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Planta usada em medicina alternativa pode ser melhor que Viagra

Uma planta usada em culturas tradicionais como afrodisíaco pode ter efeito mais potente que o Viagra, mas com menos efeitos colaterais, de acordo com estudo publicado na revista "New Scientist".

 

Estudiosos da Universidade de Milão, na Itália, testaram quatro tipos de plantas usadas em terapias alternativas contra a impotência sexual, mas apenas uma, a Epimedium brevicornum, teve o resultado procurado.

 

A substância ativa da famosa pílula azul é o sildenafil, que funciona ao inibir a enzima PDE5, que controla o fluxo de sangue no pênis. É a inibição dessa enzima que promove a ereção masculina.

 

Apenas a Epimedium brevicornum teve o mesmo efeito que o sildenafil. A substância presente na planta e que promove o resultado positivo é o icariin, também um inibidor da PDE5.

 

No entanto, o sildenafil é 80 vezes mais eficiente que o icariin. Os pesquisadores, então, tiveram de criar um composto modificado que atingiu a mesma eficência que o Viagra, mas causa menos efeitos colaterais, de acordo com testes preliminares.

 

O composto criado pelos cientistas vai passar por diversos testes até se tornar um medicamento disponível, o que pode levar 10 anos. Até lá, os estudiosos avisam que apenas consumir a planta não vai trazer os mesmos resultados do Viagra, mas "pode ajudar". A planta é encontrada na natureza na China, na Ásia e na Europa.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Estudo cria vacina contra câncer a partir de planta do tabaco

A planta do tabaco, matéria-prima da substância responsável por milhões de casos de câncer, pode oferecer uma vacina para tratar uma das formas da doença, sugere um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia.

 

Os pesquisadores usaram a planta para como "fábrica" --ou incubadora-- de um anticorpo químico capaz de combater o linfoma folicular de célula-B, um tipo de câncer do grupo de linfomas não-Hodgkin.

 

As células deste tipo de câncer possuem uma característica peculiar: se reproduzem criando clones idênticos que carregam o mesmo anticorpo na sua superfície exterior. Essa 'marca' é peculiar a este tipo de câncer e não é encontrada em células saudáveis.

 

A estratégia da vacina criada a partir da folha do tabaco é injetar os anticorpos do câncer no paciente diagnosticado com a doença, estimulando o seu sistema imunológico para reconhecer e destruir as células do linfoma.

 

A vacina está na fase inicial de testes e foi utilizada em apenas 16 pacientes para testar os efeitos colaterais dos anticorpos produzidos pelas plantas. O resultado da primeira fase foi publicado nesta semana na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences".

 

Fábrica

 

Para fazer a planta produzir a vacina, os cientistas isolam a célula cancerígena do paciente em laboratório, extraem o gene responsável pela produção do anticorpo e o injetam no chamado "vírus do mosaico do tabaco" --um parasita que ataca as células das plantas e se reproduz rapidamente.

 

Os cientistas então infectam a planta com o vírus e as células afetadas começam a produzir grandes quantidades do anticorpo. Depois de alguns dias, os anticorpos são extraídos das folhas do tabaco e injetados no paciente.

 

Segundo os pesquisadores, são necessárias apenas algumas plantas para produzir a quantidade de vacina necessária para tratar um paciente.

 

No entanto, cada pessoa produz um tipo diferente de anticorpo e, por isso, cada paciente precisaria de uma vacina personalizada. De acordo com o estudo, o processo de produção da vacina em plantas é vantajoso porque não sai caro e é rápido.

 

"É uma tecnologia bem bacana e é muito irônico um tratamento para câncer feito com base em tabaco. Isso me chamou a atenção", disse Ronald Levy, que lidera a equipe de cientistas.

 

Para o professor Charles Arntzen, da Universidade do Arizona, a velocidade do processo de produção da vacina poderia levar os pacientes a esperar por sua vacina personalizada em vez de tentar outro tipo de tratamento.

 

Um porta-voz da Cancer Research UK, entidade beneficente britânica de fomento a pesquisas sobre câncer, afirmou que são necessárias mais pesquisas para avaliar o efeito real da vacina.

 

"Enquanto esses resultados são potencialmente muito empolgantes, os testes foram feitos em pequena escala, estão em estágio inicial e não avaliaram se a vacina realmente reduz o tamanho dos tumores", afirmou o porta-voz.

 

"Esse estudo oferece uma boa base, mas uma pesquisa maior será necessária para testar o sucesso dos anticorpos produzidos pelas plantas em combater o linfoma não-Hodgkin", concluiu.

 

Fonte: Folha Online