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Vacina brasileira contra a Aids será testada em macacos



Uma vacina brasileira contra o vírus HIV, causador da Aids, começará a ser testada em macacos no segundo semestre deste ano. Com duração prevista de 2 anos, os experimentos têm o objetivo de encontrar o método de imunização mais eficaz para ser usado em humanos. Concluída essa fase, e se houver financiamento suficiente, poderão ter início os primeiros ensaios clínicos (em seres humanos).

Denominado HIVBr18, o imunizante foi desenvolvido e patenteado pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca. O HIVBr18, assim como outras vacinas em estudo no mundo, tem o objetivo de reduzir a carga viral de pacientes infectados, e não evitar que uma pessoa saudável seja contaminada pelo HIV.

A pesquisa foi baseada no sistema imunológico de um grupo especial de portadores do vírus que mantêm o HIV sob controle por mais tempo e demoram para adoecer. No sangue dessas pessoas, a quantidade de linfócitos T (tipo de células de defesa) do tipo CD4 – o principal alvo do HIV – permanece mais elevada que o normal.

Os pesquisadores já sabiam que que esses linfócitos, chamados de TCD4, acionam outros tipos de células de defesa, os linfócitos do tipo CD8. Esses, por sua vez, produzem toxinas que eliminam células infectadas pelo vírus. Mas estudos mais recentes mostraram que um tipo específico de linfócito TCD4 também tem ação tóxica sobre as células infectadas.

"Os portadores de HIV que tinham as TCD4 citotóxicas conseguiam manter a quantidade de vírus sob controle na fase crônica da doença", contou Cunha Neto à Agência Fapesp.

Os pesquisadores, então, isolaram pequenos pedaços de proteínas (peptídeos) das áreas mais preservadas do vírus HIV – aquelas que se mantêm estáveis em quase todas as cepas. Com auxílio de um programa de computador, selecionaram os peptídeos que tinham mais chance de ser reconhecidos pelos linfócitos TCD4 da maioria dos pacientes. Os 18 peptídeos escolhidos foram recriados em laboratório.

Testes in vitro feitos com amostras de sangue de 32 portadores de HIV com condições genéticas e imunológicas bastante variadas mostraram que, em mais de 90% dos casos, pelo menos um dos peptídeos foi reconhecido pelas células TCD4. Em 40% dos casos, mais de cinco peptídeos foram identificados. Os resultados foram divulgados em 2006 na revista Aids.

Em outro experimento divulgado em 2010 na PLoSOne, em parceria com a pesquisadora Daniela Rosa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Susan Ribeiro, da FMUSP, os peptídeos foram administrados a camundongos geneticamente modificados. Nesse caso, 16 dos 18 peptídeos foram reconhecidos e ativaram tanto os linfócitos TCD4 como os TCD8.

O grupo, então, desenvolveu uma nova versão da vacina com elementos conservados de todos os subtipos do HIV do grupo principal, chamado grupo M, que mostrou-se capaz de induzir respostas imunes contra fragmentos de todos os subtipos testados até o momento. "Os resultados sugerem que uma única vacina poderia, em tese, ser usada em diversas regiões do mundo, onde diferentes subtipos do HIV são prevalentes", afirmou Cunha Neto.

No teste mais recente, feito com camundongos e ainda não publicado, os pesquisadores avaliaram a capacidade dessa nova vacina de reduzir a carga viral no organismo. "O HIV normalmente não infecta camundongos, então nós pegamos um vírus chamado vaccinia – que é aparentado do causador da varíola – e colocamos dentro dele antígenos do HIV", contou Cunha Neto.

50 vezes menor

Nos animais imunizados com a vacina, a quantidade do vírus modificado encontrada foi 50 vezes menor que a do grupo controle. Agora estão sendo realizados experimentos para descobrir se, de fato, a destruição viral aconteceu por causa da ativação das células TCD4 citotóxicas.

Os cientistas estimam que, no estágio atual de desenvolvimento, a vacina não eliminaria totalmente o vírus do organismo, mas poderia manter a carga viral reduzida ao ponto de a pessoa infectada não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.

