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Promessas que a lipoaspiração não pode cumprir

A cirurgia pode modelar o seu corpo, mas não pode fazer milagres...

 

No rol das promessas de emagrecimento mais procuradas pela população estão chás medicinais, adesivos cutâneos, dietas da moda , pílulas que regulam o apetite, cirurgias de redução do estômago... Freqüentemente, a lipoaspiração também é procurada por pessoas que estão acima do peso. No entanto, é preciso esclarecer os reais benefícios que este procedimento proporciona. É comum encontrar pacientes que pensam em fazer uma lipoaspiração com o objetivo de perder peso. A cirurgia não é um método de emagrecimento.

 

A lipoaspiração é um procedimento destinado a remover apenas gorduras localizadas, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal. É o tipo de gordura que dificilmente pode ser eliminado, mesmo com o auxílio de exercícios físicos e de uma nova dieta.Esta regra só se aplica a pacientes adultos. Crianças, ainda que tenham acúmulo de gordura no corpo, a ponto de comprometer seu bem estar físico e psicológico, não devem se submeter à lipoaspiração. Já para os adolescentes, a lipoaspiração é mais aceita pelos médicos, contanto que o jovem operado não seja obeso.

 

Para esclarecer melhor, selecionei as dúvidas mais comuns sobre a lipoaspiração e a sua correta indicação terapêutica, desmistificando algumas promessas sobre o procedimento:

 

Estar acima do peso é um fator impeditivo para fazer uma lipoaspiração?

 

A partir de 10% a mais do peso ideal, os resultados da lipoaspiração não são tão satisfatórios. É importante entender que se trata de uma cirurgia de acerto de contornos e não deve ser encarada como um método para emagrecer. Há um limite de gordura que pode ser retirado. Exercício e dieta são os caminhos para quem precisa eliminar o excesso de peso. De acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina, não se pode passar de 7% do peso corporal do paciente na lipoaspiração úmida (com injeções de soluções líquidas) e 5% de retirada de gordura na lipoescultura a seco.

 

É possível fazer uma lipoaspiração estando bronzeada?

 

Sim, mas apenas se o paciente tomou todos os cuidados para garantir um bronzeado seguro e adequado, usando protetor solar e mantendo a pele bem hidratada. Se o paciente abusou do sol, sua pele ficará muito sensível para ser submetida a qualquer tipo de procedimento. A própria assepsia pode piorar a queimadura local, prejudicando o tratamento cirúrgico. Também há o risco de haver hipo ou hiperpigmentação no local da perfuração com as cânulas, já que há concentração de melanina na epiderme por causa do bronzeado.

 

Para pneuzinhos na barriga e nas costas, a lipoaspiração é a melhor solução?

 

De uma maneira geral, sim, mas a indicação cirúrgica só pode ser feita individualmente. A lipoaspiração é uma boa alternativa para eliminar gordura bem localizada, aquela que não é eliminada com dieta e exercícios. Um bom resultado depende também da pele do paciente, que precisa ter boa elasticidade e do peso relativamente adequado.

 

Quanto de gordura pode ser lipoaspirado?

 

Há um limite máximo de retirada de acordo com cada paciente. Mas, em geral, varia de 5 a 7% do peso corporal. O exagero pode debilitar o organismo porque junto com a gordura há também aspiração de sangue. É recomendável conversar com o cirurgião plástico, falando de suas expectativas e ouvindo a avaliação do profissional sobre o quanto pode ser removido do seu corpo.

 

Se eu fizer a lipoaspiração no fim de julho, já vou perceber os resultados definitivos em agosto?

 

Não. Apesar dos avanços técnicos que reduziram bastante o tempo de convalescença, os efeitos não são imediatos. O desaparecimento do inchaço e a reacomodação da pele podem demorar uns 30 dias. O resultado definitivo é percebido no período de seis meses a um ano após a lipoaspiração. Esse prazo depende também dos cuidados do paciente no pós-operatório e nos meses seguinte à cirurgia, como, por exemplo, seguir à risca uma dieta equilibrada e aderir à prática regular de exercícios.

 

A lipoaspiração elimina a flacidez da pele que sobrou?

 

Justamente por não eliminar a flacidez, esse procedimento deve ser realizado em pacientes que apresentem pele elástica e gordura localizada. Só nessas circunstâncias, após a retirada de gordura, a pele se retrai e se acomoda na região.

 

A lipoaspiração é uma cirurgia como outra qualquer?

 

Sim.Trata-se de um procedimento cirúrgico que deve ser realizado por um cirurgião plástico, em local adequado, com todo suporte hospitalar necessário para enfrentar eventuais complicações, que podem acontecer em qualquer tipo de operação. "Minilipo", "Lipinho" ou "Lipo Light" são nomes que seduzem e podem até confundir quem quer melhorar o contorno corporal, mas tem medo de se submeter a uma cirurgia. Não considero apropriado mascarar o procedimento, lipoaspiração é sempre lipoaspiração, com os seus riscos e benefícios. A própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica já divulgou alertas neste sentido, nos quais manifestava preocupação com o que chama de banalização das lipos de pequeno porte. O tema também foi debatido durante o IX Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, que aconteceu no início de março, em São Paulo.

 

Após a lipoaspiração, se eu voltar a engordar, os pneuzinhos podem se formar em pontos próximos do local da lipoaspiração?

