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Jovens também podem desenvolver Alzheimer

O mal de Alzheimer não afeta apenas pessoas idosas, segundo um estudo que indica que 14% dos cerca de 500.000 canadenses que sofrem da doença têm menos de 65 anos. Além disso, a Alzheimer Society calcula que o número de casos da doença deve dobrar nas próximas duas décadas, em conseqüência do envelhecimento da população e dos diagnósticos cada vez mais precoces.

 

O estudo aponta para o risco de superlotação do sistema público de saúde canadense devido ao grande aumento de pacientes com a doença. "Do jeito que a situação está hoje, o número de canadenses com o mal de Alzheimer ou doenças mentais relacionadas deve dobrar no espaço de uma geração", explicou em comunicado Ray Congdon, pesquisador da Alzheimer Society.

 

"Os novos dados reforçam o fato de que a doença de Alzheimer e outros males relacionados são uma preocupação crescente neste país, uma epidemia com o potencial de superlotar o sistema público de saúde do Canadá", afirmou.

 

Ao mesmo tempo, empresas e setores da indústria "também estão sendo afetados, já que a geração dos 'baby boomers', uma geração de líderes e mentores, está sendo atingida por doenças mentais", destacou por sua vez o diretor executivo da Alzheimer Society do Canadá, Scott Dudgeon.

 

Mais de 70.000 canadenses com menos de 65 anos e cerca de 50.000 com menos de 60 já foram diagnosticados com a doença, segundo a organização.

 

Fonte: Yahoo

Estudos britânicos ligam pressão alta a risco de demência

Dois estudos conduzidos por pesquisadores britânicos sugerem que o controle da pressão alta pode reduzir dramaticamente o risco de demência.

 

A primeira pesquisa, realizada por cientistas do Imperial College London, aponta que medicamentos para pressão alta podem reduzir a incidência da doença em até 13%.

 

O estudo, divulgado na publicação científica "Lancet Neurology", observou pacientes idosos com pressão alta para avaliar se os que estavam recebendo medicamentos tinham menos chances de desenvolver demência em comparação com os que não estavam sendo tratados.

 

A experiência foi interrrompida logo após os cientistas verificarem os benefícios dos medicamentos na redução de infartos e doenças cardíacas, não sendo possível verificar sua ação direta sobre a demência.

 

No entanto, ao comparar os resultados com outros estudos semelhantes, os especialistas britânicos perceberam que os pacientes que haviam recebido tratamento para pressão alta tinham 13% menos riscos de desenvolver a doença.

 

Fluxo sangüíneo

 

As razões precisas pelas quais a pressão arterial pode aumentar o risco de demência não foram esclarecidas pelos especialistas.

 

Vários cientistas acreditam que o motivo seja a diminuição do fluxo sangüíneo para o cérebro, acarretando na falta de oxigênio.

 

Pacientes que sofrem de restrições do fluxo sangüíneo são descritos normalmente como portadores de "demência vascular" e respondem por aproximadamente um quarto dos casos da doença.

 

O segundo estudo, realizado pela ONG britânica Alzheimer's Society, sugere que a demência vascular tem seis vezes mais chances de se desenvolver em pacientes com pressão alta com idades entre 40 e 50 anos.

 

Os especialistas acreditam que se o tratamento para pressão alta fosse aplicado corretamente, só na Grã-Bretanha 15 mil vidas poderiam ser poupadas todos os anos.

 

O diretor da ONG, Neil Hunt, sugere que as pessoas chequem regularmente a pressão arterial e taxas de colesterol.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Ter uma vida social "agitada" pode reduzir declínio de memória, diz estudo

As relações sociais podem ajudar a proteger o cérebro, retardando a perda de memória entre os idosos, segundo estudo publicado no "American Journal of Public Health". Estudos anteriores já apontavam uma relação entre a vida social e a perda de memória.

 

No primeiro grande estudo sobre o assunto, realizado nos Estados Unidos, os pesquisadores da Universidade de Harvard avaliaram dados de mais de 16 mil pessoas com mais de 50 anos de idade. Os participantes foram submetidos a testes de memória de dois em dois anos no período entre 1998 e 2004, além de terem sido analisados quanto a sua vida social – status marital, atividades voluntárias e contato com pais, crianças e vizinhos.

 

E os resultados mostraram que as pessoas com maior integração social apresentavam menores taxas de declínio de memória em um período de seis anos. Entre os menos socialmente integrados, a taxa de declínio era o dobro, em comparação com os mais integrados.

 

Segundo os autores, a participação e as interações sociais têm um profundo impacto na saúde e bem-estar das pessoas.

 

"Nós sabemos, por estudos anteriores, que pessoas com muitos laços sociais têm menores taxas de mortalidade. Agora, nós temos uma evidência crescente de que fortes redes sociais podem ajudar a prevenir declínios na memória. Como nossa sociedade envelhece e tem mais e mais pessoas idosas, será importante promover seu envolvimento na vida social e da comunidade para manter seu bem-estar", disse a pesquisadora Lisa Berkman.

 

Fonte: American Journal of Public Health.

 

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Emagreça com moderação para não perder a memória

Idosos que mantêm um peso saudável podem estar preservando sua memória e se prevenindo contra a doença de Alzheimer, segundo estudo da Escola de Saúde Publica Johns Hopkins Bloomberg, nos EUA.

 

Os resultados da pesquisa indicaram que a obesidade aumenta em 80% o risco de ter Alzheimer, e estar abaixo do peso normal também aumenta em 36% as chances de desenvolver problemas cognitivos.

 

Os especialistas analisaram 10 estudos internacionais realizados entre 1995 e 2007 sobre a relação peso corporal-risco de demência. E os resultados incentivaram os autores a encorajar a adoção de um estilo de vida saudável para a prevenção de problemas cognitivos, como o mal de Alzheimer, que afeta cerca de 5 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

 

Fonte: Blog Boa Saúde