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Teclado sujo pode até causar uma infecção



Quando bate a fome é muito comum as pessoas aderirem a lanchinhos degustados em frente ao computador. Bolachas, bolos e sanduíches são, geralmente, quitutes cheios de farelos e com 90% de chances de cair entre os vãos do teclado. Uma pesquisa recente feita pela universidade carioca Gama Filho confirmou que o hábito também é responsável pela grande proliferação de micróbios que há no teclado.

Segundo os pesquisadores, o microbiologista João Carlos Tórtora e a bióloga Vanessa Batista Binatti, o que chamou a atenção para a pesquisa foi o fato de que qualquer lugar possui computadores, até mesmo uma UTI de hospitale, sem cuidados básicos, o objeto pode se transformar em contaminador.

De acordo com os pesquisadores, comparando um ambiente hospitalar que possui diversos cuidados com higiene e um ambiente normal com o estado em que se encontra um teclado comum, é possível identificar até 19 vezes mais fungos e 11 vezes mais bactérias na peça, por centímetro quadrado, do que é aceitável em um ambiente comum. Entre as bactérias encontradas no teclado, estavam a Staphylococcus, que provoca reações inflamatórias e a Enterococcus, que provoca infecções.

Limpe seu teclado

Tire proveito do aspirador de pó de casa e use-o para sugar a sujeira que fica entre as teclas. Bocas mais estreitas são mais eficientes para a limpeza. Para quem quiser uma limpeza mais eficiente, vale retirar as teclas com uma chave de fenda. Posicione a ponta da ferramenta entre uma das teclas e movimenta para cima, como uma alavanca. Não use força, porque o teclado é delicado. Tanto na opção de retirar as teclas quanto a de não retirá-las, aposte em uma flanela levemente umedecida para a limpeza e um cotonote para limpar os cantos. Use uma flanela limpa e seca para finalizar a limpeza.


Fonte: Minha Vida

Novo exame reduz risco de infecção em transfusão de sangue

O Ministério da Saúde pretende levar para a rede pública em janeiro de 2010 um exame de sangue, com tecnologia nacional, que reduz o tempo em que os vírus da Aids e da hepatite C ficam no organismo sem serem detectados pelos exames convencionais.

 

Com a medida, o governo busca tornar as transfusões de sangue realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mais seguras. São coletados pouco mais de 4 milhões de bolsas de sangue por ano no país, sendo 3,5 milhões no serviço público.

 

O período em que um vírus não aparece nos testes é conhecido como janela imunológica. Pelos exames usados hoje no SUS, o HIV só é detectado 21 dias após a pessoa ter sido infectada. Com o novo teste, a janela cairá para oito dias.

 

Assim, o risco de se coletar sangue contaminado com HIV passará de 1 bolsa em 250 mil para 1 bolsa em 3 milhões.

 

No caso do vírus da hepatite C, a janela imunológica passará de 72 dias para 14.

 

O exame que o governo vai adotar foi desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz e é conhecido pela sigla NAT (teste de ácido nucleico, em inglês). Enquanto o teste usado hoje no SUS, o Elisa, detecta os anticorpos produzidos pelo organismo na tentativa de destruir o vírus, o NAT identifica o material genético do próprio vírus.

 

A janela imunológica do Elisa é maior porque o organismo da pessoa infectada leva algum tempo para produzir os anticorpos. O NAT não depende da resposta imunológica.

 

Essa tecnologia foi aprovada para uso na rede de saúde dos EUA em 2002. No Brasil, apenas os hospitais privados de ponta de São Paulo, Rio e Brasília utilizam o NAT.

 

A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia diz que o governo demorou demais para adotar a tecnologia. "O governo nunca quis pagar os preços do mercado. Já estamos há seis anos atrasados", afirma Dante Langhi, um dos diretores da entidade.

 

Para o Ministério da Saúde, a espera valeu a pena. "O novo produto leva vantagem sobre os NATs disponíveis no mercado internacional. A janela imunológica é menor, e o preço é 80% mais baixo. Além disso, ficamos livres de interesses comerciais", diz Alberto Beltrame, diretor do Departamento de Atenção Especializada.

 

O projeto foi encomendado pelo Ministério da Saúde à Fiocruz em 2004. Também participam dos trabalhos a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná. Em fevereiro de 2009, os testes começarão a ser usados experimentalmente em alguns Estados.

 

Fonte: Folha

Escritório regional da OMS também contesta dados sobre a malária no Brasil

A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) contestou o relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) segundo o qual o Brasil está entre os 30 países do mundo com maior incidência de malária. Segundo o documento, estima-se que houve 1,4 milhão de casos da doença em 2006 no país, com concentração de casos na região amazônica, onde de "10% a 15% da população está em risco". A Opas trabalha como escritório regional da OMS.

 

"Isso é um erro absurdo. Se existissem tantos casos da doença no país, eles apareciam na forma de surtos e epidemias. É impossível ter quase um milhão de casos estimados a mais que os registrados", dise ao UOL o médico Jarbas Barbosa da Silva Jr., gerente do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de Doenças Transmissíveis do escritório da Opas em Washington, nos Estados Unidos. "A Opas reconhece o mesmo número de casos de malária no Brasil registrado pelo sistema de informação do Ministério da Saúde: 458.041 casos em 2007 e 549.184 em 2006", completou.

 

Barbosa destacou ainda que a instituição já está em contato com a OMS para corrigir o relatório. "Vamos trabalhar em conjunto para corrigir algo que deveria ter sido feito antes", disse o médico, que avaliou como errado o fato de a OMS não ter enviado o relatório para o escritório regional antes de sua divulgação.

 

Os números da OMS já haviam sido rebatidos ontem mesmo pelo Ministério da Saúde brasileiro. O ministro José Gomes Temporão informou, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa do ministério, que não reconhece os dados do documento como verdadeiros, ressaltando que a malária está em queda no Brasil.

 

Estimativas e dados concretos

 

Para Barbosa, o problema do relatório é a utilização de estimativas, uma vez que há dados reais sobre a incidência da malária no país. "Estimativas são válidas quando não se dispõe de dados reais gerados por sistemas de informação. Diferentemente de outras regiões, onde podem existir deficiências importantes no registro de dados ou mesmo não haver sistemas de informação, os países das Américas estabeleceram, já há vários anos, sistemas confiáveis de registro dos casos e mortes por malária", explicou.

 

O médico destacou ainda que o sistema de registro sobre a doença no Brasil "pode ser apontado como um modelo de sistema descentralizado, fidedigno e ágil, que permite obter, com atualidade exemplar, os casos de malária que ocorrem no país".

 

"Dados reais, nem sub nem superestimados, são fundamentais para uma correta avaliação da situação da doença", disse Barbosa, ressaltando que os dados coletados em cada país são repassados anualmente para a sede da OMS, em Genebra. O gerente da Opas afirmou que também houve erro nos dados sobre a Colômbia, também citada no relatório da OMS entre os 30 países com alta incidência de malária, com 408 mil casos em 2006.

 

Sobre a Malária

 

Malária é uma infecção transmitida por um determinado tipo de mosquito. Ela é uma doença que atinge principalmente áreas tropicais na África, Ásia, Américas Central e do Sul, Oriente Médio e Oceania. Hoje em dia a malária está espalhada por mais de 100 países, afetando cerca de 300 milhões de pessoas.

 

Fonte: Ciência e Saúde