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Tomar café pode proteger contra doença de Alzheimer, sugere estudo

O consumo de café na meia-idade pode reduzir os riscos de desenvolver doença de Alzheimer e outras demências na velhice, segundo estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease.

 

Avaliando dados de um acompanhamento de 21 anos de mais de 1,4 mil pessoas com idades entre 65 e 79 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que tomavam café na meia-idade tinham menor risco de demência e Alzheimer mais tarde, comparados com aqueles que não consumiam a bebida. O menor risco - 65% menos chances de desenvolver a doença foi observado entre aqueles que consumiam entre três e cinco xícaras de café por dia.

 

Embora mais estudos sejam necessários, os autores destacam a importância da descoberta que pode ser abrir a possibilidade de abordagens alimentares para modificar o risco de Alzheimer ou para o desenvolvimento de outras terapias com base nesse efeito.

 

Fonte: Blog da Boa Saúde

Universitários nos EUA querem criar 'cerveja anticâncer'

Um grupo de estudantes da Universidade Rice, no Estado americano do Texas, pretende criar uma cerveja transgênica que contém resveratrol, uma substância química presente no vinho que tem se mostradou capaz de reduzir os riscos de câncer e doenças cardíacas em experiências com ratos de laboratório.

 

Os estudantes estão tão entusiasmados com o projeto que vão inscrevê-lo no maior concurso internacional de biologia sintética, o iGEM (International Genetically Engineered Machine), que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro em Cambridge, no Estado americano de Massachusetts.

 

Na competição, as equipes utilizam DNA para criar organismos vivos que fazem coisas incomuns, como bactérias que se comportam como um filme fotográfico.

 

Esta é a terceira vez que o grupo, conhecido como Rice BiOWLogists, entra na competição. No ano passado, os estudantes apresentaram um vírus bacteriano que combatia a resistência a antibióticos, mas não levou o prêmio.

 

"Depois do concurso do ano passado, estávamos conversando sobre o que faríamos este ano", disse Taylor Stevenson. "Peter Nguyen (outro estudante) fez uma piada sobre colocar resveratrol na cerveja, mas nenhum de nós levou à sério." Mas, quando a equipe começou a pensar em um novo projeto, descobriu que haviam sido publicados muitos trabalhos científicos sobre a modificação de fermento com genes ligados ao resveratrol.

 

Fase teórica

 

Por enquanto, a pesquisa dos estudantes de Rice está na fase teórica. Eles ainda não produziram uma gota sequer de cerveja. Estão trabalhando, no momento, na criação de uma variedade transgênica de fermento que deverá produzir resveratrol ao mesmo tempo em que fermenta a cerveja.

 

A equipe tem planos de fermentar algumas doses para teste nas próximas semanas, que conterão "marcadores" químicos de sabor ruim necessários para que sigam a experiência. Esse produto não será consumido, de acordo com os estudantes.

 

Até hoje, só uma variedade de fermento transgênico foi aprovada para uso em cervejas, e os jovens pesquisadores dizem acreditar que vai levar muito tempo para que sua criação seja apreciada.

 

Estudos indicam que o resveratrol possui propriedades antiinflamatórias, anticâncer e produz benefícios cardiovasculares para animais de laboratório.

 

Ainda não foi estabelecido se a substância oferece benefícios também a seres humanos, mas o resveratrol já é vendido em lojas de produtos naturais.

 

Fonte: Ciência e Saúde

"Cirurgia Plástica é mais um vício dos dias de hoje", alerta Dr. Hollywood

Médico brasileiro queixa-se da mania mundial de corrigir o corpo no bisturi

 

A busca incessante pela beleza pode levar as mulheres para um resultado pouquíssimo atraente, já que os excessos de cirurgias plásticas causam, além do aspecto totalmente artificial, uma série de prejuízos para a saúde. De olho nesses riscos, o programa da Rede TV Dr. Hollywood, chama a atenção para os cuidados necessários na hora de enfrentar o bisturi e também alerta para as dificuldades do pós-operatório, um momento muito delicado.

 

Direto de Los Angeles, o herói da mesa de cirurgias mostrou preocupação com a busca desenfreada pelas plásticas. A cirurgia plástica tem de ser vista como última opção, a mais radical de todas , afirma o médico brasileiro Robert Rey, mais conhecido por Dr. Hollywood. Sem dúvida, ela é uma excelente idéia para pessoas com defeitos sérios no rosto ou corpo ou para levantar a auto-estima de muitas mulheres que não conseguem sucesso com outros métodos menos invasivos, diz o médico.

