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Barriga saliente no homem pode ser atalho para doenças

Seu abdome é daquele que já está definido? Ele já definiu que vai ser arredondado e ponto final? Melhor você fazer com que mude de ideia. A incômoda circunferência, que parece ser inevitável na vida de um homem, pode ser o atalho para doenças, como as cardiovasculares, sem falar na obesidade, da qual ela é um sinal evidente. A combinação má alimentação, ingestão de álcool e sedentarismo é a causa mais comum do aparecimento da barriga masculina. "O homem, ao ganhar peso, vai acumular gordura na região abdominal, enquanto a mulher engorda mais no quadril", diz o professor Mauricio Antunes, coordenador de musculação da Academia Triathon, em São Paulo.

 

Há até uma fórmula usada pelos especialistas para determinar os riscos à saúde, levando-se em conta a proporção cintura-quadril, que determina a quantidade de gordura na região abdominal. Quanto mais elevado o índice, maior a gordura visceral, aquela que se instala entre os órgãos vitais e leva a maiores danos no organismo.

 

Para fazer esse cálculo, ensina David Zinczenko no livro "A Dieta do Abdômen" (Ed. Sextante), você deve medir a cintura na altura do umbigo e tirar a medida dos quadris no ponto mais largo, em torno das nádegas. Por exemplo, se seus quadris têm 101 cm e a cintura no nível do umbigo mede 97 cm, sua proporção cintura-quadril é de 0,96.

 

O objetivo para quem quer ter um corpo em forma é chegar a uma proporção cintura-quadril de 0,92 ou mais baixa. Essa redução vai exigir do candidato a ter um abdome sarado algumas mudanças de hábito. "Para evitar a barriga é preciso controlar a alimentação, comer de três em três horas e reduzir a ingestão das calorias em excesso, como as das bebidas. Se a pessoa controlar de segunda a quinta, extrapolar sexta e sábado, e retomar o controle na tarde do domingo, já haverá um equilíbrio. O problema é extrapolar cinco dias e nos outros dois não conseguir comer porque está de ressaca", pondera Antunes.

 

Só malhar o abdome não emagrece. É preciso aliar dieta, musculação e atividades aeróbicas, como correr ou pedalar, para perder gordura. "Os músculos abdominais participam da maioria dos movimentos que realizamos e colaboram na sustentação da postura", diz o personal trainer Danilo Caggiano, da Academia Pelé Club, que apresenta uma série de exercícios possíveis de se fazer em casa. Devem ser divididos em três séries de 10 a 15 repetições, duas vezes por semana para os iniciantes. Quando os exercícios ficarem mais fácies, aumente para 3 vezes por semana.

 

EXERCÍCIOS

 

1 - Para os oblíquos: posicione as mãos atrás da nuca e mantenha as pernas flexionadas em um ângulo de 90 graus. Inspire e execute uma pequena rotação de tronco, aproximando o cotovelo em direção aos joelhos suspensos. Alterne as pernas. Mantenha os cotovelos sempre abertos e o queixo distante do peito

 

2 - Apoie os pés em uma cadeira e execute a flexão de tronco com as mãos atrás da nuca.

 

Procure inspirar na posição inicial e expirar na contração abdominal

 

3- Sentado em uma cadeira, segure na lateral do móvel e execute a extensão e flexão dos joelhos sucessivamente

 

LEVANTAMENTO DE COPO

 

Cerveja (lata) - 147 cal

 

Chope (tulipa) - 180 cal

 

Caipirinha (100 ml) - 171 cal

 

Uísque (dose) - 240 cal

 

Vinho tinto (taça) - 107 cal

 

Fonte: Yahoo

Cigarro deve causar 10% das mortes no mundo em 2030

As mortes relacionadas ao consumo de tabaco devem passar de 5,4 milhões em 2004 para 8,3 milhões em 2030 representando 10% das mortes no mundo, de acordo com as projeções feitas pela OMS.

 

Segundo o relatório, o tabagismo crescente em países de baixa e média renda deve levar ao aumento de mortes por doenças cardiovasculares, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e câncer.

 

O envelhecimento da população em países de baixa e média renda deve resultar em um aumento significativo de mortes relacionadas a causas não contagiosas nos próximos 25 anos estima-se que elas correspondam a três quartos de todas as mortes em 2030.

 

Uma das principais causas deverá ser o câncer o número de mortes, que foi de 7,4 milhões em 2004, deve chegar a 23,4 milhões em 2030.

 

O relatório prevê também que, nesse período, a mortalidade causada por doenças contagiosas, problemas perinatais e nutricionais caia. As mortes relacionadas ao HIV, por exemplo, devem subir de 2,2 milhões em 2008 para até 2,4 milhões em 2012 e, então, cair para 1,2 milhão em 2030. Esse cenário, porém, está condicionado ao fato de o acesso a drogas anti-retrovirais continuar a subir nas taxas atuais.

 

Fonte: Folha Online

População desconhece doença do coração como principal causa de morte, mostra pesquisa

Pesquisa realizada pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) mostra que os paulistas desconhecem que os problemas cardiovasculares são as principais causas de mortes no Estado. De acordo com a organização, o infarto é a principal causa de morte em São Paulo, seguida de derrames, câncer e causas externas como as relacionadas à violência e ao trânsito, por exemplo. A população demonstrou desconhecer os dados e apontou a violência como a principal causa de morte no Estado.

