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Estudo aponta baixo açúcar no sangue como causa de Alzheimer

Idosos são as principais vítimas do mal de Alzheimer; cientistas crêem ter descoberto a falta de açúcar como causa da moléstia

 

A redução crônica de açúcar para o sangue no cérebro é a causa de algumas formas do mal de Alzheimer, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quarta-feira (24). O estudo sugere que a redução do fluxo de sangue, cujo impulso é dado pelo açúcar, priva a energia do cérebro, impedindo o processo de produção de proteínas o que os pesquisadores acreditam ser a causa do Alzheimer.

 

Os cientistas dizem ainda que a busca de alternativas saudáveis como exercícios, redução do colesterol e controle da pressão arterial reduzem as chances do Alzheimer se manifestar.

 

A pesquisa foi conduzida por Robert Vassar e colegas, na Universidade de Medicina Feinberg, em Chicago, nos EUA.

 

"Este achado é significante porque sugere que o aumento de fluxo sangüíneo para o cérebro por meio do açúcar possa ser uma técnica terapêutica efetiva para prevenção ou tratamento do Alzheimer", disse Vassar. "Se as pessoas começarem a se cuidar cedo, talvez possam evitar o mal", prosseguiu.

 

O mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. A doença é incurável, e afeta as regiões do cérebro que envolvem idéias, memória e linguagem.

 

Ainda que drogas mais avançadas enfoquem na remoção da substância betaamilóide (ela se deposita em placas que causam a destruição dos neurônios), pesquisadores também procuram terapias para eliminar substâncias tóxicas que causam desordem na proteína tau (responsável pela manutenção dos microtúbulos dos axônios que, por sua vez, são estruturas responsáveis pela formação e sustentação dos contatos interneuronais).

 

Vassar e os colegas analisaram o cérebro humano, e descobriram que uma proteína chamada elF2alpha é alterada quando o cérebro não consegue energia. Os canais de produção de enzimas mudam bruscamente, e passam a produzir proteínas complexas.

 

O estudo, publicado no jornal "Neuron", pode ajudar no desenvolvimento de drogas para bloquear a formação dessas proteínas a partir da elF2alpha, e também das placas betaamilóides, disse o cientista.

 

"O que descobrimos é um pequeno passo de um insidioso processo que, provavelmente, levará muitos anos", disse.

 

Fonte: Folha Online

Azeite evita derrame

Cientistas espanhóis revelam que o óleo atua contra a formação de coágulos no sangue, o que diminui o risco de acidente vascular cerebral, o AVC.

 

Ele enche de aroma e sabor dúzias e dúzias de receitas, de saladas a sobremesas. Também é figurinha recorrente nos centros de pesquisa de nutrição. Não faltam trabalhos apontando seus benefícios para o peito. Agora, estudo que acaba de ser divulgado vem para colocá-lo, mais uma vez, entre os itens indispensáveis à mesa. Cientistas da Universidade de Málaga, na Espanha, observaram que o líquido dourado é capaz de impedir a agregação plaquetária. Em outras palavras, ele atua contra a formação de coágulos no sangue. O feito está relacionado com a diminuição do risco de problemas como o acidente vascular cerebral, o AVC, ou derrame, como é mais conhecido.

 

Entretanto, vale ressaltar que o tipo de azeite por trás dessa ação benéfica é o extra-virgem, o mais puro suco da azeitona. É que ele concentra uma maior quantidade de substâncias protetoras, sobretudo os festejados polifenóis. Vale destacar ainda que a gordura monoinsaturada presente no alimento contribui para o equilíbrio dos níveis de colesterol, diz a nutricionista Lara Natacci Cunha, de São Paulo. Ou seja, trata-se de mais um empurrão para o sangue circular livremente, sem obstáculos no seu caminho.

 

E para aqueles que pensam que o óleo não pode ir para a panela, os pesquisadores avisam que, sim, ele pode, já que sua composição é bastante estável. Só não abuse de temperaturas altas. O recado é o seguinte: quanto maior o calor, mais as moléculas do bem se perdem.

 

Mas, você já experimentou degustá-lo puro? Saiba que hoje ele tem sido comparado aos vinhos. Há, inclusive, experts que percebem, apenas pelo contato com a língua, a região de cultivo das oliveiras.

 

Fonte: Yahoo

Estudo diz que exercício aeróbico pode diminuir apetite

Um grupo de voluntários com excesso de peso que fez exercícios aeróbicos durante três meses teve, além de uma diminuição de gordura corporal, uma ingestão menor de calorias vinculada a uma redução do apetite, conforme indicou um estudo apresentado hoje nos Estados Unidos.

 

Uma equipe de pesquisas do Hospital das Clínicas da Universidade do Chile, em Santiago, apresentou os resultados do estudo hoje na 90ª Reunião Anual da Sociedade de Endocrinologia, em San Francisco.

 

A diminuição na ingestão de calorias e a redução no índice de massa corporal estão vinculadas, segundo estes os pesquisadores, a níveis mais altos de uma proteína chamada fator neurotrófico cerebral (BDNF, na sigla em inglês).

 

Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, Verónica Araya, a função principal desta proteína é a promoção do crescimento e da sobrevivência das células nervosas.

 

Porém, a informação mais recente obtida na pesquisa mostra, além disso, que a proteína está relacionada com a obesidade e o metabolismo, o que fez com que os médicos suspeitassem que poderia suprimir o apetite.

 

A equipe avaliou os níveis de proteína no sangue antes e após um programa de exercícios aeróbicos de três meses que teve participação de sete homens e oito mulheres, com idades entre 26 e 51 anos, que tinham excesso de peso ou eram obesos.

 

No começo das experiências, os participantes foram perguntados sobre sua ingestão de calorias e foi pedido que continuassem comendo como faziam anteriormente.

 

Os participantes não sabiam que um dos objetivos do estudo era a avaliação de mudanças na quantidade de comida ingerida.

 

Ao término do estudo, os voluntários apresentavam um índice mais baixo de massa corporal, uma redução da circunferência da cintura e da pressão sanguínea.

 

Além disso, os participantes disseram que passaram a consumir menos calorias que no começo do estudo.

 

Ao longo dos três meses aumentaram enormemente os níveis da proteína BDNF.

 

Segundo Araya, quanto mais alta era esta concentração, mais tinha diminuído a ingestão de calorias e maior era a perda de peso.

 

Dessa maneira, os pesquisadores chegaram à conclusão de que é possível que o aumento de BDNF suprima o apetite.

 

Fonte: Yahoo