de viver rodeado por espaços verdes não se limitam ao peso.

 

A doutora Janice F. Bell, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), e co-autora do estudo, diz que pesquisas anteriores provaram que entre crianças e jovens os efeitos positivos sobre a saúde incluem uma melhor função cognitiva e uma redução dos sintomas do transtorno por falta de atenção.

 

Bell afirma que seria ideal a participação de urbanistas, arquitetos, geógrafos, psicólogos e especialistas em saúde pública nas futuras pesquisas neste campo. Também diz que deve ser levado em conta como a população mais jovem vive e brinca nos locais urbanos.

 

Fonte: Folha Online

Estudo afirma que muito café pode diminuir os seios das mulheres

Segundo o site da 'BBC Brasil', o consumo de café em excesso pode provocar uma diminuição no tamanho dos seios de algumas mulheres, afirma um estudo na Suécia. Tal diminuição ocorre por conta de uma variação genética que atinge, aproximadamente, metade das mulheres entre as que tomam três ou mais xícaras de café por dia e não usam pílulas anticoncepcionais.

 

A pesquisa foi publicada na revista científica 'British Journal of Cancer', onde pode-se ler que a mutação genética seria a responsável pela relação entre o consumo de café e o tamanho dos seios por afetar os hormônios femininos.

 

Uma das explicações oferecidas pelos cientistas é de que o café contém estrogênios que afetariam diretamente o funcionamento dos hormônios das mulheres, causando um impacto no tamanho dos seios.

 

Para a coordenadora do estudo, Helena Jernstrom, da Universidade de Lund, na Suécia, "beber café pode ter um impacto grande no tamanho dos seios". No entanto, os pesquisadores alertam que as mulheres que bebem café não precisam se preocupar porque a diminuição não é repentina e não fará com que os seios percam todo o volume.

 

Como foi feita a pesquisa

 

Os pesquisadores analisaram 300 mulheres que não tomavam pílulas anticoncepcionais e não tinham histórico de câncer. Entre elas, 50% possuíam a variante genética. Durante dez anos, estas mulheres responderam questionários periódicos sobre consumo de café, uso de contraceptivos e hábitos como o fumo, por exemplo.

 

Além disso, os pesquisadores mediram os níveis hormonais e o tamanho dos seios das mulheres. Os seios foram medidos como se fossem pirâmides – multiplicando o tamanho da base e das laterais para indicar o volume.

 

Ao final da pesquisa, os cientistas puderam notar que as mulheres que tinham a variação genética e tomavam uma quantidade moderada ou alta de café (pelo menos três xícaras por dia) apresentaram uma diminuição no tamanho dos seus seios.

 

Fonte: Yahoo

Estudo liga hábito de comer rapidamente à obesidade

Comer muito rapidamente pode ser o suficiente para quase dobrar o risco de uma pessoa ser obesa, segundo um estudo de pesquisadores japoneses.

 

Cientistas da Universidade de Osaka analisaram os hábitos alimentares de cerca de 3 mil pessoas e relataram os resultados no "British Medical Journal".

 

O estudo examinou a relação entre a velocidade na hora de comer, a sensação de estar "cheio" e estar acima do peso.

 

Quase metade dos voluntários disse que tinha a tendência de comer rapidamente.

 

Comparados com quem não comia rapidamente, os homens com esse hábito tinham 84% mais chances de estar acima do peso, e as mulheres tinham duas vezes mais chances.

 

Além disso, aqueles que, além de comer rapidamente, tinham a tendência de comer até se sentirem "cheios", tinham mais que o triplo de risco de estar acima do peso.

 

'Sinais do estômago'

 

O professor Ian McDonald, da Universidade de Nottingham, disse que há várias razões pelas quais comer rapidamente pode contribuir para a obesidade.

 

Segundo ele, o hábito pode interferir com o sistema de sinalização que diz ao cérebro para parar de comer porque o seu estômago está cheio.

 

"Se você come rapidamente, você está enchendo o seu estômago antes que essa sinalização ocorra", afirmou.

 

Jason Halford, diretor da Kissileff Human Ingestive Behaviour Laboratory da Universidade de Liverpool, disse que a maneira como comemos está cada vez mais sendo vista como uma área-chave em pesquisas sobre obesidade, especialmente desde a publicação de estudos destacando a existência de uma variante genética ligada à "sensação de estar cheio".

