Spiga
Mostrando postagens com marcador médico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador médico. Mostrar todas as postagens

A homeopatia é o bicho

Os resultados são comprovados através de estudos e dos próprios pacientes...

 

Sempre que alguém me diz que a homeopatia faz efeito pelo papo do médico que convence o paciente que ele não está doente, dando a ele gotinhas que têm mais uma ação emocional e psicológica do que propriamente clínica, eu tento imaginar como isso funcionaria com os animais?

 

Alguém consegue pensar em uma possibilidade de convencer o gado que ele não tem carrapatos?

 

Eu me lembro de uma matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em novembro de 2.007, comentando sobre o uso de bioterápicos contra os carrapatos em bovinos da raça purunã, pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), comprovando a mesma eficácia, menor custo, maior facilidade na aplicação e um aumento do peso do gado durante o período do tratamento comparado com o tratamento químico habitual. Vou aproveitar dois textos do meu site.

 

O primeiro deles é do então presidente da Associação Medica Veterinária Homeopática do Brasil (AMVHB - 2005) - Dr. Elias Carlos Zoby: Cada vez mais se ouve falar em tratamentos naturais para homens, outros animais e plantas.

 

A sociedade está tomando consciência de que os resíduos químicos lançados no ambiente ou nos organismos causam outros efeitos além daqueles desejados e pelos quais foram usados, que vivemos num ecossistema e isto implica dizer que há constante interação entre todos os elementos envolvidos.

 

O vento que sopra no pólo norte se reflete no sul, o lixo lançado no rio que corta uma fazenda vai poluir a fonte de água de bebida de todos que estão mais abaixo em seu curso. Entre essas terapêuticas em ascensão a principal é a Homeopatia, medicina descoberta pelo médico alemão Samuel Hahnemann em fins do Século XVIII e que se baseia na semelhança de sintomas. Os medicamentos são experimentados em indivíduos sadios e causam alterações de ordem sensorial, funcional e, se levados mais adiante, lesional.

 

Essas mesmas substâncias, preparadas por uma farmacotécnica especializada chamada dinamização, curam no enfermo as doenças caracterizadas por aqueles sintomas produzidos experimentalmente.

 

Homeopatia é especialidade reconhecida pelos Conselhos Federal de Medicina e de Medicina Veterinária.

 

O segundo foi escrito pelo Prof. Dr. Claudio Martins Real, primeiro médico veterinário homeopata do Brasil, agraciado pela AMVHB, em 2.000, com o título de "Precursor da Homeopatia Veterinária no Brasil" do site www.realh.com.br. A criação da Homeopatia, por Samuel Hahnemann, no fim do século XVIII e início do XIX, representou, além de uma nova terapêutica, nova concepção sobre a origem das doenças.

 

Os novos métodos e concepções, como vendaval renovador, abalaram o mundo cientifico da época, principalmente a classe médica ciosa de seu saber. Naquele tempo, inúmeras epidemias dizimavam o rebanho bovino, entre elas: a Peste Bovina e o Carbúnculo Hemático, e o Mormo entre os eqüinos.

 

Diante da pressão em que se encontravam os veterinários para solucionar os problemas existentes, é natural que a nova terapêutica, a Homeopatia, granjeasse adeptos. É importante destacar nesta época o veterinário alemão Willem Lux (1777-1849), professor na escola veterinária de Leipzig contemporâneo de Hahnemann, um dos primeiros veterinários a usar a Homeopatia. Lux adquiriu fama ao solucionar uma epidemia de Carbúnculo Hemático.

 

Como não dispunha de medicamentos homeopáticos que cobrissem o "retrato" clínico da doença, Lux teve a idéia de tratar a epidemia com sangue dinamizado de um bovino carbunculoso e os resultados foram surpreendentes. Posteriormente, solucionou uma epidemia de Mormo na Hungria, dinamizando o corrimento nasal de um cavalo com a doença.

 

Com estas inovações, Lux estabeleceu as bases da Isopatia, procedimento terapêutico que usa os métodos homeopáticos no preparo de medicamentos que são extraídos do próprio doente. Como terapêutica individual, a Homeopatia vem sendo utilizada em clínicas veterinárias e no Brasil e em todos os países do mundo, já ultrapassou a clínica de pequenos animais e é usado com êxito em haras, granjas leiteiras e pocilgas.