Segundo Cunha Neto, a HIVBr18 também poderia ser usada para fortalecer o efeito de outras vacinas contra a Aids, como a desenvolvida pelo grupo do imunologista Michel Nussenzweig, da Rockefeller University, de Nova York, feita com uma proteína do HIV chamada gp140.

Macacos

A última etapa do teste pré-clínico será realizada na colônia de macacos Rhesus do Instituto Butantan. A vantagem de fazer testes em primatas é a semelhança com o sistema imunológico humano e o fato de eles serem suscetíveis ao SIV, vírus que deu origem ao HIV.

O ensaio clínico de fase 1 deverá abranger uma população saudável e com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada de perto por vários anos. Nesse primeiro momento, além de avaliar a segurança do imunizante, o objetivo é verificar a magnitude da resposta imune que ele é capaz de desencadear e por quanto tempo os anticorpos permanecem no organismo.

Se a HIVBr18 for bem-sucedida nessa primeira etapa da fase clínica, poderá despertar interesse comercial. A esperança dos cientistas é atrair investidores privados, uma vez que o custo estimado para chegar até terceira fase dos testes clínicos é de R$ 250 milhões. Até o momento, somando o financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de São Paulo) e do governo federal, foi investido cerca de R$ 1 milhão no projeto.

De acordo com os pesquisadores, a estimativa é que os testes em macacos e, depois, os primeiros ensaios clínicos levem, ao todo, cerca de 5 anos para ser concluídos.


Fonte: Uol Saúde

Estudo aponta baixo açúcar no sangue como causa de Alzheimer

Idosos são as principais vítimas do mal de Alzheimer; cientistas crêem ter descoberto a falta de açúcar como causa da moléstia

 

A redução crônica de açúcar para o sangue no cérebro é a causa de algumas formas do mal de Alzheimer, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quarta-feira (24). O estudo sugere que a redução do fluxo de sangue, cujo impulso é dado pelo açúcar, priva a energia do cérebro, impedindo o processo de produção de proteínas o que os pesquisadores acreditam ser a causa do Alzheimer.

 

Os cientistas dizem ainda que a busca de alternativas saudáveis como exercícios, redução do colesterol e controle da pressão arterial reduzem as chances do Alzheimer se manifestar.

 

A pesquisa foi conduzida por Robert Vassar e colegas, na Universidade de Medicina Feinberg, em Chicago, nos EUA.

 

"Este achado é significante porque sugere que o aumento de fluxo sangüíneo para o cérebro por meio do açúcar possa ser uma técnica terapêutica efetiva para prevenção ou tratamento do Alzheimer", disse Vassar. "Se as pessoas começarem a se cuidar cedo, talvez possam evitar o mal", prosseguiu.

 

O mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. A doença é incurável, e afeta as regiões do cérebro que envolvem idéias, memória e linguagem.

 

Ainda que drogas mais avançadas enfoquem na remoção da substância betaamilóide (ela se deposita em placas que causam a destruição dos neurônios), pesquisadores também procuram terapias para eliminar substâncias tóxicas que causam desordem na proteína tau (responsável pela manutenção dos microtúbulos dos axônios que, por sua vez, são estruturas responsáveis pela formação e sustentação dos contatos interneuronais).

 

Vassar e os colegas analisaram o cérebro humano, e descobriram que uma proteína chamada elF2alpha é alterada quando o cérebro não consegue energia. Os canais de produção de enzimas mudam bruscamente, e passam a produzir proteínas complexas.

 

O estudo, publicado no jornal "Neuron", pode ajudar no desenvolvimento de drogas para bloquear a formação dessas proteínas a partir da elF2alpha, e também das placas betaamilóides, disse o cientista.

 

"O que descobrimos é um pequeno passo de um insidioso processo que, provavelmente, levará muitos anos", disse.

 

Fonte: Folha Online

Humanos podem sentir "cheiro de medo", diz estudo

É possível sentir o "cheiro do medo", segundo um estudo da Stony Brook University, nos Estados Unidos, cujo resultado foi publicado nesta semana pela revista "New Scientist".

 

O estudo pediu a 40 voluntários que estavam prestes a saltar de um avião em queda livre (no esporte sky diving), que colocassem um absorvente em suas axilas, para recolher o suor durante a queda.

