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Exercícios ajudam grávidas a parar de fumar, diz estudo

Uma pesquisa feita na Inglaterra descobriu que atividades físicas auxiliam gestantes a acabar com a dependência do cigarro.

 

Pesquisadores da Universidade de Londres realizaram dois estudos com 32 mulheres grávidas que fumavam regularmente. As gestantes foram voluntárias para uma intervenção combinando sessões de apoio, exercícios físicos, conselhos com uma profissional e atividades supervisionadas e a grupo.

 

O primeiro estudo teve seis sessões de tratamento semanais e o segundo estudo 15 sessões durante oito semanas e os níveis de atividade física e a abstinência ao fumo foram controlados até oito meses de gestação.

 

As mulheres eram estimuladas a praticar exercícios sozinhas. Além disso, nas conversas com profissionais, elas recebiam dicas de como se tornar mais ativa e parar de fumar definitivamente.

 

Mas, mesmo com conselhos que o cigarro prejudicava a saúde da mãe e do bebê, muitas mulheres ainda fumaram durante a gravidez. Alguns remédios ajudam a diminuir a dependência, mas muitos ainda não foram testados em gestantes (acredita-se que possa ter efeitos colaterais em relação ao comportamento).

 

Mas se você não gosta de praticar exercícios, apenas caminhar um pouco durante o dia, já é suficiente para melhor a ansiedade e acabar com o viíio do cigarro. Pesquisadores descobriram que as atividades físicas auxiliam um quarto das pessoas a pararem de fumar.

 

Durante oito meses de gravidez, 25% mulheres desistiram do cigarro permanentemente e 75% atingiram o nível de praticar quase duas horas de exercícios por semana.

 

Esse aumento de atividades foi mantido durante oito meses de gestação apenas no segundo estudo. As mulheres revelaram que a experiência foi muito satisfatória, pois a intervenção ajudou a manter um peso equilibrado, a parar de fumar e aumentou a confiança para conseguir superar o vicio.

 

Fonte: Portal iTodas

Paracetamol pode agravar risco de asma em crianças

Bebês que consomem o analgésico paracetamol podem ter mais risco de sofrer de asma e eczema quando tiverem 6 ou 7 anos, segundo um abrangente estudo feito em 31 países.

 

Esse é um dos três estudos sobre a asma publicados na nova edição da revista médica "Lancet". Os outros dois dizem que chiados e coriza podem sinalizar predisposição dos bebês à asma.

 

No primeiro estudo, os médicos examinaram dados fornecidos pelos pais de mais de 205 mil crianças, e concluíram que o uso do paracetamol está associado a um risco 46 por cento maior de desenvolver a doença quando a criança chegar aos 6 ou 7 anos, em comparação a quem não consumiu o medicamento.

 

Em caso de dosagens mais elevadas (mais de uma vez por mês), o risco de asma nos anos posteriores poderia até triplicar. O paracetamol (vendido no Brasil sob a marca Tylenol, entre outras) é usado no combate a febres e dores. Em crianças, é administrado na forma de suspensão. Empiricamente, os médicos já suspeitavam nos últimos anos que houvesse uma associação dessa droga com a asma.

 

Teoricamente, o paracetamol reduz os antioxidantes do organismo. Alguns especialistas dizem que os antioxidantes impedem que radicais livres (moléculas instáveis) façam danos ao organismo, provocando doenças como o câncer.

 

"O paracetamol pode reduzir os níveis de antioxidantes, e isso pode gerar um estresse oxidante nos pulmões e causar asma", disse por telefone um dos pesquisadores, Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.

 

O uso mensal do paracetamol também dobra o risco de eczema e triplica o de rino-conjuntivite, espirros, nariz escorrendo e congestão nasal, quando a criança atinge 6 ou 7 anos, segundo o estudo.

 

Mas os pesquisadores disseram que, como analgésico infantil, o paracetamol continua sendo preferível à aspirina, que está associada à síndrome de Reye, uma doença rara, mas grave.

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o paracetamol só seja administrado em crianças em casos de febre superior a 38,5 graus, evitando-se o uso mais rotineiro.

 

Outros estudos

 

Em outro estudo na "Lancet", foram monitoradas 6.461 pessoas em 14 países, todas elas há mais de oito anos sem episódios de asma. Quem vivia com o nariz escorrendo, por causa de rinite ou alergias, tinha 3,5 vezes mais chance de desenvolver asma posteriormente.

 

O terceiro estudo, feito no Arizona (EUA), mostrou que bebês com chiado na respiração podem estar prenunciando casos de asma na vida adulta. Eles examinaram o prontuário de 849 pessoas em torno de 22 anos de idade. De 181 vítimas de asma, 49 (sendo 35 mulheres) tiveram um diagnóstico precoce. Em 70 por cento dos casos de asma, a pessoa apresentava esse chiado nos seis primeiros anos de vida.

 

Fonte: Ciência e Saúde

É verdade que manipular o pescoço pode levar a um derrame?

A AFIRMAÇÃO: Manipular o pescoço pode levar a um derrame.

 

OS FATOS: Manipular o pescoço deveria aliviar a dor, não causá-la. Mas há alguns anos cientistas observaram um padrão estranho de pessoas que sofreram derrames logo após freqüentarem quiropráticos, especialmente para ajustar o pescoço.

 

A hipótese dos cientistas é que uma técnica quiroprática chamada de manipulação espinhal cervical, que envolve um giro forçado do pescoço, poderia danificar duas grandes artérias que vão através do pescoço até a parte posterior do cérebro. Derrames em pessoas antes dos 45 anos são relativamente raros, mas essas desconexões arteriais cervicais são uma das principais causas.

 

Estudos subseqüentes sugeriram essa relação. Um deles, em Stanford, que entrevistou 177 neurologistas, descobriu que 55 pacientes sofreram derrames após sessões no quiroprático. Outro estudo, publicado no jornal "Neurologist", afirmou que pacientes jovens de derrame têm cinco vezes mais tendência a terem tido ajustes no pescoço uma semana antes do derrame do que o grupo controle. O estudo estimou uma incidência de 1,3 casos para cada 100 mil pessoas até 45 anos que tratam de ajustes no pescoço.

 

No entanto, outros estudos deixam dúvidas. Um deles, publicado este ano, examinou 818 casos de derrame relacionados a dissecções arteriais na parte posterior do pescoço. Antes dos derrames, pacientes mais jovens que freqüentaram o quiroprático reclamaram mais de dor de cabeça e pescoço antes de recorrer ao quiroprático - sintomas que geralmente antecedem um derrame - sugerindo que eles tinham dissecções não-diagnosticadas e que recorreram aos quiropráticos para aliviar a dor, sem saber da iminência do derrame.

 

O VEREDICTO: A manipulação vigorosa do pescoço aparentemente apresenta um pequeno risco de rompimento arterial...

 

Fonte: Ciência e Saúde