 

O perigo, segundo ele, é que muita gente acaba viciada nos resultados e abre mão de métodos tão eficazes, só que de resposta mais lenta (caso de uma boa série de exercícios físicos, por exemplo). Todas as cirurgias apresentam riscos, inclusive o de morte. Hemorragia, infecção, danos aos nervos, cicatrizes sérias e dores constantes fazem parte dos acidentes que podem surgir num procedimento como esse, não há como fingir que nada disso acontece.

 

Alguns cuidados, entretanto, ajudam você a avaliar se é hora de buscar ou cirurgião ou se, no seu caso, há maneiras mais simples de corrigir os problemas que andam perturbando as encaradas no espelho.

 

1. Avaliação

 

Em resumo, trata-se de uma boa conversa com um cirurgião plástico. Na consulta, ele vai examinar você, além de fazer uma série de perguntas com o objetivo de entender por que você pretende fazer mudanças no corpo. Por isso, a escolha de um profissional de confiança é tão importante. Na dúvida, busque uma indicação na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br).

 

Na fase pré-operatória, é necessário que o médico esclareça todas as suas dúvidas e ajuste as expectativas em relação á cirurgia. A realização de alguns exames, que mostram se você tem condições de fazer a cirurgia, também é indicada: hemograma completo, dosagem de sódio, potássio, uréia, creatinina e glicose e coagulograma, o Raio-x do tórax e o Eletrocardiograma estão na lista.

 

A avaliação do risco cirúrgico também faz parte desse processo e provavelmente é fase mais importante dos exames pré- operatórios. Essa parte consiste em uma consulta médica com um cardiologista ou clínico geral, onde será feito um eletrocardiograma e um exame clínico para classificar o risco cirúrgico de cada paciente. "Para uma cirurgia plástica, o ideal é o grau 1 que apresenta o menor risco cirúrgico possível. Só se todos os exames estiverem dentro dos padrões, à cirurgia pode ser marcada", afirma o cirurgião plástico Gustavo Merheb, do espaço Merheb.

 

2. Ajuste de expectativas

 

O mais comum entre essas cirurgias é o desejo que as pacientes apresentam em parecer com outras pessoas, chegando a levar imagens das personagens idealizadas. O cirurgião afirma que, quando as pacientes aparecem com esse tipo de pedido, o profissional precisa considerar dois fatores: "Em primeiro lugar, precisamos avaliar o que a paciente acha que é uma forma bonita, o que é grande demais, feio ou bonito, tudo a partir dos exemplos que eles oferecem. Em seguida, precisamos ter uma conversa franca com a paciente, explicando que não há como copiar o nariz ou as mamas de alguém. E mais: precisamos deixar claro que aquelas características ficam bem num certo padrão de estrutura corporal. Nosso papel, portanto, é buscar as medidas ideais em cada caso, sem exageros".

 

3. Efeito preguiça

 

Muitas vezes, as mulheres não se contentam apenas com uma cirurgia ou, empolgadas demais com um bom resultado, passam a sonhar com os próximos procedimentos. Mas tudo isso é muito subjetivo. Uma pessoa que possui um rosto mais alongado e estrutura óssea mais forte terá melhores resultados ao se submeter a um lifting facial do que quem possui outros tipos de rosto, por exemplo. Para lipoaspirações, quanto melhor a qualidade da pele (com poucas estrias e boa capacidade de contração, melhor será o resultado do procedimento. A comparação com uma miga que passou por uma cirurgia semelhante, portanto, nem sempre é indicada como índice de sucesso.

 

Conselhos de especialista

 

Antes de decidir bancar uma cirurgia plástica...

 

1. Procure o nome do seu médico no site da Sociedade Brasileira de cirurgia Plástica, onde deve constar como especialista (membro associado) ou, melhor ainda, membro titular (é uma ascensão na sociedade).

 

2. Certifique-se de que seu médico está credenciado para atender num bom hospital ou numa clinica preparada para lidar com emergências.

 

Fonte: Minha Vida

Estudo alerta para os perigos de derrames silenciosos

Os derrames silenciosos, que ocorre quando pequenos vasos cerebrais se rompem ou são obstruídos por coágulos sem a pessoa se dar conta imediatamente, são mais comuns do se imagina.