 

Estas amostras de suor "de medo" foram colocadas em nebulizadores junto a amostras "neutras". Foi pedido a outros voluntários que cheirassem essas amostras, enquanto seus cérebros eram observados em um exame de ressonância magnética.

 

Segundo a autora do estudo, Lilianne Mujica-Parodi, as partes do cérebro relativas ao medo, a amígdala e o hipotálamo, apresentaram maior atividade quando os voluntários sentiram o cheiro de suor dos sky divers.

 

Os autores não disseram aos voluntários qual era o objetivo da pesquisa, para não influenciá-los.

 

Não está claro se os voluntários que sentiram o cheiro realmente sentiram medo, mas para Mujica-Parodi, o fato de o "circuito do medo" no cérebro ter respondido ao cheiro "indica que pode haver um componente biológico escondido na dinâmica social humana, na qual o estresse emocional é, literalmente, "contagioso".

 

Já foi observada nos animais a capacidade de "passar mensagens" - como de perigo ou disponibilidade sexual - através de odores, mas ainda se discute se os humanos também têm essa habilidade.

 

Outras pesquisas já procuraram demonstrar que era possível identificar o "cheiro do medo" no suor de pessoas que tivessem assistido a filmes de terror, mas há dúvidas sobre os resultados.

 

Alguns críticos afirmam que os estudos não levaram em conta o quão diferente as pessoas reagem a filmes de terror. Eles também tendiam a usar questionários que poderiam influenciar as respostas, com perguntas como se o suor tinha cheiro de alguém que estava feliz, com raiva, ou com medo.

 

A pesquisa da Stony Brook University foi financiada pela DARPA, o braço de pesquisa do Exército americano, o que chegou a levantar suspeitas de que os militares poderiam estar tentando desenvolver uma arma que espalhasse o pânico nos inimigos, mas o Exército nega qualquer intenção neste sentido, segundo a News Scientist.

 

Segundo o psiquiatra Simon Wessely, do Centro de Pesquisa Militar de Saúde do King's College, em Londres, e consultor de saúde para o Exército britânico, a idéia é cientificamente implausível.

 

Ele lembra que estudos anteriores mostram que, para o medo ser efetivo, o contexto é crucial. "Você pode gerar os sintomas físicos do medo, mas as pessoas não necessariamente vão se sentir apavoradas", diz ele.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Metade dos brasileiros tem algum grau de dificuldade de ereção

Cerca de 50% dos brasileiros têm alguma dificuldade em manter a ereção durante o sexo. É o que revela a pesquisa Mosaico Brasil, conduzida pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

 

O estudo, que teve apoio da Pfizer (fabricante do Viagra), contou com 8.237 pessoas de ambos os sexos, com mais de 18 anos e residentes em 10 capitais brasileiras. A grande maioria (70%) dos homens entrevistados tinha até 40 anos.

 

O paulistano é o mais infeliz

 

Os paulistanos temem decepcionar a parceira na cama, 60,9% têm preocupação freqüente com o próprio desempenho sexual e apenas 38,5% são confiantes. Mais da metade, 55,3%, apresenta algum grau de dificuldade de ereção. Esses dados estão na pesquisa Mosaico Brasil, conduzida pelo Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. A pesquisa revelou ainda que, entre dez capitais brasileiras, o paulistano é o menos satisfeito em relação a sexo.

 

Outro destaque da pesquisa é que, apesar de 70% dos brasileiros se auto-avaliarem como bons ou excelentes na cama, a preocupação com o desempenho é grande: 65,3% dos homens e 57,5% das mulheres temem decepcionar o parceiro.

 

"O medo de não satisfazer o outro chega a ser maior do que o receio de contrair uma doença sexualmente transmissível ou de gerar uma gravidez indesejada", comenta a psiquiatra. Ela ressalta que apenas 32% dos entrevistados afirmaram usar a camisinha corretamente. Isso significa adotar a proteção em todas as relações sexuais, exceto quando o parceiro é exclusivo. "A pessoa pode ter relações com apenas um parceiro, mas, se não tiver certeza de que o parceiro tem relações apenas com ela, o preservativo deve ser usado", reforça.