 

Para exemplificar: na Inglaterra o médico oficial da família real é homeopata, assim como os cavalos e os animais da granja real são atendidos por veterinário também homeopata. O interesse dos médicos veterinários brasileiros pela Homeopatia é crescente e pode ser expresso na fundação da Associação dos Médicos Veterinários Homeopatas do Brasil (AMVHB), em agosto de 1993 em São Paulo, com mais de uma centena de veterinários cadastrados e pela existência no País de diversos cursos de especialização em Homeopatia.

 

Para saber mais sobre Homeopatia na Medicina Veterinária, acesse os artigos Lei dos Semelhantes e Homeopatia Populacional do mesmo autor, no mesmo site.

 

21 de novembro é o dia nacional da homeopatia

 

Dr. Moises Chencinski é homeopata

 

Para saber mais, acesse: www.doutormoises.com.br

 

Fonte: Minha Vida

Homens têm mais chances de ter cálculo renal

O cálculo renal, também conhecido como pedra nos rins, causa dor de grande intensidade. Cerca de 10% da população apresenta ou já apresentou cálculo renal uma vez na vida e, em 50% dos casos, a doença é reincidente.

 

Segundo Dr. José Travassos, urologista, os episódios de cólica renal normalmente são abruptos e quase sempre acompanhados de náuseas e vômitos. “A dor freqüentemente ocorre na região lombar e se irradia para a região pélvica, vulva e ou testículos. A cor da urina pode ser alterada, ficando entre o vermelho e marrom escuro, seguida de dor para urinar”, ressalta.

 

Além disso, o médico lembra que a doença incide mais no sexo masculino que no feminino na proporção de três para um. Dr. Travassos afirma ainda que dentre as causas principais do cálculo renal estão a herança genética, associada aos hábitos do cotidiano, como baixa ingestão de líquidos e a alimentação. “Alimentos ricos em sódio, grãos, derivados do leite, chocolate devem ser ingeridos com moderação pelas pessoas que sofrem de cálculo renal”, reforça o urologista.

 

Muitas pessoas acometidas por cálculos renais não apresentam sintomas e só irão descobrir que são portadoras ao fazer exames radiológicos. Os cálculos renais são formados por cristais que se precipitam na presença de pH favorável.

 

Para a prevenção, Dr. Travassos sugere ingestão de água na quantidade de 2,5 litros por dia, além da redução da ingestão dos alimentos citados acima. Além disso, existem medicamentos específicos para o tratamento e prevenção da doença e, para isso, exames de rotina provam ser aliados fundamentais da saúde e do bem-estar de qualquer pessoa.

 

Fonte: Sentir Bem

"Maus Hábitos" mostra o drama de quem sofre de anorexia

Elena é uma mulher magra, perfeccionista e frustrada por não conseguir convencer a filha rechonchuda a fazer dieta. "Ninguém gosta de gordos", diz à menina, sem saber que o marido está interessado mesmo é na aluna que esbanja curvas e come sem culpa. Outra personagem, Matilde, é uma freira que se recusa a comer por acreditar que o sacrifício é capaz de salvar a cidade de uma enchente. O filme "Maus Hábitos", que entrou em cartaz recentemente no Brasil, aborda com riqueza de detalhes a anorexia, doença que afeta principalmente mulheres e tem sido associada ao universo da moda.

 

Especialista em transtornos alimentares, o psiquiatra Alexandre Azevedo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas, da USP (Universidade de São Paulo), foi assistir ao filme por indicação de uma paciente, que identificou sua condição nas telas. "O filme é bastante realista na apresentação das crenças que um portador do transtorno apresenta; claro que com certo 'colorido', por se tratar de uma ficção", critica. Mas ele diz que não o recomendaria para qualquer um: "No caso de uma paciente ainda resistente ao tratamento, ela vai ouvir o discurso da personagem como sendo verdadeiro e, assim, reforçar as crenças que tem sobre a doença".

