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Brócolis pode proteger pulmão de fumantes, diz estudo

Um estudo conduzido nos Estados Unidos sugere que o brócolis pode ajudar a reduzir os danos causados nos pulmões de pacientes que sofrem de uma séria doença pulmonar geralmente associada ao fumo.

 

A equipe, da John Hopkins School of Medicine, em Maryland, acredita que um composto produzido pelo brócolis, o sulforafano, aumenta a atividade da proteína NRF2 - conhecida por ser um potente antioxidante e componente de defesa dos pulmões contra inflamações.

 

Essa ação protegeria as células dos danos causados pela doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), normalmente causada pelo fumo e que engloba um conjunto de problemas pulmonares, entre eles a bronquite crônica e o enfisema.

 

Segundo o estudo, essa proteína aciona vários mecanismos que removem toxinas e poluentes que podem danificar as células pulmonares. "Aumentar a atividade do NRF2 pode levar à tratamentos úteis que previnem a evolução da DPOC", disse Shyam Biswal, que coordenou a pesquisa.

 

Efeitos

 

O estudo foi publicado na edição desta segunda-feira da revista científica "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine". Para chegar aos resultados, os pesquisadores examinaram amostras de tecido dos pulmões de fumantes infectados e não-infectados pela DPOC para determinar os níveis de NRF2 nos dois grupos.

 

Quando comparados com fumantes que não sofriam da doença crônica, os pacientes de DPOC em estágio avançado demonstraram níveis muito menores da proteína. Por isso, os pesquisadores acreditam que tratamentos direcionados a aumentar os níveis de NRF2 podem atenuar os efeitos do estresse oxidativo provocado pela DPOC nos pulmões. Segundo o estudo, o sulforafano é capaz de restaurar os níveis reduzidos do NRF2 nas células expostas à fumaça do cigarro.

 

Tratamento

 

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o mesmo composto encontrado no brócolis era capaz de reverter os danos causados pela diabetes aos vasos sangüíneos do coração. "Pesquisas futuras devem ser direcionadas ao NRF2 como uma nova estratégia para aumentar a proteção antioxidante nos pulmões e testar sua habilidade em melhorar a função pulmonar de pacientes com DPOC", disse Biswal.

 

Um porta-voz da Fundação Britânica dos Pulmões afirmou que o estudo é importante para mostrar o desequilíbrio entre oxidantes e antioxidantes nos pulmões. "Sabemos que o brócolis contém compostos naturais, mas por enquanto os estudos foram feitos apenas em laboratórios e são necessárias mais pesquisas para descobrir se pode produzir os mesmos efeitos em humanos", disse.

 

A doença pulmonar obstrutiva crônica foi considerada a quinta mais letal do Brasil, segundo dados recolhidos pelo Projeto Platino, que investigou a incidência da doença no Brasil em 2003. Segundo os dados, a DPOC provoca cerca de 270 mil hospitalizações anualmente, e é causa crescente de morte no país.

 

Fonte: Ciência e Saúde

Cigarro: um adeus possível

Baseando-se na sua experiência como ex-fumante e no conhecimento na área da psicologia, o psicoterapeuta Flávio Gikovate mostra no livro Cigarro: Um Adeus Possível, agora em quarta edição, que a dependência do cigarro é tão terrível quanto a que decorre do uso de drogas ilícitas.

 

Embora nas últimas décadas os malefícios do fumo tenham sido comprovados cientificamente, são poucos os que conseguem largar o vício com facilidade. E os que, a custa de muito sacrifício, conseguem fazê-lo vêem-se a todo momento na iminência de voltar a fumar.

 

Muito mais que adição química, o cigarro provoca dependência psicológica. A pessoa que fuma, ao ver-se sem seu "companheiro", não sabe como agir, onde colocar as mãos, o que fazer com a boca. Sente falta do aconchego que o cigarro provoca, de seu efeito calmante ou estimulante.

 

"Qualquer tratamento para abandonar o vício impõe uma boa dose sofrimento. Por isso, é tão importante se conscientizar de que se trata de uma empreitada difícil, que requer muita determinação", explica o autor, médico psiquiatra formado pela USP em 1966.

 

Fissura

 

O maior problema na fase inicial do tratamento, segundo o psicoterapeuta, é a "fissura", relacionada à dependência química. "De tempos em tempos vem um desejo lancinante de pegar o cigarro e inspirar a fumaça bem profundamente. É fato que o desejo passa de forma espontânea quando não se inala a fumaça com nicotina, mas a impressão é a de que o desconforto só passa fumando um cigarro", diz Gikovate.

 

No livro, ele desvenda o ciclo de dependência em relação ao cigarro e mostra como é difícil parar de fumar. Porém, partindo de sua experiência pessoal e clínica, mostra que é possível largar o cigarro usando a racionalidade e o bom senso, por mais dolorido que seja o processo.

 

Não se tratam de dicas milagrosas. Ao contrário, o método proposto pelo psicoterapeuta exige muita força de vontade e o uso constante da razão. Porém, Gikovate mostra que é possível romper com a dependência desde que se esteja disposto a mergulhar nos verdadeiros motivos que levam alguém a viciar-se em qualquer objeto externo.

 

Destinada a fumantes e familiares e amigos de pessoas que fumam, a obra sem fazer julgamentos morais ou prometer resultados impossíveis oferece opções reais para quem quer deixar de fumar.

 

Fonte: Yahoo, MG Editores

Estudo liga poucas horas de sono a sedentarismo, obesidade e tabagismo

Pessoas que dormem menos de seis horas por noite são mais propensas a serem obesas, fisicamente inativas, fumantes e usuárias de bebidas alcoólicas, segundo levantamento do governo dos Estados Unidos.

 

O estudo dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças indica que, entre os adultos que dormem entre sete e oito horas por noite, apenas 18% são fumantes; e entre aqueles que dormem menos de seis horas, 30% são fumantes.

 

Outra relação marcante foi entre horas de sono e obesidade entre aqueles que dormiam pouco, mais de 33% eram obesos, contra 22% daqueles que dormiam entre sete e oito horas.

 

Com isso, os autores destacam que a promoção completa da saúde inclui não fumar, limitar o uso de álcool, fazer exercícios, controlar o peso e tudo isso ainda promove uma boa noite de sono, essencial para a saúde.

 

Fonte: Blog Boa Saúde