 

Um estudo de Halford, publicado recentemente no "Journal of Psychopharmacology", concluiu que um remédio usado contra a obesidade funcionava ao desacelerar o ritmo no qual pacientes obesos comiam.

 

"O que a pesquisa japonesa mostrou é que as diferenças de hábitos alimentares entre indivíduos levam ao consumo exagerado e estão relacionados à obesidade", afirmou.

 

"Outras pesquisas encontraram evidência de que isso acontece na infância, sugerindo que esses hábitos podem ser herdados ou aprendidos bem cedo", completou.

 

Ele disse, no entanto, que ainda não há evidência de que tentar diminuir o ritmo das refeições das crianças pode ter um impacto em níveis de obesidade no futuro.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Internet melhora desempenho do cérebro, diz estudo

Um novo estudo americano sugere que pessoas na meia-idade ou mais velhas aumentam o poder de seus cérebros com o uso da Internet.

 

Pesquisadores da Universidade da Califórnia - Los Angeles descobriram que a busca de dados pela rede estimula centros do cérebros que controlam a tomada de decisões e o raciocínio complexo.

 

Segundo os cientistas, isso pode até ajudar no combate a mudanças fisiológicas relacionadas à idade que levam o cérebro a ficar mais lento.

 

Com o envelhecimento, o cérebro passa por uma série de mudanças, incluindo o encolhimento e redução na atividade celular, o que pode ter um impacto no desempenho cerebral.

 

Acreditava-se que atividades como palavras-cruzadas ajudariam a manter o cérebro ativo e também a minimizar o impacto do envelhecimento. O novo estudo sugere que surfar pela Internet também pode ser uma dessas atividades.

 

"Os resultados do estudo são encorajadores, as tecnologias que estão surgindo podem ter efeitos fisiológicos e benefícios potenciais para adultos de meia-idade ou mais velhos", diz o professor Gary Small, que liderou a pesquisa.

 

"As buscas na Internet envolvem uma complicada atividade cerebral, que pode ajudar a exercitar o cérebro e melhorar as funções cerebrais", acrescenta Small.

 

O estudo foi publicado na revista "American Journal of Geriatric Psychiatry".

 

Exames

 

Os cientistas trabalharam com 24 voluntários com idades entre 55 e 76 anos. Metade era formada por usuários experientes da Internet. Cada voluntário teve o cérebro examinado enquanto fazia buscas na Internet e lia livros.

 

Os dois tipos de tarefas deram provas de uma atividade significativa em regiões do cérebro que controlam linguagem, leitura, memória e habilidades visuais.

 

No entanto, a busca na Internet produziu atividade adicional em áreas separadas do cérebro, que controlam a tomada de decisões e raciocínos complexos, mas apenas nos voluntários que eram usuários experientes da internet.

 

Segundo os pesquisadores, comparando com a simples leitura, as múltiplas escolhas da Internet exigem que as pessoas tomem decisões a respeito do que clicar para conseguir informações relevantes.

 

Os cientistas sugeriram, porém, que os usuários inexperientes da rede não conseguiram compreender bem as estratégias necessárias para uma busca bem-sucedida.

 

"Uma tarefa simples, cotidiana, como fazer buscas na Internet, parece intensificar os circuitos cerebrais nos adultos mais velhos, demonstrando que nosso cérebro pode continuar a aprender à medida que envelhecemos", afirma Small.

 

"Essas descobertas fascinantes se somam a pesquisas anteriores e sugerem que pessoas de meia-idade ou mais velhas podem reduzir o risco de sofrer de demência ao praticar regularmente atividades cerebrais estimulantes", diz Rebecca Wood, diretora-executiva da organização Alzheimer's Research Trust.

 

"Interação social frequente, prática regular de exercícios e a manutenção de uma dieta balanceada também podem reduzir o risco de demência", acrescenta Wood.