 

"Maus Hábitos" traz à tona a hipótese, que já foi tema de estudo, de que muitas das santas da Idade Média sofriam de anorexia. A crença era de que, quanto maior a força para manter um jejum auto-imposto, mais a fé seria acreditada e mais próxima de Deus estaria a religiosa. Alguns especialistas sugerem, inclusive, que a desnutrição seria a causa das alucinações visuais e auditivas narradas por essas mulheres.

 

Apesar do contexto ser diferente, as anoréxicas de hoje também estão presas a um tipo de crença: a de que ser magra é sinônimo de sucesso, como conta o médico ao Ciência e Saúde.

 

Ciência e Saúde: Elena, a mãe anoréxica de "Maus Hábitos", é extremamente perfeccionista. Essa também é uma característica de quem sofre do transtorno? Azevedo: É uma característica habitual. Os portadores de anorexia nervosa, particularmente do subtipo restritivo (com dietas rigorosas e intensa perda de peso) são comumente perfeccionistas. Trata-se, em geral, de excelentes alunos, educados, discretos e elogiados por todas essas condutas. Sem dúvida, o grande portador de transtorno alimentar no filme é o personagem da mãe. Suas crenças de que pessoas obesas são infelizes são induzidas à filha.

 

Ciência e Saúde: O colega gordinho da menina diz ter encontrado um jeito de emagrecer sem sofrer: mastigar, mastigar e depois cuspir. Portadores de anorexia costumam usar estratégias como essa? Azevedo: Sim. São considerados métodos inadequados de compensação. Os mais comuns são vômitos auto-induzidos, prática exagerada de exercícios, uso de laxantes e diuréticos e uso de substâncias que promovem perda de peso (como anorexígenos, cocaína, hormônio tireoideano e outros estimulantes). Mastigar e cuspir é uma das técnicas. Alguns chegam ao extremo de ingerir detergentes com a intenção de promover a diluição das gorduras, mas isso é menos freqüente.

 

Ciência e Saúde: A postura de reprovação de algum parente, a exemplo do que ocorre no filme, pode ser um deflagrador do transtorno? Azevedo: Os deflagradores costumam ser a pressão sobre a necessidade de perder peso e a crença, imposta ou não por outra pessoa, de que a magreza traz sucesso em qualquer área da vida. Assim, inicia-se uma dieta de restrição e o indivíduo ganha atenção e elogios sobre a sua capacidade em perder peso. Em um indivíduo geneticamente predisposto, esse pode ser o gatilho para o desejo de perder cada vez mais peso e desencadear a síndrome alimentar pela distorção de imagem corporal (este é o sintoma central nos transtornos alimentares: enxergar-se maior do que de fato é).

 

Ciência e Saúde: Na sua opinião, o filme pode ajudar pacientes e familiares a entenderem melhor a doença? Você o indicou ou indicaria? Azevedo: O filme só poderá ser indicado a pacientes que realmente já adquiriram crítica sobre a doença, ou seja, percebem-se doentes e desejam tratar-se e melhorar. No caso de uma paciente ainda resistente ao tratamento, ela vai ouvir o discurso da personagem como sendo verdadeiro e, assim, reforçar as crenças que tem sobre a doença. Nesse caso, filmes como esse podem até agravar os sintomas. No caso de pacientes adultas, que participam do tratamento e desejam melhorar, o filme pode ajudar a compreender a origem da doença e o quão vazia é a crença de que um corpo magro é garantia de sucesso. Além disso, ela pode se identificar com o sofrimento do personagem e isso lhe dará motivação para melhorar.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Cuidados com os olhos devem permanecer no inverno; ouça especialista

Não é apenas nos dias quentes de verão que as pessoas devem se preocupar com os perigos da radiação solar. Os raios ultravioleta também são danosos no inverno.

 

As informações são do doutor Newton Kara, livre docente e professor colaborador da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), e chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas da USP.

 

"Se o olho fosse uma máquina fotográfica, a retina seria o filme. Esta é a região que recebe a luz e decodifica a luz em imagem. Então realmente é a retina "quem enxerga", é a parte mais importante para os olhos", explica o médico.