 

Em estudo recente realizado pela Universidade de Boston, nos EUA, 11% das pessoas que pensavam ser saudáveis apresentavam, na verdade, algum dano cerebral por causa de derrames silenciosos.

 

Os autores destacam que essas pessoas correm mais riscos de sofrer outros derrames e de perda acelerada de habilidades mentais. O estudo avaliou mais de 2 mil pessoas com média de idade de 62 anos e que não tinham histórico de derrame ou de seus sintomas.

 

E, segundo os especialistas, “as descobertas reforçam a necessidade de detecção precoce e tratamento de fatores de risco cardiovascular (como pressão alta, diabetes, ritmo cardíaco irregular e hábito de fumar) na meia-idade”.

 

Fonte: Blog Boa Saúde

Os Perigos do Jejum e dos Transtornos Alimentares

A Mística Prática do Jejum

 

Durante o Ramadã, o nono mês do ano no calendário muçulmano, os fiéis realizam jejum diariamente entre o alvorecer e o pôr-do-sol. O Yom Kipur (dia do perdão) na tradição judaica, representa o dia em que Deus julga os pecados de cada um e dá sua sentença. É também o dia em que os judeus praticam o jejum. Católicos e evangélicos também utilizam a prática para manifestar sua fé. A partir destas práticas, surge um mito de que o jejum concretamente purifica o organismo.

 

Apesar dos profissionais de saúde concordarem que a liberdade de culto religioso deve ser mantida e a simbologia litúrgica respeitada, o jejum não é recomendado na rotina diária. Segundo Dr. Adriano Segal, coordenador do ambulatório de obesidade do Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares) do Hospital das Clínicas em São Paulo, o erro está em transformar uma manifestação simbólica em uma indicação de melhora de saúde. "Isto não procede: jejum não purifica o organismo. Para algumas pessoas (por exemplo, diabéticas, muito idosas, com alguma debilitação física importante, que usam medicação com horários fixos), chega-se a contra-indicar estas práticas, mesmo no contexto religioso, devido a riscos importantes que acarreta para a saúde", explica o médico.

 

Para ele, quando há a necessidade de jejum, a orientação é feita de uma maneira individualizada e de acordo com a situação específica. "O jejum não traz vantagens para o organismo e, de fato, sua realização de rotina deve ser evitada, a não ser em casos específicos (como realização de cirurgia que necessite de certos tipos de anestesia, coleta de exames, rituais religiosos e outros)", completa Segal.

 

O Que Ocorre Com o Organismo Durante o Jejum Prolongado?

 

Aos poucos, as reservas de glicose do organismo vão se esgotando e outras fontes de energia, como proteínas e gordura, passam a ser utilizadas para que o organismo se mantenha vivo. Quanto mais longo for o jejum, mais gordura e proteínas vão sendo consumidas. "O humor se altera (a pessoa passa a ficar mais irritável), o hálito fica ruim, a pessoa pode ter crises de hipoglicemia (que podem ser graves), a taxa metabólica diminui, entre outras alterações", explica Sílvia Franciscato Cozzolino, professora de nutrição humana da Faculdade de Ciências Biomédicas da USP.

 

Dentro de um longo período, uma alteração grave pode ser a chamada hipoglicemia rebote, ou seja, a pessoa pára de produzir insulina, pela não ingestão de carboidratos. Quando o jejum é interrompido, há uma elevada secreção de insulina, às vezes maior do que a necessária, levando à hipoglicemia. "Quanto mais tempo o indivíduo fica sem comer, mais se acostuma à privação. Depois de um jejum prolongado, não é possível, da noite para o dia, voltar a comer na mesma quantidade de antes. É preciso ter uma readaptação paulatina", conclui Sílvia.

 

Mas até que ponto o organismo agüenta ficar em jejum? "Em média, podemos dizer que um paciente agüenta ficar sem comer por 60 dias", afirma Adriano Segal. "Teoricamente, uma pessoa de 70 kg tem subsídios energéticos para agüentar um jejum por 90 dias. Mas ninguém chega a esse ponto, porque acontecem outros problemas antes disso", explica o especialista.

