Spiga
Mostrando postagens com marcador verão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verão. Mostrar todas as postagens

Rua ou esteira?

A proximidade do verão traz temperaturas mais elevadas no País e bate a vontade de pegar o tênis e sair por aí, correndo num parque, numa ciclovia ou na rua. Respiração ritmada na cadência dos passos, o vento no rosto, os braços para a frente e para trás, ajudando as pernas a avançar metro a metro até o fim. O cérebro começa a liberar endorfina, um neurotransmissor que provoca a sensação de bem-estar e euforia que só quem corre conhece.

 

Só que, no meio de tudo isso, passa um ônibus do seu lado e lança fumaça preta para cima de você que aspira fuligem, monóxido de carbono e outros poluentes. O vilão também pode ser um buraco. E seu pé cai lá dentro. Dias de molho.

 

Correr ao ar livre tem vantagens - ainda mais para quem mora numa cidade com belezas naturais e livre de poluição. "Opa! Não é o meu caso", você pensa. "Mesmo assim você quer correr? Vá para a esteira! Sim, pode ser chato, monótono - até um pouco ridículo - correr sem sair do lugar num espaço fechado. Mas a esteira tem muitas vantagens e, em alguns casos, é mais indicada do que correr na rua.O personal trainer Anderson de Oliveira, especialista em corrida e ex-atleta, afirma que o marketing em torno da corrida fez muita gente deixar o sedentarismo. Mas é um marketing pela metade: ressalta os benefícios e esquece de alertar para o risco de lesões.

 

"Correr na rua exige um trabalho específico de aumento de coordenação e fortalecimento muscular." E esse trabalho é feito... na esteira. Oliveira explica que o equipamento é projetado para aumentar o conforto do atleta. As esteiras mais modernas têm um sistema de amortecimento que diminui o impacto dos pés no solo importantíssimo para evitar o risco de lesões.

 

"Na rua a sobrecarga nas articulações é muito grande", afirma o personal trainer. Sem uma preparação física adequada, cedo ou tarde, seu joelho ou tornozelos vão sentir e você será forçado a uma "aposentadoria precoce". O especialista conta que uma pessoa de 50 quilos, que corre na faixa de 60% a 70% da sua capacidade máxima, coloca três vezes o seu peso nas articulações. "Se aumenta a velocidade, o impacto pode até dobrar."

 

Além de proteger as articulações, a esteira facilita os movimentos, exigindo um esforço menor do praticante. "Ela 'joga' você para cima e para frente, facilitando a corrida", diz Oliveira. Esse sistema é outro motivo pelo qual a esteira é indicada para iniciantes. O personal trainer diz que correr não é tão simples assim. "O iniciante precisa aprender a coordenar os membros inferiores e superiores." É aprender a correr mesmo.

 

Depois de se preparar na esteira, o corredor pode ir para a rua. Mas deve escolher bem o local, não muito acidentado, o horário - ideal às 6h ou depois das 19h e nunca esquecer de fazer aquecimento. Todas as precauções tomadas, boa corrida!

 

Esteira ou rua?

 

Vantagens da esteira

  • Tem sistema de amortecimento que diminui o risco de lesões nas articulações
  • Por estar num recinto fechado, o corredor não está exposto a gases poluentes
  • Independe de tempo bom e temperatura agradável para a prática. Boa para o iniciante se preparar fisicamente.

 

Vantagens da rua

  • Por ser num cenário variável, evita a monotonia e tédio de correr num lugar fechado e sem sair do lugar. É mais dinâmico e desafiador. Indicado apenas para os já iniciados na corrida e com preparo físico.

 

Fonte: Yahoo

Cuidados com os olhos devem permanecer no inverno; ouça especialista

Não é apenas nos dias quentes de verão que as pessoas devem se preocupar com os perigos da radiação solar. Os raios ultravioleta também são danosos no inverno.

 

As informações são do doutor Newton Kara, livre docente e professor colaborador da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), e chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas da USP.

 

"Se o olho fosse uma máquina fotográfica, a retina seria o filme. Esta é a região que recebe a luz e decodifica a luz em imagem. Então realmente é a retina "quem enxerga", é a parte mais importante para os olhos", explica o médico.

 

Kara informa que a retenção ultravioleta machuca, tira a vitalidade e deixa a retina mais fraca. Com isso, a qualidade de visão diminui. No verão, a radiação ultravioleta que atinge a superfície terrestre é mais concentrada. Já no inverno, fica mais difusa.

 

"Mas não é que vem menos, então lesa menos. Na verdade ela lesa tanto quanto no verão", alerta o médico. No verão, a pele sente a radiação. No inverno não, mas ela continua atingindo o corpo, inclusive a retina.

 

Segundo o especialista, mesmo em dias nublados é importante usar óculos escuros. Mas as pessoas devem ficar atentas à procedência dos óculos, já que peças vendidas em camelôs, por exemplo, não costumam contar com a proteção UV.

 

"Se você sai na rua em um dia ensolarado sem óculos, pelo menos a pupila vai fechar, então vai diminuir a luz que vai entrar no olho. Agora se a gente sai com óculos escuros, aí a pupila vai ficar aberta, vai entrar mais luz no olho. E se esses óculos não tiverem a proteção contra a radiação ultravioleta, vai entrar mais luz e mais radiação ultravioleta dentro do olho", afirma Kara.

 

O professor diz que um dos poucos aparelhos que verificam a existência da proteção UV está no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da USP (Universidade de São Paulo). Como é um aparelho grande e caro, fica impossível disponibilizá-lo para toda a população.

 

"A gente tem que confiar no fabricante, em relação à marca e à reputação", conclui o médico.

 

Fonte: Folha Online