 

Kara informa que a retenção ultravioleta machuca, tira a vitalidade e deixa a retina mais fraca. Com isso, a qualidade de visão diminui. No verão, a radiação ultravioleta que atinge a superfície terrestre é mais concentrada. Já no inverno, fica mais difusa.

 

"Mas não é que vem menos, então lesa menos. Na verdade ela lesa tanto quanto no verão", alerta o médico. No verão, a pele sente a radiação. No inverno não, mas ela continua atingindo o corpo, inclusive a retina.

 

Segundo o especialista, mesmo em dias nublados é importante usar óculos escuros. Mas as pessoas devem ficar atentas à procedência dos óculos, já que peças vendidas em camelôs, por exemplo, não costumam contar com a proteção UV.

 

"Se você sai na rua em um dia ensolarado sem óculos, pelo menos a pupila vai fechar, então vai diminuir a luz que vai entrar no olho. Agora se a gente sai com óculos escuros, aí a pupila vai ficar aberta, vai entrar mais luz no olho. E se esses óculos não tiverem a proteção contra a radiação ultravioleta, vai entrar mais luz e mais radiação ultravioleta dentro do olho", afirma Kara.

 

O professor diz que um dos poucos aparelhos que verificam a existência da proteção UV está no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da USP (Universidade de São Paulo). Como é um aparelho grande e caro, fica impossível disponibilizá-lo para toda a população.

 

"A gente tem que confiar no fabricante, em relação à marca e à reputação", conclui o médico.

 

Fonte: Folha Online

Corra com saúde e segurança

Você gosta de manter a forma, mas não está afim de encarar uma academia? Não tem problema, o pesonal trainer Wagner Araújo preparou um treino completo de corrida para te ajudar a perder os quilinhos extras e definir o abdômen.

 

Com a planilha montada, é só preparar a camisa para suar.

 

O treino está dividido em três níveis: iniciante, intemediário e avançado e por isso pode ser seguido por todo mundo.

 

Iniciante: Atletas que já caminham de 40´-60 min.confortavelmente e que arriscam pequenas corridas.

 

 

Legenda:

' = minutos

TR = Trote

C = Caminhada

Int. ativo = Intervalo caminhando

 

Observações:

>> Planilhas de 4 semanas

>> Antes de iniciar sua prática esportiva consulte um médico!

>> As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um professor.

>> Alongue-se antes e depois dos treinos!

>> Não esqueça de se hidratar.

>> Utilize a tabela a baixo para ajustar as intensidades dos treinos.

 

 

Fonte: Minha Vida

Corra com saúde e segurança (Parte 2)

Intermediário: Atletas que já correm de 4 a 6 km confortavelmente, 3 x por semana.

 

 

Legenda:

' = minutos

TR = Trote

C = Caminhada

Int. ativo = Intervalo caminhando

 

Observações:

>> Planilhas de 4 semanas

>> Antes de iniciar sua prática esportiva consulte um médico!

>> As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um professor.

>> Alongue-se antes e depois dos treinos!

>> Não esqueça de se hidratar.

>> Utilize a tabela a baixo para ajustar as intensidades dos treinos.

 

 

Fonte: Minha Vida

Corra com saúde e segurança (Parte 3)

Avançado: Atletas que já correm de 6 a 8 km confortavelmente, 3 a 4 x por semana.

 

 

Legenda:

' = minutos

TR = Trote

C = Caminhada

Int. ativo = Intervalo caminhando

 

Observações:

>> Planilhas de 4 semanas

>> Antes de iniciar sua prática esportiva consulte um médico!

>> As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um professor.

>> Alongue-se antes e depois dos treinos!

>> Não esqueça de se hidratar.

>> Utilize a tabela a baixo para ajustar as intensidades dos treinos.

 

 

Fonte: Minha Vida

Corrigidos os principais deslizes de quem treina em academia

Seu prédio tem academia interna? Ou você tem a disciplina necessária para se exercitar só em casa? Mesmo quem treina em academia, especialmente sem supervisão, está sujeito a cometer uma serie de erros que podem comprometer os resultados e ainda acarretar uma série de lesões. O professor de educação física e personal trainer Thiago Gonçalves e o médico e especialista em Medicina Desportiva Cláudio Zanelatto, montaram juntos uma guia que corrige os principais deslizes de quem resolveu encarar a ginástica.

