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Como um dentista pode ajudar no controle do ronco?




O Ronco é um problema social que atinge cerca de quase um terço das pessoas, alterando a convivência com o cônjuge ou com os amigos e, geralmente, tornando a pessoa que ronca alvo de brincadeiras. É causado pela vibração dos tecidos da garganta, em função da turbulência do ar à medida que as vias aéreas se estreitam. Caso ocorra obstrução, causa apnéia, que é a parada repetida e temporária da respiração durante o sono.

A obesidade, a respiração bucal e o uso de cigarro e álcool agravam de modo significativo o ronco. Quando em níveis mais elevados, interfere no agravamento de doenças que podem causar a morte do paciente, como a hipertensão, enfarte do miocárdio e AVC.

Existem alguns tratamentos, como cirurgia e uso de aparelho de pressão positiva, ambos indicados por médicos. Mas os dentistas também podem ajudar no controle do ronco com aparelhos orais placas presas aos dentes que se articulam entre si avançando a mandíbula e com isso afastam os tecidos da garganta, evitando o ronco e a apnéia do sono. De fácil adaptação, são indicados nos casos de ronco primário (sem apnéia) e nas apnéias obstrutivas leves e moderadas. Tem sido a alternativa mais conservadora no tratamento do ronco e da apnéia do sono.

Em primeiro lugar é necessário fazer uma avaliação. O dentista ou o médico verificam as condições para a implantação do aparelho e se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exames médicos complementares. Também é avaliada a condição dentária, verificando possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho.


Fonte: Yahoo Mulher.

Ronco afeta negativamente o funcionamento do cérebro, diz estudo

Crianças que sofrem de problemas respiratórios durante o sono – ronco ou apnéia obstrutiva do sono – frequentemente apresentam dificuldades na sala de aula. Porém ainda não está claro se isso ocorre porque as crianças ficam sonolentas demais para aprender ou se há um outro mecanismo por trás desses problemas cognitivos.

 

Um novo estudo do Cincinnati Children’s Hospital, nos Estados Unidos, indica que, pelo menos entre as crianças que roncam, a dificuldade de aprendizado poderia ser explicada por uma menor oxigenação cerebral durante o sono.

 

Avaliando 92 crianças (32 com ronco primário, 46 com apnéia do sono e 14 sem esses problemas), os pesquisadores notaram que apenas aqueles que roncavam apresentavam menores níveis de oxigenação do que o grupo controle. Aqueles que tinham apnéia, que é mais grave, por outro lado, tinham maiores níveis de oxigenação.

 

Essa diferença, de acordo com os autores, poderia ser explicada pela maior pressão sangüínea das crianças com apnéia, em comparação com aquelas que somente roncam. “Levando em conta o papel da pressão sangüínea em regular a quantidade de concentração de oxigênio no cérebro, podemos ter um melhor entendimento da relação entre distúrbios respiratórios de sono e déficit cognitivo” explicaram os autores.

 

Em editorial que acompanha o estudo, o especialista David Gozal, da Universidade de Louisville, destaca que o estudo mostra que “déficits neurocognitivos não são apenas questão do cérebro, mas envolve também o sistema cardiovascular”.

 

Fonte: Boa Saúde

Complicações de dormir pouco e/ou mal (Parte 2)

Repouso sob análise

 

A polissonografia é um exame que pode revelar o padrão de sono habitual do indivíduo. Ele é feito durante o sono, por meio de sensores, colocados na superfície da pele, que enviam informações a avançados aparelhos computadorizados e permitem a coleta de dados e análise do sono em tempo real. Todo o processo é indolor e é feito o monitoramento de atividades como batimentos cardíacos, movimento dos olhos, respiração, ronco etc. Muitas pessoas descobrem, por meio da polissonografia, sintomas de deficiência do sono que desconheciam e que, não raro, um simples tratamento é suficiente para a cura e melhor qualidade de vida.

 

FONTE: WWW.SONO.ORG.BR

 

Antes de ser importante para a estética, o sono é uma necessidade vital. De acordo com o neurologista Walter Moraes, da Sociedade Brasileira do Sono e pesquisador do Instituto do Sono, de São Paulo, vários processos biológicos acontecem quando estamos dormindo. É na fase mais profunda do sono, por exemplo, que ocorre a produção do hormônio do crescimento, o GH. Ele evita o acúmulo de gordura, ajuda a melhorar o desempenho físico e combate doenças ósseas, como a osteoporose.

 

"O hormônio do crescimento tem a função de renovação e multiplicação celular, além de retardar o processo de envelhecimento. É essa multiplicação celular que renova a derme, trocando as células velhas por novas. Portanto, a formação das rugas pode ser amenizada com noites bem dormidas", sugere Moraes. "O hormônio do estresse também envelhece. Quando você se irrita e franze a testa aparecem rugas nessa região", complementa.

 

Os 10 mandamentos para uma boa noite de descanso

 

1. ter um horário regular para dormir e despertar; 2. ir para a cama somente na hora de dormir; 3. manter o ambiente saudável; 4. não fazer uso de álcool no período notuno; 5. jamais usar medicamentos para dormir sem orientação médica; 6. evitar exageros no consumo de café, chá e refrigerante; 7. praticar atividade física em horários adequados e nunca próximo à hora de se recolher; 8. jantar moderadamente em horário regular e adequado; 9. não levar problemas para a cama; 10. dedicar-se a atividades repousantes e relaxantes após o jantar.

 

FONTE: INSTITUTO DO SONO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP)

 

Sendo assim, quem dorme mal tende a viver com menos qualidade de vida, pois cansaço, dor no corpo e muito sono são outras conseqüências das noites em claro, que fatalmente tornarão o dia um pouco mais difícil. E o que não faltam são estímulos externos que contribuem para o problema. Os aparelhos de tevê e os celulares são exemplos de itens nessa categoria que precisam ser desligados. O gerente de projetos Felipe Ramos só dorme com a tevê ligada. "Durmo pouco e fico muito tempo na cama vendo filmes. Tenho certeza que são práticas que me fazem mal, mas estou tentando corrigi-las".

 

Outro detalhe: todos os especialistas recomendam não comer antes de dormir. O correto é fazer a refeição duas ou três horas antes de deitar para que a digestão não seja realizada "na horizontal". Mas não é só isso: dormir bem, praticar exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada fazem parte dos cuidados básicos necessários à saúde. Portanto, torne o sono de todas as noites uma prioridade, ligada diretamente à sua melhor qualidade de vida.

 

Fonte: Editora Escala