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Piercing: complicações da língua ao coração

O uso de piercing na língua já é bastante popular, principalmente entre os jovens que acabam de completar 18 anos e dispensam autorização dos pais para colocar a jóia de aço cirúrgico, ouro ou prata. De acordo com o cirurgião-dentista Marcelo Rezende, diretor da clínica Smiling Dental Care, o acessório não oferece tantos riscos quanto o procedimento. "O piercing oral expõe o jovem a riscos desnecessários. Como a boca é rica em bactérias, há sempre a possibilidade de infecção, chegando inclusive a comprometer a saúde do coração ou ainda progredir para uma septicemia (infecção generalizada)".

 

O especialista diz que as complicações menos graves estão relacionadas ao comprometimento dos movimentos da língua e à perda parcial do paladar, além de deixar a pessoa mais vulnerável à gengivite e ao deslocamento dentário. "A colocação da jóia é rápida, mas o tempo de recuperação pode se estender para mais de um mês. Esse é o período crítico, quando a língua inclusive pode inchar tanto, a ponto de dificultar a respiração do paciente".

 

Hepatite

 

Estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos revela que, dependendo da higienização dos instrumentos, da agulha e até do algodão utilizado, a colocação do piercing também pode transmitir hepatite tipo B e C.

 

"Para quem insiste em seguir essa moda, é melhor escolher um lugar confiável, limpo e bem recomendado. Depois do procedimento, é necessário redobrar os cuidados com a higiene bucal, escovando os dentes sempre após as refeições. Bochechos com bastante água devem ser feitos pelos menos três vezes ao dia, a fim de impedir o acúmulo de bactérias na boca. Soluções bactericidas também podem ser utilizadas, desde que prescritas por um dentista", diz Rezende.

 

Fonte: Yahoo

É possível engolir a língua durante uma convulsão?

A afirmação:

 

Durante uma convulsão, é possível que a vítima engula a própria língua.

 

Os fatos:

 

O problema das superstições e lendas médicas é que elas às vezes podem levar pessoas bem-intencionadas a fazer bobagens. Convencidos da máxima que diz que pessoas que sofrem convulsões podem engolir sua própria língua, os "bons samaritanos" às vezes tentam forçar um objeto na boca da vítima para evitar que isso aconteça.

 

É uma crença persistente, dizem os especialistas, mas trata-se de uma crença equivocada e potencialmente perigosa.

 

Engolir a língua é praticamente impossível. Na boca humana, um pequeno pedaço de tecido chamado de frenulum linguae, localizado atrás dos dentes inferiores e abaixo da língua, mantém a língua no lugar, mesmo durante uma convulsão.

 

Ryan Brett, diretor de educação do Epilepsy Institute em Nova York, afirma que pessoas presenciando convulsões geralmente procuram uma carteira, uma colher, ou algum outro objeto sujo para enfiar na boca da vítima, para azar dos pacientes epilépticos. Ele diz que freqüentemente conduz workshops sobre primeiros-socorros nos quais procura desfazer esses mitos.

 

"A única coisa que acontece quando algo é colocado na boca da vítima é que você acaba cortando a gengiva ou machucando os dentes dela", ele diz. "Recebemos reclamações direto".

 

Em vez disso, a melhor forma de ajudar é rolar a pessoa de um lado para o outro, a fim de esvaziar os fluidos da boca, proteger a cabeça para evitar danos ao crânio e procurar ajuda médica, se necessário.

 

Moral da história:

 

Nunca coloque objetos na boca de uma pessoa durante uma convulsão.

 

Fonte: Blog Boa Saúde