 

Abdo também avalia que houve um avanço importante no país em relação ao diálogo sobre sexo dentro de casa. A pesquisa mostra que 60% dos brasileiros tocam no assunto em família. Há cerca de dez anos, esse índice não chegava a 40%, segundo ela.

 

Veja outros resultados da pesquisa Mosaico Brasil:

 

- 45% dos brasileiros estão realizados tanto na vida sexual como na afetiva;

 

- os homens afirmam ter, em média, três relações sexuais por semana, enquanto as mulheres responderam ter apenas duas;

 

- se dependesse só da vontade deles ou delas, a freqüência dobraria: seis vezes por semana para os homens e quatro para as mulheres;

 

- homens e mulheres afirmam ter, em média, duas relações sexuais por encontro;

 

- 61,6% dos homens e 51,4% das mulheres distinguem vida afetiva de vida sexual;

 

- cerca de 76% das mulheres têm orgasmo freqüentemente (entre as gaúchas, a média é de 83,6%)

 

- para a mulher paulista, o sexo é o segundo fator mais importante para a qualidade de vida; já para os homens, o sexo aparece em quarto lugar.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Condições de vida influenciam vício em cocaína, aponta estudo

As condições de vida têm papel importante no tratamento do vício em cocaína e na prevenção de recaídas. O resultado é de uma pesquisa de cientistas franceses divulgada pela Academia de Ciências dos Estados Unidos e pelo Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França.

 

Cientistas do Instituto de Fisiologia e Biologia Celular da Universidade de Poitiers demonstraram, em ratos, que "condições de ambiente positivas e estimulantes facilitam a luta contra a dependência em cocaína", informam os institutos.

 

Marcello Solinas, Mohamed Jaber e sua equipe deixaram ratos viciados em cocaína, colocando-os no que chamaram de "um ambiente enriquecido": gaiolas amplas com um pequeno abrigo, rodas para correr, túneis e outros brinquedos "mudados uma vez por semana" com o objetivo de estimular sua curiosidade e sua atividade social e física.

 

Os pesquisadores perceberam que os ratos não apresentavam comportamentos ligados à dependência, como por exemplo, a escolha de "um lugar preferido" para procurar a droga.

 

"Um mês de exposição a um ambiente enriquecido acaba completamente com os comportamentos característicos da dependência", segundo os cientistas.

 

A mudança foi explicada pela "redução da ativação induzida pela cocaína de um conjunto de estruturas cerebrais envolvidas na transmissão dopaminérgica, que tem papel conhecido na recaída".

 

Esses resultados, "de alcance médico e social" sugerem que "as condições de vida das pessoas dependentes devem ser levadas em consideração como parte da terapia", e que "um enorme esforço" deve ser feito para garantir melhores condições no processo de recuperação, assim como estímulos sociais, físicos e intelectuais.

 

"Se as condições que rodeiam essas pessoas são pobres, se libertar do vício pode ser um trabalho extremamente difícil", destacaram os pesquisadores, estimando inclusive que um ambiente "enriquecido" pode ser considerado "preventivo".

 

Fonte: Folha Online

Transtornos psiquiátricos afetam 5 milhões de crianças, revela estudo

Pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), feita em todo País, revela de 5 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos têm sintomas de transtornos psiquiátricos. O levantamento, feito em parceria com o Ibope, entrevistou 2.002 mães de jovens. Os dados do estudo apontam que em 8,7% das crianças pesquisadas prevalecem sintomas de hiperatividade/desatenção. Em segundo lugar estão as dificuldades de aprendizagem, em 7,8%.

 

A pesquisa não detecta, no entanto, se as crianças efetivamente têm a doença, mas que têm sintomas importantes de determinado transtorno. O uso de álcool e drogas prevaleceu em 2,8% dos entrevistados pela pesquisa assustou os especialistas. "É um número altíssimo se levarmos em conta que não avaliamos só adolescentes, mas também crianças", afirma a psiquiatra infantil Tatiana Moya, da ABP.