 

Na prática geral de exercícios

 

1) Não variar os treinos Ao realizar sempre os mesmos exercícios, seu corpo não se sente mais desafiado. Assim, o nível de condicionamento mantém-se fixo e você fica sujeito a lesões por esforço repetitivo. Varie seus treinos e acrescente caminhadas na rua ou no parque, uma pedalada de vez em quando ou um jogo de vôlei no sítio. Assim, o nível de esforço varia e seu corpo precisa mostrar resultados.

 

2) Pular o alongamento As pessoas praticam seus exercícios cardiovasculares e atividades de força diariamente, mas esquecem o alongamento muscular. Exercícios de alongamento são importantes para o relaxamento, previnem lesões e mantêm a postura adequada. Alongue-se SEMPRE antes e depois do treino.

 

3) Usar as roupas erradas Primeiro, esqueça aquele mito de que é preciso se encher de blusas e calças plásticas para suar e perder peso. Desse jeito você só perde água, e não gordura. Use roupas adequadas para a prática de exercícios físicos, com tecidos que respiram, sejam leves e adaptem-se ao seu corpo.

 

4) Utilizar os pesos de maneira inadequada Não importa quanto peso você consegue levantar, e sim como você o faz. O maior erro cometido pelas pessoas nos exercícios musculares de repetição é fazer as séries rápido demais, sem controlar o movimento nem a respiração, normalmente indo mais rápido na hora de abaixar o peso. O certo é fazer as repetições de forma lenta e usar a seguinte proporção: 1 segundo para levantar e 3 segundos para abaixar o peso.

 

5) Overtraining Se você acha que, em termos de exercícios quanto mais melhor, pense duas vezes. Treinar em ritmo intenso demais pode levar a distensões, lesões de esforço como fraturas por estresse e até à perda de tecido magro, ou seja, os músculos.

 

6) Treinar de forma inconstante Você treina forte por uma semana e depois fica outra sem se mexer? Péssima idéia. Alterações freqüentes no ritmo dos treinos diminuem os benefícios de qualquer programa de exercícios, aumentando bastante o risco de lesões. Defina uma rotina realista, que você consiga cumprir toda semana.

 

7) Ignorar as mensagens do seu corpo Ás vezes a vontade de entrar em forma é tanta que ignoramos sintomas como tonturas, dores musculares fortes e mal-estar. Apesar de um pouco de dor nos músculos ser normal, o exagero só leva a lesões, que vão forçar intervalos de semanas ou até meses. Se sentir algum destes sintomas, diminua o ritmo e procure orientação médica.

 

8) Se exercitar em jejum ou com o estômago cheio

 

Para começar, treinar em jejum aumenta o risco de uma hipoglicemia e não ajuda nada a emagrecer, ao contrário, faz com que o corpo queime massa magra em vez de gorduras. Já se exercitar de estômago cheio pode levar a enjôo, náuseas e mal-estar, além de atrapalhar bastante tanto a digestão quanto a prática dos exercícios. Espere pelo menos 2h depois de comer uma refeição completa para começar o treino.

 

No uso de equipamentos de musculação e prática de exercícios

 

1) Costas a postura correta quando for fazer o Pulley é manter a coluna reta, olhe para frente e não para baixo ou para cima. Mantenha a cabeça no prolongamento da coluna. Na puxada para baixo os cotovelos devem estar embaixo da barra, e não para trás.

 

2) Braços quando for fazer o tríceps apoiada no banco não deixe a perna distendida. Mantenha-as flexionadas. Não abra os cotovelos atrás. Desça o tronco até os cotovelos atingirem a altura dos ombros. O quadril deve estar próximo do banco.

 

3) Peito ao fazer o supino, apóie os pés no banco evitando tirar as costas do mesmo. Não estenda completamente os braços na subida. Novamente a cabeça deve estar no prolongamento da coluna.