 

Depende de quanto você engordar. A região lipoaspirada melhora o contorno corporal, por isso, se houver um aumento de peso, pequeno ou moderado, não ocorrerá perda do resultado. Por outro lado, se você ganhar muito peso, as células de gordura restantes começam a armazenar os excessos, uma vez que as células gordurosas aspiradas não voltam.

 

Como é que vou saber se o médico que fará a minha lipoaspiração é ou não um especialista em cirurgia plástica?

 

Basta você consultar o site oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br). O website oferece informações sobre os cirurgiões pertencentes à sociedade.

 

Ruben Penteado é cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e diretor do Centro de Medicina Integrada.

 

Fonte: Minha Vida

Fraturas aumentam os riscos de câncer de mama masculino, diz estudo

Embora seja raro, o câncer de mama pode ocorrer em homens. E um novo estudo sugere que os riscos de ter a doença aumentam se você tiver um parente próximo com a doença, for obeso e sedentário, e se sofrer uma fratura depois dos 45 anos de idade.

 

Avaliando dados de quase 325 mil homens 121 que desenvolveram câncer de mama durante o estudo os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer, nos EUA, descobriram que aqueles que têm algum parente de primeiro grau, principalmente mãe ou irmã, com câncer de mama têm quase duas vezes maiores chances de desenvolver a doença.

 

Observaram também que, inesperadamente, homens que tiveram fraturas ósseas antes de 45 anos tinham um aumento de mais de duas vezes no risco. Mais pesquisas são necessárias para descobrir o mecanismo da relação, que pode estar ligado a questões hormonais.

 

Fonte: Boa Saúde

Obesidade 'nem sempre faz mal à saúde'

Dois estudos publicados nesta segunda-feira pela revista especializada Archives of Internal Medicine afirmam que nem toda obesidade significa problemas de saúde, e que é possível ser obeso e saudável.

 

Segundo um dos estudos, liderado pelo médico Norbert Stefan, da Universidade de Tubingen, na Alemanha, é possível ser obeso mas não apresentar resistência à insulina nem sinais de arterioesclerose precoce - que sinalizariam problemas cardíacos e risco de diabetes do tipo 2.

 

No estudo, Stefan e sua equipe analisaram a gordura de 314 pessoas, divididas em quatro grupos: com peso normal, acima do peso (com índice de massa corporal até 29,9), obesos sensíveis à insulina e obesos resistentes à insulina.

 

Os cientistas mediram a gordura corporal, visceral, (em torno do abdômen) e subcutânea, com exames de ressonância magnética, e ainda mediram os níveis de gordura no fígado e nos músculos.

 

Eles concluíram que, enquanto a gordura abdominal é um forte indicativo de resistência à insulina (um dos sinais de risco da diabetes) nos pacientes de peso normal, ou acima do peso, ela não tem tanta importância para determinar os riscos dos pacientes obesos.

 

Enquanto que os dois grupos de obesos apresentavam semelhantes níveis de gordura abdominal, o grupo resistente à insulina apresentou níveis de gordura muscular e no fígado muito mais altos do que os obesos sensíveis à insulina, que não apresentam maiores riscos de saúde.

 

Saudáveis

 

Os cientistas concluíram ainda que entre os obesos sensíveis à insulina, o nível de sensibilidade era equivalente ao dos pacientes com peso normal. Os dois grupos apresentaram também equivalentes espessuras das paredes de suas artérias, afirmando que existe um fenótipo de obesidade benigna.

 

Stefan afirma que não defende a obesidade, mas sim um exame mais detalhado dos obesos, que meça a gordura no fígado e nos músculos, para identificar os riscos reais.

 

No outro estudo, a equipe liderada pela médica Rachel Wildman, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, estudou dados de 5.440 pacientes com fenótipos diferentes para medir até que ponto a gordura é fator determinante de problemas de saúde.

 

O estudo analisou dados coletados entre 1999 e 2004 de pessoas com peso normal, acima do peso e obesas, com e sem anomalias cardio-metabólicas (que incluem pressão alta, nível elevado de triglicerídeos e o chamado "bom colesterol").

 

Os resultados mostraram que 23,5% dos adultos de peso normal apresentavam anomalias, enquanto que 51,3% dos adultos acima do peso e 31,7% dos obesos eram saudáveis "metabolicamente".

 

Entre os fatores associados aos problemas de saúde dos adultos com peso normal, estavam a idade avançada, baixos níveis de atividade física e maior circunferência da cintura. Os pacientes obesos e acima do peso que não apresentavam problemas metabólicos tendiam a ser mais jovens, de etnia negra, mas não hispânica, com altos níveis de atividade física e menor circunferência da cintura.

 

Segundo o estudo, o resultado mostra que há uma proporção considerável de adultos obesos e acima do peso considerados saudáveis, ao mesmo tempo em que uma considerável proporção de adultos de peso normal apresenta problemas de saúde normalmente ligados à obesidade.

 

A cientista afirma que "são necessários novos estudos sobre mecanismos comportamentais, hormonais, bioquímicos e genéticos que estão por trás dessas diferentes respostas metabólicas ao tamanho do corpo", e poderão, no futuro, ajudar na criação de métodos para identificar pacientes em risco.

 

Fonte: Ciência e Saúde