 

Durante dois dias no mês de junho, 2.096 pessoas, entre 14 e 70 anos, foram entrevistadas em 85 cidades do Estado. O objetivo da pesquisa, realizada pelo Datafolha, foi documentar o grau de conscientização da população sobre os fatores de risco de doenças do coração.

 

"Apesar de ser a principal causa [doenças cardiovasculares], a população não percebe. O Estado tem maior nível de educação [do país], mesmo assim a população desconhece", afirmou o diretor da divisão de pesquisas da Socesp, Álvaro Avezum.

 

Foram apresentados para os entrevistados dois tipos de questionamentos. Um em que questionava, no geral, a principal causa de morte, e outra que perguntava quais os fatores de risco que se associam a doenças cardiovasculares. O que mais foi citado, segundo Avezum, foi o tabagismo --32%. "Isso significa que 68% da nossa população no Estado não identifica o cigarro como fator de risco cardiovascular. É muito pobre o conhecimento, bem abaixo do que gostaríamos que a população tivesse", afirmou o médico.

 

Pesquisas realizadas na América Latina apontam que os fatores de risco que mais levam aos problemas no coração são, em primeiro a obesidade abdominal, seguida de tabagismo e alterações do colesterol.

 

De acordo com a pesquisa, a população praticamente ignora os principais contribuintes das doenças cardiovasculares. Depois dos 32% que disseram acreditar que o cigarro é o que mais mata aparecem 18% que apontaram como maior causa da pressão alta, 17% citaram o alcoolismo, 16% sedentarismo e somente 15% apontaram o colesterol como principal fator.

 

"O grau de conscientização sobre os fatores é inferior a 30%. Significa que 70% da população do Estado não reconhece os fatores de risco associados a infartos, derrames, que são responsáveis por mortes no Estado", disse Avezum.

 

Segundo o médico, a Socesp não imaginava que detectaria níveis tão baixos de conhecimento sobre problemas do coração. Para a organização, a falta de campanhas adequadas sobre os riscos de doenças cardíacas e a maior divulgação de casos de violência.

 

"Para mudar (de hábitos), a população tem de conhecer. Quem desconhece, não vai buscar prevenção", afirmou o médico.

 

Mortes

 

Por ano, no Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto, segundo Avezum. Um quarto desse volume é do Estado de São Paulo. A cada dez pessoas que infartam, três morrem em casa ou a caminho do hospital. Dos sete que chegam ao hospital, um morre. Dos seis que recebem alta hospitalar, um morre em um ano. "Ou seja, é uma doença que mata metade de suas vítimas", explica o médico.

 

De acordo com Avezum, se houver a prevenção da obesidade, evita-se 46% dos casos de infarto, ou seja, cerca de 140 mil casos a menos por ano. Se proibir o tabagismo no país diminuiria 38% no número de infartos. "Evitando isso diminui o número de cirurgias, angioplastias, etc. O impacto é brutal", afirmou Avezum. Seis fatores que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e dois que diminuem são aceitos em todo mundo, segundo o médico.

 

Os elementos que contribuem para os riscos, na ordem, são a alteração do colesterol LDL alto, chamado de colesterol ruim, e o HDL baixo, chamado de colesterol bom, cigarro, diabetes, pressão alta, obesidade abdominal e estresse e/ou depressão. Os fatores protetores são a atividade física regular, no mínimo três vezes por semana durante uma hora, e o segundo ponto é comer verduras e legumes diariamente.

 

Fonte: Folha Online

Dieta mediterrânea previne doenças crônicas

A chamada dieta mediterrânea - rica em legumes, verduras, frutas e peixes - ajuda a prevenir as doenças crônicas mais comuns, como Mal de Alzheimer, câncer, Mal de Parkinson e doenças cardiovasculares, segundo um estudo publicado no site da revista médica britânica BMJ (British Medical Journal).

 

Há anos, os hábitos alimentares das populações que vivem às margens do Mar Mediterrâneo têm a reputação de ser um modelo de alimentação saudável e de contribuir para uma saúde e uma qualidade de vida melhores.

 

Tradicionalmente, a dieta mediterrânea costuma ser rica em azeite de oliva, grãos, frutas, nozes, legumes e peixe, além de preconizar um consumo moderado de álcool e baixo de carnes vermelhas e laticínios.

 

Pesquisas anteriores já haviam indicado que a dieta mediterrânea pode ajudar a prevenir doenças cardiovasculares e câncer, mas ainda não havia sido realizada uma meta-análise, ou seja, uma avaliação de vários outros estudos já publicados.

 

Análise de estudos

 

Por isso, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, examinou 12 estudos de vários países que, juntos, reuniam mais de 1,5 milhão de participantes e acompanharam os hábitos alimentares e a saúde deles por períodos de três a 18 anos.

 

O objetivo foi estabelecer uma relação entre a adoção da dieta mediterrânea, a morte prematura e a ocorrência de doenças crônicas.

 

Os cientistas usaram uma pontuação para quantificar o rigor na adoção da dieta. Os participantes com alta pontuação (mais adeptos da dieta mediterrânea) apresentavam condições de saúde melhores, uma taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares 9% mais baixa, uma incidência 13% mais baixa do Mal de Parkinson e de Alzheimer e 6% de redução nos casos de câncer.

 

Por isso, os pesquisadores afirmam que manter à risca a chamada dieta mediterrânea pode ser um instrumento eficiente na redução do risco de morte prematura e doenças crônicas na população em geral.

 

Fonte: Ciência e Saúde