 

4) Abdômen na repetição de abdominais, mantenha os pés próximos ao quadril e as costas apoiadas no chão. Suba e desça contraindo a musculatura abdominal. Mantenha a cabeça no prolongamento da coluna, olhando para a frente na diagonal. Assim, você previne dores nas costas e no pescoço.

 

5) Spinning ajuste bem a altura do banco e o guidão. Seus joelhos nunca devem ultrapassar os seus pés na hora de pedalar.

 

Fonte: Minha Vida

Os Perigos do Jejum e dos Transtornos Alimentares

A Mística Prática do Jejum

 

Durante o Ramadã, o nono mês do ano no calendário muçulmano, os fiéis realizam jejum diariamente entre o alvorecer e o pôr-do-sol. O Yom Kipur (dia do perdão) na tradição judaica, representa o dia em que Deus julga os pecados de cada um e dá sua sentença. É também o dia em que os judeus praticam o jejum. Católicos e evangélicos também utilizam a prática para manifestar sua fé. A partir destas práticas, surge um mito de que o jejum concretamente purifica o organismo.

 

Apesar dos profissionais de saúde concordarem que a liberdade de culto religioso deve ser mantida e a simbologia litúrgica respeitada, o jejum não é recomendado na rotina diária. Segundo Dr. Adriano Segal, coordenador do ambulatório de obesidade do Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares) do Hospital das Clínicas em São Paulo, o erro está em transformar uma manifestação simbólica em uma indicação de melhora de saúde. "Isto não procede: jejum não purifica o organismo. Para algumas pessoas (por exemplo, diabéticas, muito idosas, com alguma debilitação física importante, que usam medicação com horários fixos), chega-se a contra-indicar estas práticas, mesmo no contexto religioso, devido a riscos importantes que acarreta para a saúde", explica o médico.

 

Para ele, quando há a necessidade de jejum, a orientação é feita de uma maneira individualizada e de acordo com a situação específica. "O jejum não traz vantagens para o organismo e, de fato, sua realização de rotina deve ser evitada, a não ser em casos específicos (como realização de cirurgia que necessite de certos tipos de anestesia, coleta de exames, rituais religiosos e outros)", completa Segal.

 

O Que Ocorre Com o Organismo Durante o Jejum Prolongado?

 

Aos poucos, as reservas de glicose do organismo vão se esgotando e outras fontes de energia, como proteínas e gordura, passam a ser utilizadas para que o organismo se mantenha vivo. Quanto mais longo for o jejum, mais gordura e proteínas vão sendo consumidas. "O humor se altera (a pessoa passa a ficar mais irritável), o hálito fica ruim, a pessoa pode ter crises de hipoglicemia (que podem ser graves), a taxa metabólica diminui, entre outras alterações", explica Sílvia Franciscato Cozzolino, professora de nutrição humana da Faculdade de Ciências Biomédicas da USP.

 

Dentro de um longo período, uma alteração grave pode ser a chamada hipoglicemia rebote, ou seja, a pessoa pára de produzir insulina, pela não ingestão de carboidratos. Quando o jejum é interrompido, há uma elevada secreção de insulina, às vezes maior do que a necessária, levando à hipoglicemia. "Quanto mais tempo o indivíduo fica sem comer, mais se acostuma à privação. Depois de um jejum prolongado, não é possível, da noite para o dia, voltar a comer na mesma quantidade de antes. É preciso ter uma readaptação paulatina", conclui Sílvia.

 

Mas até que ponto o organismo agüenta ficar em jejum? "Em média, podemos dizer que um paciente agüenta ficar sem comer por 60 dias", afirma Adriano Segal. "Teoricamente, uma pessoa de 70 kg tem subsídios energéticos para agüentar um jejum por 90 dias. Mas ninguém chega a esse ponto, porque acontecem outros problemas antes disso", explica o especialista.

 

Esses problemas são principalmente as infecções. Inicialmente, o organismo tira do fígado a glicose. O órgão armazena o glicogênio, que é uma espécie de reserva de glicose, que dura para um jejum de 12 horas. O organismo também tira energia da gordura do tecido adiposo, o que posteriormente pode provocar formação de substâncias tóxicas para o organismo, e do tecido muscular. Porém, com todos esses mecanismos, cai a resistência do paciente, que fica mais sujeito a infecções. "Com o corpo debilitado e um quadro de infecção, a pessoa pode morrer. O paciente, após um jejum prolongado, pode vir a ter problemas no pulmão ou no sistema nervoso, por exemplo", explica Segal.