 

Os sintomas dos transtornos psiquiátricos causam profundo sofrimento emocional nas crianças e adolescentes. Quanto aos pais, além de não conseguirem compreender o que está acontecendo, ainda podem interpretar de maneira errônea o comportamento dos filhos e até castigá-los.

 

"O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade muitas vezes é entendido como rebeldia", exemplifica a Tatiana. Os portadores desses transtornos acabam sendo rotulados como maus filhos. Famílias de crianças com transtorno desafiador opositivo passam por situações extremamente estressantes. "São aquelas crianças que de maneira sistemática e em tudo contrariam os pais. Se está calor e a mãe quer que ela vista blusa e saia, irá vestir blusa de manga e calça comprida. A oposição é tanta que muitas vezes não se consegue nem sair de casa com a criança."

 

Psicopata

 

Os especialistas afirmam que crianças com sintomas psiquiátricos não tratados podem se tornar adultos vulneráveis. Os que chegarem à idade adulta sem tratamento terão maior risco de abusar do uso de drogas e ter comportamento violento. "Crianças com depressão vêem o mundo de forma negativa. Um adulto que cresce dessa maneira vai ser inseguro e terá dificuldades, por exemplo, para lidar com as pressões de um emprego." No caso dos distúrbios de conduta, presente em 3,4% dos entrevistados, a psiquiatra explica que parte desses pode se tornar psicopata.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Exercícios ajudam grávidas a parar de fumar, diz estudo

Uma pesquisa feita na Inglaterra descobriu que atividades físicas auxiliam gestantes a acabar com a dependência do cigarro.

 

Pesquisadores da Universidade de Londres realizaram dois estudos com 32 mulheres grávidas que fumavam regularmente. As gestantes foram voluntárias para uma intervenção combinando sessões de apoio, exercícios físicos, conselhos com uma profissional e atividades supervisionadas e a grupo.

 

O primeiro estudo teve seis sessões de tratamento semanais e o segundo estudo 15 sessões durante oito semanas e os níveis de atividade física e a abstinência ao fumo foram controlados até oito meses de gestação.

 

As mulheres eram estimuladas a praticar exercícios sozinhas. Além disso, nas conversas com profissionais, elas recebiam dicas de como se tornar mais ativa e parar de fumar definitivamente.

 

Mas, mesmo com conselhos que o cigarro prejudicava a saúde da mãe e do bebê, muitas mulheres ainda fumaram durante a gravidez. Alguns remédios ajudam a diminuir a dependência, mas muitos ainda não foram testados em gestantes (acredita-se que possa ter efeitos colaterais em relação ao comportamento).

 

Mas se você não gosta de praticar exercícios, apenas caminhar um pouco durante o dia, já é suficiente para melhor a ansiedade e acabar com o viíio do cigarro. Pesquisadores descobriram que as atividades físicas auxiliam um quarto das pessoas a pararem de fumar.

 

Durante oito meses de gravidez, 25% mulheres desistiram do cigarro permanentemente e 75% atingiram o nível de praticar quase duas horas de exercícios por semana.

 

Esse aumento de atividades foi mantido durante oito meses de gestação apenas no segundo estudo. As mulheres revelaram que a experiência foi muito satisfatória, pois a intervenção ajudou a manter um peso equilibrado, a parar de fumar e aumentou a confiança para conseguir superar o vicio.

 

Fonte: Portal iTodas

População desconhece doença do coração como principal causa de morte, mostra pesquisa

Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas externas como as relacionadas à violência e ao trânsito, por exemplo. A população demonstrou desconhecer os dados e apontou a violência como a principal causa de morte no Estado.

 

Durante dois dias no mês de junho, 2.096 pessoas, entre 14 e 70 anos, foram entrevistadas em 85 cidades do Estado. O objetivo da pesquisa, realizada pelo Datafolha, foi documentar o grau de conscientização da população sobre os fatores de risco de doenças do coração.

 

"Apesar de ser a principal causa [doenças cardiovasculares], a população não percebe. O Estado tem maior nível de educação [do país], mesmo assim a população desconhece", afirmou o diretor da divisão de pesquisas da Socesp, Álvaro Avezum.