 

No entanto, para Susanne Sorensen, chefe de pesquisas da Alzheimer's Society, "ainda há poucas evidências de que manter o cérebro ativo por meio de palavras-cruzadas, jogos e outras atividades" pode reduzir o risco de demência.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Planta usada em medicina alternativa pode ser melhor que Viagra

Uma planta usada em culturas tradicionais como afrodisíaco pode ter efeito mais potente que o Viagra, mas com menos efeitos colaterais, de acordo com estudo publicado na revista "New Scientist".

 

Estudiosos da Universidade de Milão, na Itália, testaram quatro tipos de plantas usadas em terapias alternativas contra a impotência sexual, mas apenas uma, a Epimedium brevicornum, teve o resultado procurado.

 

A substância ativa da famosa pílula azul é o sildenafil, que funciona ao inibir a enzima PDE5, que controla o fluxo de sangue no pênis. É a inibição dessa enzima que promove a ereção masculina.

 

Apenas a Epimedium brevicornum teve o mesmo efeito que o sildenafil. A substância presente na planta e que promove o resultado positivo é o icariin, também um inibidor da PDE5.

 

No entanto, o sildenafil é 80 vezes mais eficiente que o icariin. Os pesquisadores, então, tiveram de criar um composto modificado que atingiu a mesma eficência que o Viagra, mas causa menos efeitos colaterais, de acordo com testes preliminares.

 

O composto criado pelos cientistas vai passar por diversos testes até se tornar um medicamento disponível, o que pode levar 10 anos. Até lá, os estudiosos avisam que apenas consumir a planta não vai trazer os mesmos resultados do Viagra, mas "pode ajudar". A planta é encontrada na natureza na China, na Ásia e na Europa.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Emergentes são responsáveis por mais da metade das emissões de CO2

Os países em desenvolvimento respondem atualmente por mais da metade das emissões de carbono do mundo, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira pelo consórcio GCP (Global Carbon Project).

 

De acordo com o relatório "Carbon Budget and Trends 2007" (Orçamento do carbono e tendências), até 2005 os países ricos eram os responsáveis pela maior parte das emissões de CO2 produzidas pelo homem.

 

"Hoje, os países em desenvolvimento respondem por 53% do total", dizem os cientistas. Segundo o relatório, o maior aumento das emissões veio de países como China e Índia. Em 2006, a China ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior emissor mundial de carbono. Além disso, a Índia poderá se tornar em breve o quarto maior emissor ao passar a frente da Rússia, afirma o relatório do GCP.

 

O estudo aponta que as emissões de carbono contabilizaram 10 bilhões toneladas em 2007. Sozinha, a queima de combustíveis fósseis respondeu por 8,5 bilhões de toneladas e o restante foi proveniente do uso inadequado da terra, principalmente do desmatamento.

 

O trabalho, assinado por oito cientistas, também concluiu que as emissões oriundas da queima dos combustíveis fósseis nos últimos sete anos são quatro vezes maiores do que as da década passada.

 

A devastação das florestas tropicais provocou emissões de 1,5 bilhão de toneladas de carbono no ano passado. América Latina e Ásia responderam por 600 milhões toneladas e a África por 300 milhões.

 

Degradação

 

Os números divulgados pelo GCP ainda mostram que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono aumentaram 2,2 partes por milhão (ppm) em 2007, atingindo 383 ppm. Em 2006, o aumento havia sido de 1,8 ppm.

 

Segundo os cientistas, ao atingir 383 ppm no ano passado, a concentração de CO2 estava 37% acima da que teria sido registrada em 1750, início da Revolução Industrial.

 

"A concentração atual é a maior nos últimos 650 mil anos e, muito provavelmente, nos últimos 20 milhões de anos", diz o documento.

 

O estudo, que será apresentado nesta sexta-feira em conferências simultâneas em Paris e em Washington, ainda concluiu que o índice anual de emissões aumentou desde o início do milênio.

 

Entre 2000 e 2007, o aumento médio anual das emissões foi de 2,0 ppm. Nos anos 70, este número foi de 1,3 ppm, na década de 80 de 1,6 ppm, e nos anos 90 de 1,5 ppm.

 

Ainda de acordo com o relatório, as bacias naturais, como oceanos e florestas, tiveram sua capacidade de seqüestrar carbono reduzida em 5% nos últimos 50 anos, uma degradação que, segundo os especialistas "continuará no futuro".

 

Fonte: Ciência e Saúde