 

Em pessoas com anorexia nervosa e outros transtornos alimentares, quadros depressivos e ansiosos estão diretamente associados à prática do jejum. Uma das alterações que ocorrem em pessoas predispostas a estas doenças é a realização de refeições desproporcionalmente grandes, com a sensação de perda de controle sobre o quanto e o que se come (os chamados episódios de comer compulsivo). Assim, para pacientes obesos, jejuns de mais de 4 horas são contra-indicados, a não ser, em situações específicas.

 

Transtornos Alimentares: Doenças da Ditadura do Corpo Ideal

 

A anorexia nervosa é, sem dúvida, o mal das mulheres do final do século 20. Os homens são apenas 5% dos pacientes. São tantas as mulheres que sofrem da doença, que os ambulatórios do Hospital das Clínicas e do Hospital São Paulo estão sempre lotados, recusando pacientes. Não há estatísticas precisas, mas sabe-se que cerca de 20% das anoréxicas morrem. "A doença pode começar de uma hora para outra. A pessoa acha que está gorda e começa a fazer regime. No começo, ela tem apetite, mas se força para não comer. Depois de algum tempo de jejum, não sente mais fome e recusa qualquer alimentação", diz o psiquiatra Táki Cordás, coordenador-geral do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas.

 

A inocente dieta inicial vai se tornando, aos poucos, idéia fixa. A mulher perde peso rapidamente, mas não se contenta. Olha-se no espelho e encontra culotes e celulites invisíveis aos outros. Recusa também conselhos de parentes e amigos e, apesar de magra, mantém uma hiperatividade.

 

Depois de alguns meses, ultrapassa a chamada "barreira da fome": quando o estoque de energia começa a baixar, sentimos fome, ficamos agitados, ansiosos por comida. A anoréxica suporta essa fome e desencadeia um processo interno. O corpo começa então a "economizar" tudo, diminuindo o gasto de energia: produz menos calor (sente frio o dia todo); queima gordura em grande quantidade, produzindo muita cetona (o hálito fica ruim) e a menstruação começa a falhar (ausência de pelo menos três ciclos consecutivos). A fraqueza aparece: há cãibras nas pernas, sudoreses, apatia, o cabelo cai e as unhas tornam-se quebradiças. Em geral, quando chega a esse ponto, a anoréxica precisa ser internada para receber alimentação parental e evitar a morte. "Em 90% das vezes, é a família quem interna. Os parentes percebem algo errado e não agüentam mais as brigas. A pessoa muda completamente de personalidade", afirma o psiquiatra.

 

O tratamento da doença pode ser tão sofrido quanto o de um dependente de drogas. Na anorexia nervosa, o nível de beta-endorfina, substância que provoca bem-estar, aumenta, podendo subir até 50 vezes acima do normal. "Quando você começa a alimentar uma pessoa que está anoréxica há muito tempo, esse nível de endorfina cai, e ela perde a sensação de bem-estar, sente muita angústia. É como se ela fosse viciada na própria endorfina que o corpo produziu", diz Freddy Eliaschewitz, chefe do Departamento de Endocrinologia do Hospital Heliópolis. Além disso, há o pânico de engordar. "É muito difícil fazer a paciente aceitar comida no início. Há mulheres que chegam com 27 kg e com medo de engordar", afirma o médico.

 

Na primeira fase, a paciente precisa ser hidratada, porque a maioria já parou de beber líquidos com medo de engordar. É difícil tratar a anorexia. As pacientes, em geral, precisam chegar ao fundo do poço para começar a melhorar. Isso significa passar bem perto da morte, perder 40% do peso e mal conseguir ficar de pé. Com o tratamento, a maioria engorda e volta a menstruar, mas muitas continuam obcecadas com o peso. De acordo com os especialistas, é difícil haver cura total.

 

Fonte: Uol