 

Esses problemas são principalmente as infecções. Inicialmente, o organismo tira do fígado a glicose. O órgão armazena o glicogênio, que é uma espécie de reserva de glicose, que dura para um jejum de 12 horas. O organismo também tira energia da gordura do tecido adiposo, o que posteriormente pode provocar formação de substâncias tóxicas para o organismo, e do tecido muscular. Porém, com todos esses mecanismos, cai a resistência do paciente, que fica mais sujeito a infecções. "Com o corpo debilitado e um quadro de infecção, a pessoa pode morrer. O paciente, após um jejum prolongado, pode vir a ter problemas no pulmão ou no sistema nervoso, por exemplo", explica Segal.

 

Em pessoas com anorexia nervosa e outros transtornos alimentares, quadros depressivos e ansiosos estão diretamente associados à prática do jejum. Uma das alterações que ocorrem em pessoas predispostas a estas doenças é a realização de refeições desproporcionalmente grandes, com a sensação de perda de controle sobre o quanto e o que se come (os chamados episódios de comer compulsivo). Assim, para pacientes obesos, jejuns de mais de 4 horas são contra-indicados, a não ser, em situações específicas.

 

Transtornos Alimentares: Doenças da Ditadura do Corpo Ideal

 

A anorexia nervosa é, sem dúvida, o mal das mulheres do final do século 20. Os homens são apenas 5% dos pacientes. São tantas as mulheres que sofrem da doença, que os ambulatórios do Hospital das Clínicas e do Hospital São Paulo estão sempre lotados, recusando pacientes. Não há estatísticas precisas, mas sabe-se que cerca de 20% das anoréxicas morrem. "A doença pode começar de uma hora para outra. A pessoa acha que está gorda e começa a fazer regime. No começo, ela tem apetite, mas se força para não comer. Depois de algum tempo de jejum, não sente mais fome e recusa qualquer alimentação", diz o psiquiatra Táki Cordás, coordenador-geral do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas.

 

A inocente dieta inicial vai se tornando, aos poucos, idéia fixa. A mulher perde peso rapidamente, mas não se contenta. Olha-se no espelho e encontra culotes e celulites invisíveis aos outros. Recusa também conselhos de parentes e amigos e, apesar de magra, mantém uma hiperatividade.

 

Depois de alguns meses, ultrapassa a chamada "barreira da fome": quando o estoque de energia começa a baixar, sentimos fome, ficamos agitados, ansiosos por comida. A anoréxica suporta essa fome e desencadeia um processo interno. O corpo começa então a "economizar" tudo, diminuindo o gasto de energia: produz menos calor (sente frio o dia todo); queima gordura em grande quantidade, produzindo muita cetona (o hálito fica ruim) e a menstruação começa a falhar (ausência de pelo menos três ciclos consecutivos). A fraqueza aparece: há cãibras nas pernas, sudoreses, apatia, o cabelo cai e as unhas tornam-se quebradiças. Em geral, quando chega a esse ponto, a anoréxica precisa ser internada para receber alimentação parental e evitar a morte. "Em 90% das vezes, é a família quem interna. Os parentes percebem algo errado e não agüentam mais as brigas. A pessoa muda completamente de personalidade", afirma o psiquiatra.

 

O tratamento da doença pode ser tão sofrido quanto o de um dependente de drogas. Na anorexia nervosa, o nível de beta-endorfina, substância que provoca bem-estar, aumenta, podendo subir até 50 vezes acima do normal. "Quando você começa a alimentar uma pessoa que está anoréxica há muito tempo, esse nível de endorfina cai, e ela perde a sensação de bem-estar, sente muita angústia. É como se ela fosse viciada na própria endorfina que o corpo produziu", diz Freddy Eliaschewitz, chefe do Departamento de Endocrinologia do Hospital Heliópolis. Além disso, há o pânico de engordar. "É muito difícil fazer a paciente aceitar comida no início. Há mulheres que chegam com 27 kg e com medo de engordar", afirma o médico.

 

Na primeira fase, a paciente precisa ser hidratada, porque a maioria já parou de beber líquidos com medo de engordar. É difícil tratar a anorexia. As pacientes, em geral, precisam chegar ao fundo do poço para começar a melhorar. Isso significa passar bem perto da morte, perder 40% do peso e mal conseguir ficar de pé. Com o tratamento, a maioria engorda e volta a menstruar, mas muitas continuam obcecadas com o peso. De acordo com os especialistas, é difícil haver cura total.

 

Fonte: Uol