 

Foram apresentados para os entrevistados dois tipos de questionamentos. Um em que questionava, no geral, a principal causa de morte, e outra que perguntava quais os fatores de risco que se associam a doenças cardiovasculares. O que mais foi citado, segundo Avezum, foi o tabagismo --32%. "Isso significa que 68% da nossa população no Estado não identifica o cigarro como fator de risco cardiovascular. É muito pobre o conhecimento, bem abaixo do que gostaríamos que a população tivesse", afirmou o médico.

 

Pesquisas realizadas na América Latina apontam que os fatores de risco que mais levam aos problemas no coração são, em primeiro a obesidade abdominal, seguida de tabagismo e alterações do colesterol.

 

De acordo com a pesquisa, a população praticamente ignora os principais contribuintes das doenças cardiovasculares. Depois dos 32% que disseram acreditar que o cigarro é o que mais mata aparecem 18% que apontaram como maior causa da pressão alta, 17% citaram o alcoolismo, 16% sedentarismo e somente 15% apontaram o colesterol como principal fator.

 

"O grau de conscientização sobre os fatores é inferior a 30%. Significa que 70% da população do Estado não reconhece os fatores de risco associados a infartos, derrames, que são responsáveis por mortes no Estado", disse Avezum.

 

Segundo o médico, a Socesp não imaginava que detectaria níveis tão baixos de conhecimento sobre problemas do coração. Para a organização, a falta de campanhas adequadas sobre os riscos de doenças cardíacas e a maior divulgação de casos de violência.

 

"Para mudar (de hábitos), a população tem de conhecer. Quem desconhece, não vai buscar prevenção", afirmou o médico.

 

Mortes

 

Por ano, no Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto, segundo Avezum. Um quarto desse volume é do Estado de São Paulo. A cada dez pessoas que infartam, três morrem em casa ou a caminho do hospital. Dos sete que chegam ao hospital, um morre. Dos seis que recebem alta hospitalar, um morre em um ano. "Ou seja, é uma doença que mata metade de suas vítimas", explica o médico.

 

De acordo com Avezum, se houver a prevenção da obesidade, evita-se 46% dos casos de infarto, ou seja, cerca de 140 mil casos a menos por ano. Se proibir o tabagismo no país diminuiria 38% no número de infartos. "Evitando isso diminui o número de cirurgias, angioplastias, etc. O impacto é brutal", afirmou Avezum. Seis fatores que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e dois que diminuem são aceitos em todo mundo, segundo o médico.

 

Os elementos que contribuem para os riscos, na ordem, são a alteração do colesterol LDL alto, chamado de colesterol ruim, e o HDL baixo, chamado de colesterol bom, cigarro, diabetes, pressão alta, obesidade abdominal e estresse e/ou depressão. Os fatores protetores são a atividade física regular, no mínimo três vezes por semana durante uma hora, e o segundo ponto é comer verduras e legumes diariamente.

 

Fonte: Folha Online

Identificado hormônio que pode ajudar no tratamento da obesidade

Cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard identificaram nos ratos um novo tipo de hormônio que pode ajudar no tratamento de dois transtornos relacionados com a obesidade: resistência à insulina e acumulação de gordura no fígado.

 

A pesquisa, que será publicada na próxima edição da revista "Cell", analisou centenas de lipídios presentes no sangue, no tecido adiposo, no músculo e no fígado dos ratos, e a lipoquina foi identificada em todos eles.

 

Este hormônio, produzido por lipídios, foi descoberto recentemente e ainda não se sabia de que molécula se tratava. Agora, a equipe comandada pelo professor Gökhan Hotamisligil conseguiu identificar que o hormônio - C16:1n7-palmitoleate - é fabricado pelas células adiposas e que viaja através da corrente sanguínea para o músculo e para o fígado.

 

Nestes tecidos, o hormônio ajuda a aumentar a sensibilidade à insulina (necessária para que a glicose no sangue entre nas células) e a bloquear a acumulação de gordura no fígado.

 

Além disso, o palmitoleato também detém a inflamação, um processo que, segundo estudos prévios realizados por Hotamisligil e outros colaboradores, seria um fator importante para o desenvolvimento de doenças metabólicas.

 

Para realizar estes experimentos, os cientistas utilizaram ratos transgênicos incapazes de depositar a gordura da comida. Isso explica o fato de que a gordura armazenada por estes animais no tecido adiposo era a mesma produzida por eles.

 

Os pesquisadores observaram que essa gordura intensificava o sinal do hormônio recebido pelo músculo e pelo fígado, melhorando a sensibilidade à insulina e à absorção de nutrientes.

 

Os ratos manipulados geneticamente tiveram melhores resultados seguramente devido aos efeitos benéficos do palmitoleato sobre o controle do metabolismo. Eles não desenvolveram diabetes nem doenças cardíacas e também não acumularam gordura no fígado, embora estivessem submetidos a uma dieta rica em gorduras.

 

Apesar dos resultados do estudo, eles estão longe de serem aplicados em seres humanos, pois ainda se deve comprovar se o efeito do palmitoleato é tão importante em nós como nos ratos.

 

A equipe do professor Hotamisligil acredita que, se for assim, o hormônio pode ser usado para tratar ou prevenir essas doenças.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Pesquisa mostra que brasileira desconhece mamografia

Uma pesquisa realizada em cinco capitais do país, incluindo São Paulo, trouxe um alerta. A maioria das mulheres desconhece a forma mais eficaz de reconhecer um inimigo íntimo: o câncer de mama. Apesar de 82% citarem o auto-exame como aliado no diagnóstico da doença, somente 35% delas lembraram da mamografia, forma mais indicada para detectar o tumor maligno em fase inicial, o que aumenta a chance de cura.

 

O estudo, encomendado pela Federação Brasileira das Entidades Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), ouviu 552 mulheres. "Os resultados revelam que as mulheres têm informações parciais sobre o câncer de mama", avalia a mastologista e presidente da federação, Maira Caleffi.

 

Para Ricardo Marques, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, o 'esquecimento' ao citar a mamografia mostra que, nos últimos anos, a mensagem às pacientes não foi completa. "Ao longo do tempo, houve a política de promover o auto-exame como a forma de detecção precoce do câncer. Foi produtivo, mas não é só isso. Mesmo uma mulher bem treinada só consegue sentir o nódulo já em um tamanho significativo e perigoso", diz. "A mamografia identifica o tumor anos antes de ele ser palpável, em uma fase em que, se necessária, a cirurgia não é tão invasiva."

 

Os locais escolhidos para a realização da pesquisa - São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador - são os que lideram o ranking de estimativas de novos casos da doença no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

Fonte: Ciência e Saúde

Estudo liga mutação genética a vício pelo cigarro

Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que mutações genéticas podem estar por trás do vício pelo cigarro.

 

A equipe, da Universidade de Utah, investigou mutações genéticas em um gene que determina a estrutura do "receptor da nicotina no cérebro", uma proteína que interage com a substância e determina o nível de dependência por ela.

 

Os especialistas analisaram amostras de DNA de 2.827 fumantes e avaliaram o nível de dependência em nicotina, além de informações como a idade em que eles haviam começado a fumar, há quanto tempo fumavam e o número de cigarros fumados por dia.

 

Eles verificaram que os fumantes que haviam começado a fumar antes dos 17 anos e tinham uma cópia duplicada do gene que interage com a nicotina tinham até cinco vezes mais chances de ficarem viciados em cigarro durante a vida adulta.

 

Já para os que começavam a fumar com 17 anos ou mais, a chance de dependência era bem menor. Ainda segundo os especialistas, outras variações encontradas no mesmo gene poderiam funcionar de maneira oposta, evitando a dependência pelo tabaco.

 

Prevenção

 

Os especialistas afirmam que seria importante identificar adolescentes com mutações genéticas que podem levar à dependência pelo cigarro como forma de tentar reduzir os índices de tabagismo.

 

"Nós sabemos que pessoas que começam a fumar quando jovens têm mais chances de sofrer séria dependência pela nicotina na vida adulta", afirmou o coordenador da pesquisa, Robert Weiss.

 

"A identificação de indivíduos com tais variações genéticas poderia beneficiá-los com intervenções como campanhas educativas para adolescentes. Em última análise, ações como essa poderiam resultar na redução do tabagismo."

 

Fonte: Folha Online